11 maio, 2018
por Daniel Geraldes
24
19528

A gente já bateu no fundo do poço”, diz vice da ABPA sobre setor avícola

Tentando estancar os prejuízos, frigoríficos anunciam que reduzirão a produção.

As quedas no último mês chegaram a 8%, não é à toa que o setor avícola tem tomado medidas contundentes para tentar estancar a superoferta, uma delas é a paralisação temporária de diversos frigoríficos. Essas baixas são resultado dos embargos da União Europeia à 20 abatedouros nacionais e da alta do milho, importante item na alimentação das aves.

Com a redução na produção dos frangos, a demanda pelos grãos também cai, tendo reflexo positivo no preço da ração. No último mês, o insumo teve baixa de 2,3% em relação ao período anterior. Até o momento, o cereal acumulou 22% de valorização.

Mas não foi somente o milho que teve redução dos valores em abril, o preço da carne de frango congelada no atacado em São Paulo, por exemplo, recuou 7,9%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, Piracicaba/SP). “O descredenciamento de 20 unidades frigoríficas, mexeu no mercado e pressionou os valores”, afirma a analista de carnes do Cepea, Juliana Ferraz.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria e Comércio Exterior e Serviços (MDIC, Brasília/DF) apontam que as exportações do produto in natura apresentaram uma severa baixa no mês, somando quase 100 mil embarques a menos em relação a março.

ricardo_santin_abpa

As medidas tomadas pelos frigoríficos de fechar temporariamente as unidades, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA, São Paulo/SP), pode garantir que o setor retome o equilíbrio. A redução na produção da BRF (São Paulo/SP), por exemplo, será de 15% ao dia. Três plantas da empresa entrarão em férias coletivas, decisão que também foi tomada pela Aurora Alimentos (Chapecó/SC), que terá pausas em duas plantas em períodos diferentes. Empresas menores do Sul também decidiram reduzir o ritmo.

“Isso é só um alento”, pondera o vice-presidente da ABPA, Ricardo Santin, sobre as pausas dos frigoríficos. Mas, para ele, caso a União Europeia não evolua perante as negociações e as regras de abate para o frango exportado para a Arábia Saudita não sejam flexibilizadas, inevitavelmente haverá demissões.

As primeiras a serem afetadas, segundo o vice-presidente, serão as empresas de pequeno porte, já que possuem menos opções de flexibilização econômica do que os grandes abatedouros.

Fonte: Valor Econômico

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Graxaria
  • Óleos e Gorduras
  • Pet Food
  • Aqua Feed
  • Animal Feed
  • Espuma
Aguarde...

Cadastre-se

Aguarde...

Esqueci minha senha

Aguarde...
Translate »