23 maio, 2017
por Daniel Geraldes
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A Indústria “RENDERING”

Por: Tim Juzefowicz, Presidente da World Renderers Organization

O termo “Rendering” (Por tradução direta “Derreter”, ou por analogia “Graxaria” ou “Reciclagem Animal”) é descrito como o processo industrial via tratamento térmico de subprodutos animais, onde os sólidos, umidade e gordura são separados para produzir farinhas proteicas, gorduras e óleos de animais. Os subprodutos são o produto secundário obtido durante o processamento da carne. O processo de Reciclagem Animal pode ser contínuo ou por bateladas e depende das quantidades de material a ser processado. Como uma comparação, as plantas menores processam em média 50 toneladas de matéria prima por dia, geralmente são “de batelada”. As fábricas de processamento maiores que processam centenas de toneladas por dia são geralmente contínuas e altamente automatizadas.

Os critérios mais importantes para a indústria de Reciclagem Animal é a fabricação de produtos seguros e aptos para sua finalidade. A indústria de processamento opera na maioria dos países ao redor do mundo, é considerada uma fabricante de produtos que contribuem para a pecuária sustentável, é uma recicladora, é essencial para proteger o meio ambiente, e é necessária para a saúde pública e animal.

A Reciclagem Animal é uma indústria regulamentada submetida a regulamentos governamentais e códigos de boas práticas industriais, determinando os critérios específicos para normas de fabricação que podem ser aplicáveis a um país. Os requisitos do país importador também determinarão a capacidade de fornecer a aquele país. Em geral, essa regulamentação exigirá requisitos específicos sobre como operar uma planta de Reciclagem, considerando o produto produzido, o meio ambiente e os requisitos de saúde e segurança das pessoas que trabalham na fábrica. Se os subprodutos não fossem reciclados, grandes quantidades de carbono, nitrogênio e fósforo presentes nos subprodutos animais contribuiriam para a liberação de gases de efeito estufa, como o metano e dióxido de carbono, contaminando o solo os corpos d’água. A produção de subprodutos animais reduz significativamente as emissões ambientais.

Existem diversos tipos e tecnologias de processamento ao redor do mundo e muitos projetos usando vários equipamentos para combinações de tempo / temperatura / pressão para processar as matérias-primas. As várias etapas do processo envolvido são: tratamento térmico de matérias-primas para destruir patógenos (como bactérias, vírus, protozoários e parasitas), separação de fases entre sólidos / água / gordura; secagem de sólidos e purificação das gorduras / óleos e moagem de sólidos em farinha. É do melhor interesse do processador instalar a melhor e mais eficiente planta de processamento que se pode dar ao luxo, melhorando as questões (que podem surgir) a respeito da saúde, segurança, meio ambiente e qualidade do produto.

Desconhecido por grande parcela da população, os produtos reciclados são utilizados na alimentação de animais de produção, de animais de estimação, de organismos aquáticos e em biodiesel, fertilizante, sabões, pinturas, vernizes, cosméticos, produtos farmacêuticos, creme de barba, batons, desodorizantes, giz de cera, couro (isto é, bolsas, assentos de carros, móveis), lubrificantes, compostos de calafetagem, velas, produtos de limpeza, tintas, perfumes, polidores, borrachas, plásticos, fertilizantes agrícolas e até mesmo explosivos. Os produtos reciclados são usados para atender às necessidades locais e negociados como commodities em todo o mundo.

As matérias-primas processadas vêm da indústria da carne, em que bois, ovelhas, aves, suínos e peixes são processados em abatedouros, frigoríficos, salas de desossa, açougueiros, processadores de peixe, supermercados / mercados, “knackeries” e curtumes. As matérias-primas incluem gordura, osso, aparas, miudezas, sangue, material de açougues, produto de “recall”, animais mortos na chegada ou em trânsito para a abate e penas. Óleos de fritura de restaurantes também são processados pela indústria de Reciclagem Animal.

A indústria de Reciclagem Animal é ambientalmente responsável e sustentável e deve ser considerado como um processo industrial essencial, pois fornece um serviço de reciclagem para a indústria de carne que ajuda a proteger a sociedade e o meio ambiente, os materiais que a indústria processa e à indústria que fornece matérias-primas. Ocasionalmente a Reciclagem Animal é denominada “indústria invisível”, porque muitas vezes é um processo industrial que é necessário, mas que não é notado pela sociedade em geral.

O processo de Reciclagem Animal começa com a coleta higiênica, eficiente e pontual no fornecedor. Alternativamente, a produção pode ocorrer no frigorífico processador de carne. Este serviço ajuda a garantir uma produção estável ao mesmo tempo em que reduz os custos, aumenta a receita e fornece um destino final seguro de materiais altamente perecíveis. Além disso, os prestadores de serviços, como a Indústria de Reciclagem Animal, podem reagir rapidamente a questões de emergência. Os subprodutos animais recolhidos são um material biológico instável que devem ser processados sem demora. Os atrasos no processamento levarão à degradação da matéria-prima onde o teor de ácidos graxos livres aumenta exponencialmente e as proteínas são degradadas através da atividade bacteriana e enzimática. É esperado que o odor se torne um problema e o material naturalmente útil, pode se perder. A qualidade da matéria-prima será determinada pelo tempo decorrido para processa-la, o tipo de matéria-prima, o teor de água, a temperatura ambiente e a temperatura da matéria-prima na coleta.

A gestão de animais “caídos” a campo pode ser tratada pela Reciclagem Animal, sendo essa uma forma reconhecida de destinação. Deve-se questionar qual seria a melhor forme de se processar as carcaças desses animais e as respostas devem ser cuidadosamente consideradas. Em qualquer situação em que os animais tenham morrido, a natureza do incidente precisa ser observada e uma avaliação de risco ser realizada para os melhores meios de gestão. Em alguns países é necessária uma consideração especial quando houver materiais de risco especificados para EEB presentes. O método de eliminação para estes materiais será determinado por regulamentos oficiais. Em qualquer evento, os métodos de eliminação dos animais mortos são o enterro, a incineração, a compostagem, a decomposição a céu aberto, mas a Reciclagem Animal é o método preferida e ambientalmente mais eficaz.

Devem ser levados em consideração requisitos muito específicos para evitar o aparecimento de doenças e a categorização dos produtos fabricados. Estes requisitos devem ser definidos em regulamentos, entendendo-se que a Reciclagem Animal é um caminho para a prevenção de doenças. É importante que um processo de avaliação de risco seja conduzido para compreender os perigos que talvez estejam presentes na eliminação de animais mortos. Quando um ou mais animais forem descartados, qualquer procedimento adotado possui o risco de poluir cursos de água, produzir odores, espalhar a doença e interferir com o bem-estar da comunidade. Exemplos de leis que regem o processamento da eliminação de animais mortos requerem: coleta entre 24 a 48 horas após a morte para evitar odor e possível transmissão de doença. A carcaça deve ser apanhada por veículos designados especialmente equipados para evitar a contaminação de estradas. Os veículos devem ser limpos e desinfetados após as coletas, serem sujeitos a inspeção e as instalações devem ser licenciadas e aprovadas.

Um fator limitante a ser considerado quando se trata de animais mortos ou “caídos” são os requisitos dos países importadores para os produtos da Reciclagem Animal. Os requisitos podem estabelecer que os animais mortos sejam excluídos e que os subprodutos animais utilizados sejam oriundos apenas da produção de carne para consumo humano.

Embora a Reciclagem Animal possa ser vista como uma “indústria invisível”, é importante que seus clientes, o governo, os reguladores e o público aceitem que a indústria de Reciclagem Animal faça seus negócios sob o mais alto controle veterinário, todos os dias. Não obstante, a indústria de Reciclagem Animal pode abrir suas portas se surgirem questões críticas. Essas questões específicas sobre a Reciclagem Animal são tratadas por organizações como a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), focadas em abordar a segurança alimentar e alimentar e a prevenção de doenças animais.

PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA REVISTA RECICLAGEM ANIMAL – GRAXARIA – EDIÇÃO MARÇO/ABRIL 2017.

 

THE RENDERING INDUSTRY

Written by Tim Juzefowicz, President World Renderers Organisation

The term Rendering is described as the industrial process of the heat treating animal by-products, separate solids, moisture & fat to produce animal protein meals and fats & oils. By-products are the secondary product obtained during meat processing. The rendering process may be continuous or batch and is dependent on the quantities of material that is to be rendered. As a comparison, smaller plants that many render 50 tonne a day or are specialty renderers would be batch. Larger processing plants rendering hundreds of tonnes a day are continuous and highly automated.

The most important criteria for the rendering industry is to manufacture of rendered products that are safe and fit for purpose. The rendering industry operates in most countries around the world, it is regarded as producing products that contribute to sustainable animal agriculture, it is recycling, it is essential to protecting the environment, and it is necessary for public and animal health.

Rendering is a regulated industry where government regulations and industry codes of practice determine the specific criteria for manufacturing standards that may apply to that country. Importing country requirements also will determine the ability to supply to a country. In general, such regulation will specific requirements on how to operate a rendering plant with consideration for the product produced, the environment and the health and safety requirements of the people working at the plant. If by-products were not recycled large amounts of carbon, nitrogen and phosphorous present in animal by-products would contribute to the release of greenhouse gasses such as methane and carbon dioxide emissions, soil loading and water contamination. Rendering animal by-products significantly reduces environmental emissions.

There are many different kinds of rendering plant manufacturers around the world and many process designs using various equipment for time/temperature/pressure combinations to process raw material. The various stages of the process involved are: Heat treatment of raw materials to destroy pathogens (such as bacteria, viruses, protozoa and parasitic organisms) and create phase separation between solids/water/fat; separation of fat, water and solids; drying solids and purify fats/oils & Milling solids to meal. It is in best interest of the renderer to install the best and most efficient processing plant it can afford to alleviate issues with that may arise with health, safety, environment and quality of product.

Unknown to many people rendered products are used animal stock feed, pet food, aquaculture feed, biodiesel, fertiliser, soaps, paints, varnishes, cosmetics, pharmaceuticals, shaving cream, deodorant, crayons, leather (i.e., handbags, car seats, furniture), lubricants, caulking compounds, candles, cleaners, paints, perfumes, polishes, rubber products, plastics, agricultural fertilizers, and even explosives. Rendered products are used to meet local requirements and traded as commodities around the world.

The raw materials processed come from the meat industry where beef, sheep, poultry, pigs, and fish are processed such as abattoirs, poultry processors, boning rooms, butchers, fish processors, supermarkets / markets, knackeries and skins and hide processors. Raw materials include fat, bone, trimmings, offal, blood, grocery store material, recall product, animals dead on arrival or in transit and feathers. Restaurant fats/oil/grease are also processed by the rendering industry.

The process of Rendering is an environmentally responsible and sustainable industry and should be considered as an essential industrial process as it provides a recycling service to the meat industry that helps protect society and the environment. The materials the industry processes and to the industry that provides it raw materials.  Occasionally rendering is termed the ‘invisible industry’ because often it is an industrial process that is necessary but unpleasant in what is performed and best not seen.

 

The rendering process starts with the hygienic, efficient, on-time collection at the customer’s place of business. Alternatively rendering may occur at the meat processing plant. This service helps ensure stable production while reducing costs, enhancing revenue, and provides a safe final destination of highly perishable materials. Furthermore, service providers like renderers can react quickly to emergent issues. The animal by-products collected are an unstable biological material that must be processed without delay. Delays in processing will lead to degradation of the raw material where the free fatty acid content increases exponentially and the proteins are broken down through bacterial and enzyme activity. Odour is likely to become an issue and the useful nature of the original material is weakened. The quality of the raw material will be dictated by the time taken to processing the type of raw material, the water content, the ambient temperature and the temperature of the raw material on collection.

The management of fallen stock maybe be handled by rendering where it is a recognised form of disposal. The question of how to best to process fallen stock should be asked and answers carefully considered. In any situation where animals have died the nature of the incident need to be reviewed and a risk assessment undertaken for the best means of management. In some countries special consideration is necessary where there is specified risk materials have been designated. The method of disposal for these materials will be determined by regulations. In any event the methods of disposal of fallen stock are burial, incineration, composting, natural disposal and rendering but rendering is the preferred and most environmentally effective.

Very specific requirements must be taken into consideration to prevent disease outbreak and categorisation of the rendered products manufactured. These requirements should be defined in regulations with the understanding that rendering is a pathway for disease prevention. It is important that the risk assessment process is conducted to understand the risks that maybe present when disposing of fallen stock. Whether one or many animals are to be disposed of the procedure carries the risk of polluting water courses, producing odours, spreading disease and interfering with the community amenity.   Examples of law that govern the processing of dead stock disposal requires: collection with 24 – 48 hours after death to avoid odour and possible transmission of disease. Dead stock shall be picked up by designated, specially equipped vehicles to preclude contamination of roadways. Vehicles shall be cleaned and disinfected after routes, be subject to inspection and facilities are licensed and approved.

A limiting factor to consider when dealing with fallen or dead stock are the requirements of importing countries for rendered products. Requirements may state that fallen stock is excluded and animal by-products used are only from the production of meat for human consumption.

Although rendering may be the ‘invisible industry’ it is important that its customers, government, regulators and public accepts that renderers do their business under the highest veterinary control, every day. Nevertheless, renderers are able to open their doors if critical questions arise. The specific issues rendering address are the issues organisations such the World Organization for Animal Health, or OIE, and Food and Agriculture Organization (FAO) are focused on by addressing feed (and food) safety and security and animal disease prevention.

 

 

 

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