19 maio, 2020
por Daniel Geraldes
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Agro sofre queda no índice de confiança

Análise realizada pela Fiesp e pela OCB é referente ao primeiro trimestre do ano.

Com o forte desempenho apresentado pelo agronegócio em 2019, ao atingir o maior patamar da série histórica, era esperado que o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) apresentasse considerável alta, contudo, isso não ocorreu.

De acordo com a pesquisa, o indicador caiu para 100,4 pontos, 23,4 a menos que entre outubro e dezembro do ano passado. A escala do IC Agro vai de zero a 200, e 100 é o ponto neutro, como explica o Valor Econômico. Com isso, o resultado é dimensionado a partir de 1,5 mil entrevistas (645 válidas) com agricultores e pecuaristas de todo o país, assim como algumas indústrias.

Em análise do Valor Econômico, “alguém pode ponderar, portanto, que o resultado registrado ainda ficou acima do ponto neutro, o que é positivo. Mas em março a pandemia da covid-19 apenas começava a mostrar os dentes no país, e desde então o pessimismo só faz crescer, por mais que algumas cadeias exportadoras estejam em melhor situação por causa da forte valorização do dólar em relação ao real”.

“A perda de confiança foi influenciada, principalmente, pela piora na percepção em relação à economia brasileira. Desde o início da pandemia, as projeções passaram de um crescimento moderado para uma grave recessão. Além disso, o quadro atual aumenta a apreensão em relação à disposição do Congresso em dar seguimento aos esforços para levar adiante a necessária agenda de reformas econômicas”, informaram a Fiesp e a OCB, em comunicado.

Ainda segundo o levantamento, o índice que mede especificamente a confiança dos produtores agropecuários caiu 12,3 pontos em relação ao quarto trimestre de 2019 e ficou em 113,8 pontos de janeiro a março deste ano. No caso dos agricultores, a queda foi de 9,5 pontos, para 116,1, e entre os pecuaristas houve baixa de 20,7 pontos, para 107. Nas duas frentes, cresceu a desconfiança em relação à disponibilidade de crédito e a preocupação com o aumento de custos.

Entre as agroindústrias, o indicador que inclui as empresas que atuam antes e depois da porteira ficou em 90,6 pontos no primeiro trimestre, 31,5 pontos a menos que no fim do ano passado e menor patamar em três anos e meio. A pesquisa também mostrou que o principal problema em março era o que viria depois, dado que os agricultores já haviam fechado a compra de boa parte dos insumos que serão usados na próxima safra, cuja semeadura só começará em setembro, como contou o Valor Econômico.

Fonte: Valor Econômico

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