8 dez, 2017
por Daniel Geraldes
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Alimentação de Animais de Estimação

Por: Claudio Bellaver

Animais de estimação ou, do inglês os chamados “pet” são alimentados muito diferentemente dos animais de produção (e.g. aves, suínos). Todos animais requerem uma alimentação equilibrada nutricionalmente para a função do objetivo principal, o qual pode ser a produtividade nos ganhos de peso, produção leiteira ou, de ovos. Mas, no caso dos pets, a alimentação deveria se aproximar o quanto possível das dietas naturais, que evitem os excessos de peso e de gordura.

Esses animais podem ter a sorte de encontrar uma boa adoção e serem muito bem tratados em todos os aspectos de criação e alimentação; mas, se forem animais comuns, sem raça definida ou, oriundos de abrigos de animais e sem donos, podem não ter boas histórias de alimentação. Em adição ao desejo dos seus proprietários, o grupo pet fica sujeito ao critério de decisão das empresas que produzem os alimentos. Boas companhias produzem bons alimentos e se preocupam com a saudabilidade desse pet, como sendo parte integrante de uma família.

Por isso, o mercado pet ganhou destaque e é muito significativo no Brasil onde há uma população de 132 milhões, de um total de 1,56 bilhões de cabeças da estatística mundial. Dessa população nacional, 52 milhões são de cães e 22 milhões de gatos, o que faz o Brasil ser o 4º. país na população mundial de pets. O faturamento do setor pet foi de 18 bilhões em 2015, com crescimento anual de 7,6%, o que mostra a importância do setor no agronegócio brasileiro.  Mas, há complexidades nas rações pet e são relacionadas com causas de variação como espécies, raças, porte e idade do animal, entre outros fatores.

As rações podem conter ingredientes puros (e.g. vitaminas, minerais, aminoácidos), cereais, subprodutos de origem industrial (e.g. farelos, farinhas animais, óleos), suplementos (pró/prebióticos, enzimas), aditivos (conservantes, antioxidantes, flavorizantes) para assegurar que seja a melhor e mais equilibrada nutrição.

Há diferentes possibilidades para alimentar o animal pet com uma dieta saudável. A mais comum é a alimentação com ração seca completa e equilibrada, contendo todos os nutrientes e em geral essas dietas levam em sua composição farinhas de carne, de ossos moídos, de vísceras, cereais e suplementos minerais, vitamínicos, entre outros. É necessário aqui diferenciar farinha de carne de farinha de subprodutos.

Existe a mesma possibilidade dessa dieta ser enlatada, contendo maior teor de umidade. Outras opções comerciais são para misturar a fração comercial parcialmente equilibrada com alimentos frescos, com alimentos refrigerados e alimentos crus congelados; ou ainda, uma dieta seca pelo congelamento.

A adição de alimentos frescos a uma dieta comercial visa melhorar a qualidade geral da dieta pet. As dietas caseiras podem ser ofertadas separadamente cruas ou cozidas. Porém, o importante é salientar que se os ingredientes que compõem as dietas não tiverem qualidade de origem certificada/rastreada e que sejam isentos de toxinas e fatores antinutricionais ou alergênicos, de pouco adiantará buscar a melhoria na formulação técnica da dieta via aditivos de formulação ou técnicos. Então, sobressai a necessidade de qualidade de origem nos ingredientes de formulação e todo usuário (dono de pet) deve buscar no rótulo o que está lhe sendo ofertado na dieta e se há garantia de qualidade certificada.

Assim como nós humanos, que “somos o que nós comemos”, os proprietários dos animais de estimação querem proporcionar uma alimentação saudável para que esses tenham perspectiva de longa vida. Sabem que uma boa dieta poupará a conta no consultório veterinário. Campanhas de rações anunciando composição de ingredientes especiais (e.g. cereais especificados, partes cárneas e vísceras originadas de espécies identificadas) nas dietas e recomendações de uso, podem eventualmente reduzir problemas na alimentação pet. Entretanto, o maior e mais importante cuidado de fabricação e distribuição da ração é que a dieta possa ser oferecida fresca (com pouco tempo de prateleira) ao consumidor final, o pet.

Clinicamente os benefícios proporcionados por uma alimentação nutricionalmente equilibrada e saudável incluem: redução ou eliminação de alergias causados ​​por ingredientes (nem sempre diagnosticadas); redução da inflamação das articulações e renais; tratos digestivos mais fortes e saudáveis; dentes mais limpos e saudáveis; diminuição das infecções das orelhas e da boca; fezes menores e mais firmes e um animal de estimação mais feliz, mais saudável. Portanto, uma dieta de qualidade é o elo que pode afetar positivamente a saúde, a energia e as perspectivas sobre a vida do animal de estimação, tanto no curto e longo prazo.

[1] Méd. Vet., Ph.D., bellaver@qualyfoco.com.br  Qualyfoco Consultoria Ltda. e Pro Embrapa.

 

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