16 abr, 2020
por Daniel Geraldes
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Argentina – Produtores de biocombustíveis se declaram em alerta

O setor opera com metade da sua capacidade desde o final de 2019.

O setor de biocombustíveis está em estado de alerta depois que os produtores garantiram que permitiram uma grande economia nas importações, rejeitando a possibilidade que atribuem às empresas de petróleo de reduzir o corte de gasolina e diesel, o que agravaria a queda na produção do setor que opera com metade da sua capacidade.

A proposta veio das mãos da Liga Bioenergética, que alertou sobre “a situação muito séria pela qual a indústria de biocombustíveis está passando” e que põe em risco os 10.000 empregos gerados em 10 províncias através da industrialização da produção primária.

“A indústria de biocombustíveis não é subsidiada, ao contrário de outras indústrias que precisam de preços melhores do que os estabelecidos internacionalmente para realizar investimentos na Argentina”, afirmou a entidade, destacando que a atividade “evitou importações de mais de US$ 27.000 milhões no período 2010-2019”.

Nesse sentido, os produtores afirmam que “o retorno ao sistema primário de exportação de soja ou milho, além de anacrônico, constitui desconhecer a importância do valor agregado na origem, uma vez que o país possui o maior e mais eficiente complexo agroexportador do mundo, que deve ser aproveitado com um desenvolvimento industrial aumentando empregos e investimentos qualificados”.

Em vista da alegação das empresas de petróleo de reduzir os atuais cortes de 12% na gasolina e 10% no diesel, a Liga Bioenergética assegurou que “não pretende substituir” o gasóleo ou a gasolina, mas “complementar” a matriz energética , através da contribuição de “um combustível de origem vegetal, renovável, menos poluente e de produção nacional”.

Além disso, o setor enfrenta o debate sobre a conveniência de prorrogar o regime em vigor por mais de 10 anos para os biocombustíveis, e que permitiu seu desenvolvimento através de 54 plantas localizadas em 10 províncias (Santa Fé, Buenos Aires, Entre Ríos, La Pampa, San Luis, Santiago del Estero, Córdoba, Tucumán, Jujuy e Salta) e gera mais de 60.000 fontes de emprego diretas e indiretas.

O setor também dá origem ou promove o desenvolvimento de outros setores, como produtores de cana-de-açúcar, complexos azeiteiros e pequenas prensas extratoras, empresas de transporte, indústria metalmecânica e o desenvolvimento de novas aplicações tecnológicas ao serviço do setor.

Os biocombustíveis constituem o último elo da cadeia de valor agregado da soja, milho e açúcar e, no caso das PMEs de bioetanol e biodiesel, 100% de sua capacidade de produção é destinada ao mercado interno.
A capacidade instalada de biodiesel no país é superior a 4,5 milhões de toneladas por ano e mais de 50% está ociosa hoje.

Fonte: ASAGA

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