7 jan, 2021
por Daniel Geraldes
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As soluções para combater as micotoxinas

Micotoxinas – Para combatê-las, uma indústria se move e realiza importantes investimentos para oferecer soluções cada vez mais eficazes e de amplo espectro.

As atuais opções encontradas no mercado, as tendências e investimentos para o desenvolvimento das soluções.

As micotoxinas que mais acometem a saúde dos animais de companhia são a Fumonisina, Vomitoxinas, Tricotecenos, Zearalenona, Ocratoxina e Aflatoxinas. No entanto, pesquisas revelam novos tipos destas toxinas, ainda não identificadas em algumas análises laboratoriais, por isso, a vigilância é intensa e constante para descobrir os novos tipos e, assim, desenvolver soluções para combatê-las, visando a saúde e o bem-estar animal. “Existem mais de 500 tipos de micotoxinas e, de acordo com os dados da FAO, pelo menos 25% dos grãos que servem de matéria-prima para ração animal estão contaminados com pelo menos um tipo destas. Com base em dados como estes, observamos as necessidades do mercado e buscamos soluções com os nossos pesquisadores e cientistas.

Uma vez identificadas, desenvolvemos a solução através de avaliações científicas, com comprovações de eficiência que entregam os benefícios que queremos levar aos animais. Nossas soluções, diferente de alternativas disponíveis no mercado que adsorvem poucos tipos de micotoxinas, são capazes de adsorver mais de 50 tipos, tendo um amplo espectro de adsorção”, ressalta Mauricio Rocha, Gerente Nacional para Pet Food, Aquicultura e Suinocultura da Alltech do Brasil.

O adsorvente oferecido ao mercado pela Alltech é o Mycosorb A+, indicado para todas as espécies de animais, adsorve mais de 50 micotoxinas entre Aflatoxina, DON, Vomitoxina, Fumonisina, Zearalenona, Ocratoxina, T2, entre outras. A solução é composta por betaglucanos e carboidratos específicos da alga Chlorella vulgaris, os quais adsorvem as micotoxinas e proporcionam um efeito detoxificante, com eficácia comprovada por 22 experimentos publicados (realizados in vitro), 109 experimentos publicados (realizados in vivo), 159 publicações em revistas científicas globalmente reconhecidas e 43 estudantes de mestrado e doutorado comprovaram a eficiência da solução. “A partir destas comprovações científicas, temos respaldo para posicionar a nossa solução como altamente eficaz para o combate de micotoxinas, e garantir melhor segurança alimentar e saúde do animal.

Uma fatia importante da receita da Alltech é direcionada a pesquisas científicas que abrangem diversos aspectos da nutrição, saúde e bem-estar animal. Os investimentos são direcionados para os nossos próprios laboratórios e, também, às alianças que temos com grandes universidades e centros de pesquisa ao redor do mundo, inclusive no Brasil”, lembra Mauricio.

No combate às micotoxinas, a Alltech conta ainda com o programa (PACPC) pelo qual gerencia e analisa os riscos de contaminações, do plantio à produção das rações. Tem também o 37+, a metodologia de análises de micotoxinas adotada pela empresa. Além disso, está trabalhando no desenvolvimento de uma nova tecnologia, rápida e eficaz para ser utilizada diretamente no campo ou nas fábricas de rações, que proporcionará ao mercado um melhor e imediato diagnóstico de contaminação.

As perspectivas da Alltech para essa área de negócios são positivas e isso se deve a crescente preocupação dos tutores com a saúde e bem-estar dos seus pets. “Há muitas discussões acerca da segurança alimentar presente na fabricação e nos ingredientes de cada ração ofertada aos pets, o que abre novas oportunidades para o aquecimento do mercado voltado a rações de categorias que contam com soluções como as da Alltech, capazes de garantir esta segurança aliada a aspectos nutricionais que são ideais para o desenvolvimento destes animais, em todas as fases de suas vidas”, analisa Maurício.

Solução com elevada adsorção da Aflatoxina
Investimentos em contratação e alocação de profissionais dedicados ao segmento e projetos para o desenvolvimento de novos produtos foram realizados pela Buntech – Tecnologia em Insumos Novos, que está desenvolvendo novas soluções no combate às micotoxinas. “Alinhamos as necessidades do mercado com novas opções de materiais e integrações com outras tecnologias”, explica Christian Hainfellner, Gestor Nutrição Animal da Buntech.

Atualmente, a empresa produz e fornece o adsorvente de Aflatoxina Alphafeed®, produto natural à base de aluminossilicato. “Adicionado em rações para prevenção ou redução das cargas de micotoxinas, tem elevada adsorção da Aflatoxina, sendo excretado nas fezes. A performance e a eficácia dos adsorventes de micotoxinas são avaliadas em testes in vitro, onde o coeficiente de adsorção/neutralização é testado em duas simulações distintas: o suco gástrico artificial (pH 3) e o suco intestinal artificial (pH 6), ambos contaminados com um padrão de Aflatoxina B1 (1,0 µg/mL). Em cada simulação, o adsorvente é adicionado em inclusões desejadas e o nível de redução da contaminação avaliado”, esclarece Christian.

Claudia Guebarra, de Vendas Internas Nutrição Animal da Buntech, afirma que a empresa acredita no crescimento do setor de nutrição animal e não somente no consumo. “Há demanda por soluções com alto desempenho para a saúde animal, razão pela qual mantemos os investimentos para oferecer produtos alinhadas às atuais necessidades.”

Molécula orgânica
A novidade apresentada pela YES, em 2020, foi a molécula orgânica. A solução age para melhorar a captação de Fumonisinas, que em uma estrutura de armadilha é atraída e completamente sequestrada com estáveis ligações químicas, fazendo com que essas micotoxinas não tenham a capacidade de se dissolver ao longo do sistema gastrointestinal dos animais.

Além desta molécula, a empresa fez, nos últimos anos, vários investimentos para desenvolver curvas nos equipamentos NIRS para o monitoramento das micotoxinas em milho, por meio do programa MycoNIRS, que tem como vantagem trazer respostas rápidas para a tomada de decisões dos nutricionistas/formuladores de dieta, sem custo e sem limite de análises para os clientes. Além disso, relatórios do perfil de contaminação são gerados e atualizados a cada leitura de novas amostras, levando ao cliente uma visão global de seu perfil de contaminações, auxiliando inclusive na seleção de fornecedores desta matéria-prima.

Trabalhando com soluções para as principais micotoxinas, a YES incluiu em seus produtos as bentoninas, que são argilas com alto potencial de adsorção para Aflatoxinas. O fabricante também se especializou na produção de paredes de levedura que têm especificidade de adsorção para micotoxinas flexíveis como as Zearalenonas. Além disso, utiliza doses adequadas de carvão vegetal ativado e selecionado para promover o sequestro de micotoxinas com moléculas complexas e não polares como os Tricotecenos; desenvolveu molécula orgânica que aumenta a capacidade da adsorção das Fumonisinas e incluiu agentes bioprotetores como o selênio orgânico – o qual também produz – e a silimarina em doses de hepatoproteção. “Para todas as soluções geradas são realizados testes específicos de eficácia, primeiramente in vitro e, posteriormente em modelos in vivo, em espécies animais que possam oferecer resultados representativos, respeitando as normas de bioética”, ressalta a médica-veterinária e Gerente Técnico Comercial Latam da YES, Mariel Neves Tavares.

Adsorventes de baixa inclusão e alta eficiência
Com presença consolidada no mercado pet de países como Estados Unidos e Canadá, a Trouw Nutrition está focada no segmento pet food brasileiro e investiu no País, tanto em infraestrutura, tendo inclusive o seu laboratório Masterlab, onde realiza análises das micotoxinas com o objetivo de oferecer um produto de alta qualidade e que atenda as exigências de segurança alimentar, quanto na equipe, como a de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). “A segurança alimentar é uma preocupação crescente para produtores de ração, principalmente quando se trata dos animais de companhia e a Trouw Nutrition pretende crescer junto com essa demanda de mercado. Temos um amplo portfólio para combater as micotoxinas, com adsorventes de baixa inclusão, com alta eficiência e que não interferem no valor nutricional do alimento. Os produtos contêm vários princípios ativos combinados que aumentam a capacidade adsortiva, garantindo segurança aos animais e agregando valor aos produtos. Estamos sempre em busca de soluções para atender os clientes e oferecer o máximo de segurança alimentar para o mercado de alimentação dos animais de companhia. São inovações com embasamento científico, tendo como foco oferecer soluções seguras e que ajudem os clientes a melhorarem a produtividade, qualidade e eficiência dos produtos”, diz Emily Baskerville, Coordenadora de Negócios Pet para Feed Additives da Trouw Nutrition.

Produto com adsorção inteligente
Notox LS, da Cargill, foi desenvolvido para promover uma adsorção inteligente, com características de adsorção para diferentes tipos de micotoxinas, das mais simples às complexas, sem adsorver nutrientes da ração. “Nossas soluções são desenvolvidas a partir do conhecimento e entendimento da preferência de cada micotoxina a determinadas tecnologias de adsorção. O processo de desenvolvimento e validação envolvem o conceito de eficiência do produto em diferentes pHs do organismo do animal e comprovações da saúde alimentar”, esclarece a Zootecnista, Doutora em produção animal e Consultora de adsorventes da Cargill, Thays Quadros.

A Consultora de adsorventes da Cargill diz que a atuação da empresa no mercado pet é impulsionada pela necessidade de manter os clientes atualizados com conhecimentos e soluções inovadoras. “Aliado à aplicação do Notox LS, hoje atuamos também com o conceito de gestão Notox, realizando o monitoramento das micotoxinas nos ingredientes, resultando em uma adsorção inteligente.”

Fazendo uso da estratégia holística

Sensível às necessidades dos fabricantes de alimentos para animais de estimação, a Kemin tem desenvolvido ao longo dos anos um pacote de soluções com base em uma estratégia holística.

A primeira etapa é um programa denominado “millSMART”, que se baseia no uso de antifúngicos e adjuvantes (KemWET, Myco CURB e Sal CURB) para prevenir os riscos de produção de micotoxinas nos grãos, destinado às unidades armazenadoras (dentro e fora da indústria). A segunda etapa se baseia no uso de Ammo CURB® Dry para prevenir riscos de micotoxinas no alimento formulado. O Ammo CURB® Dry é um aditivo antifúngico em pó, cuja eficácia está fundamentada nas propriedades do propionato de amônio e do ácido propiônico. A terceira etapa se baseia no uso de Toxfin ™ H para subsequente proteção dos animais contra eventuais traços que porventura possam contaminar o alimento. A novidade apresentada pela Kemin é o Toxfin ™ H + Dry, uma mistura de sepiolita, bentonita, silimarina e betaína com benefícios adicionais para a saúde do animal de estimação.

Acompanhando as demandas do mercado, o Gerente de Serviços Técnicos da Kemin, Carlos Alberto Oliveira, explica que quando uma nova necessidade surge é tratada pela empresa dentro de um procedimento formalizado nos moldes de um funil de inovação. “Os centros de pesquisa e desenvolvimento da Kemin – distribuídos pelo mundo – trabalham em diferentes etapas de desenvolvimento em alinhamento com as interfaces envolvidas (regulatórios, marketing, técnica-comercial, entre outras) para se chegar à solução. Também estamos com um importante investimento no Brasil, um aporte de 90 milhões de reais, até 2021, no novo site em Valinhos (SP).”

Sobre as perspectivas da empresa para essa área de negócios, Carlos Alberto justifica que são promissoras, considerando o atual vínculo humano-pet e a importância da alimentação percebida pelo tutor como uma oportunidade de interação. A qualidade dos alimentos é tida de grande importância em conexão com a saúde do animal de estimação. “Uma vez que as micotoxinas podem gerar consequências prejudiciais para o retorno financeiro do negócio, para a reputação da indústria pet food e riscos graves à saúde dos animais de estimação, entendemos que as soluções no combate às micotoxinas vão merecer maior atenção por parte dos fabricantes dos alimentos para animais de estimação”, prevê o Gerente de Seviços Técnicos da Kemin.

Linha de amplo espectro
Com uma completa linha de adsorventes de amplo espectro, a ICC Brazil apresenta a Fix, que visa mitigar a ação e danos causados por micotoxinas presentes nos ingredientes, principalmente grãos e cereais, utilizados nas rações animais, representada pelas marcas ZeniFix, BetaFix, StarFix e e MegaFix.

A Gerente Comercial Pet & Aqua da ICC Brazil, Márcia Villaça, explica que o ZeniFix é constituído basicamente de aluminosilicatos a base de bentonita e o mais completo o MegaFix, a nova solução presente no portfólio, que além de aluminosilicatos, possui parede celular de levedura com uma alta concentração de B-glucanas responsáveis por adsorção específica e ação imunomoduladora, tendo um complexo de enzimas, farinha de algas micronizadas, nucleotídeos e nucleosídeos livres, intensificando a capacidade de adsorção, além de proteger e recuperar as células da mucosa intestinal, fígado e demais tecidos dos danos causados pela ação das micotoxinas. Já o StarFix e BetaFix são adsorventes de combate mais recomendados, pois além de associarem as B-glucanas com os aluminossilicatos, contêm outros componentes, como os nucleotídeos e nucleosídeos livres presentes no StarFix, e a farinha de algas micronizadas, presente no BetaFix. “A escolha do adsorvente deve considerar os tipos de micotoxinas a serem mitigadas e ação regenerativa oferecida pelos diferentes “binders”. Adsorventes compostos por aluminossilicatos, por exemplo, agem fortemente por forças catiônicas sobre micotoxinas polares como a Aflatoxina, no entanto, podem interagir com nutrientes como vitaminas e minerais, evitando a absorção destes. Já as B-glucanas, presentes na parede celular de levedura, exercem forte atração intermolecular sobre uma gama de micotoxinas apolares e polares. Um bom adsorvente deve ter alta capacidade adsortiva de uma ampla gama de micotoxinas, estabilidade e alta velocidade de adsorção em diferentes pH’s, e, ainda, exercer ação regenerativa através da renovação celular das células do trato digestório”, esclarece Márcia.

Com uma equipe comercial e outra de P&D que se reúnem regularmente para discutir as tendências e alternativas de mercado, pensando em oferecer aos consumidores as soluções mais adequadas para os diversos desafios, a ICC Brazil tem por objetivo acompanhar as necessidades do mercado e através de suas soluções oferecer excelência no quesito eficiência. “Lembrando que o uso de adsorventes deveria ser obrigatório em todas as dietas animais, já que as micotoxinas podem estar presentes mesmo que em pequenas concentrações e, em longo prazo, acarretam danos à saúde animal”, conclui Márcia.

Proteção às rações pet há mais de duas décadas
As micotoxinas são estudadas com muito cuidado e afinco há mais de 20 anos pela Safeeds, que produz atualmente três versões de adsorventes desenvolvidos especificamente para cada tipo de micotoxina, sendo dois deles aplicados na indústria pet food. A companhia investe constantemente em pesquisa e desenvolvimento para oferecer novas soluções. “Investimos em ações incrementais de tecnologia, visando o aumento de capacidade de absorção dos nossos adsorventes”, ressalta o Diretor Técnico da Safeeds, Ricardo Castilho.

Dentre as duas opções, chamadas de Safetox, a Safeeds oferece uma opção que combate as micotoxinas, principalmente do gênero Aflatoxinas e com bastante eficiência para a Fumonisina. Posteriormente, a companhia desenvolveu outro adsorvente de amplo espectro, o Safetox Plus, voltado também para o controle de Aflatoxinas, Fumonisinas e todas as demais micotoxinas que possam estar presentes na ração.
Além do controle de micotoxinas, a Safeeds oferece uma série de outros aditivos como os antifúngicos. “As micotoxinas são produzidas por fungos, por isso, além dos adsorventes de micotoxinas contamos também com uma gama de antifúngicos. Combatemos às micotoxinas desde a sua origem”, afirma Castilho.

O Diretor da Safeeds lembra que embora as micotoxinas do gênero Aflatoxinas são as que mais acometem os animais de estimação, sendo inclusive as mais fáceis de analisar e com adsorventes de grande eficácia sobre elas, é preciso ter um olhar atento às Fumonisinas que afetam fortemente os ingredientes vegetais que estão presentes nas rações para pets. Também há preocupação com as Vomitoxinas, que tem esse nome porque provoca vômitos nos animais, mas antes disso causa a recusa de ração, o que é extremamente negativo para a indústria de nutrição animal. “Por isso, a nossa solução Safetox Plus oferece um excelente desempenho no combate há várias micotoxinas, especialmente do grupo tricotecenos.”

O mais novo lançamento da Safeeds é um aglutinante chamado de H+A que visa melhorar o processamento das rações extrusadas, o rendimento e a qualidade. N”ós temos conseguido ganho de produtividade de extrusão e melhoria da qualidade dos produtos pets extrusados. O aglutinante também possui antifúngico que protege a ração contra produção de fungos e, naturalmente, das micotoxinas”, esclarece Ricardo.

Na empresa, o processo de desenvolvimento das soluções vem das necessidades trazidas pelos clientes. “As informações são levadas para o nosso comitê de pesquisa e desenvolvimento onde são avaliadas as possibilidades para a solução, criado o projeto, feito o levantamento de todo o processo de matérias-primas, das etapas de produção, do tipo de equipamento em que será produzida a solução, as questões regulatórias e como o produto será registrado, passando ainda pelo processo de embalagem, Marketing e, posteriormente as validações”, explica Ricardo.

A tecnologia de adsorção desenvolvida para os absorventes de micotoxinas é baseada na nutrição humana, buscando soluções para dissolver diferentes metabólitos no trato gastrointestinal ou contaminantes como metais pesados e outros. Partindo da mesma base de seleção e ciência é feito o trabalho para a nutrição animal, respeitando, claro, as especificidades de cada um dos animais para validar a tecnologia. A Safeeds vem crescendo na categoria de aditivos e para o segmento pet vem focando nos adsorventes, antioxidantes, antifúngicos e os antimicrobianos a base de ácidos orgânicos.

As micotoxinas e os males causados aos pets
Os alimentos baseados em milho, trigo, soja, farelos, grãos em geral, ou até mesmo subprodutos da indústria de alimentos podem trazer micotoxinas como contaminantes, uma vez que essas moléculas são metabólitos de fungos encontrados nos mais distintos ambientes, regiões e sob as mais diversas condições climáticas.

De acordo com a médica-veterinária e Gerente Técnico Comercial Latam da YES, Mariel Neves Tavares, a maioria das micotoxinas tem potencial imunodepressor, podendo fazer com que os animais de estimação tenham respostas imunes pioradas quando expostos a desafios, sejam eles patógenos ambientais, como bactérias, vírus, endo e ectoparasitas etc, ou ainda às respostas vacinais. Isso quer dizer que o pet poderá ficar mais vezes doente ou ter dificuldades em recuperar-se caso seu sistema imune fique comprometido.

Além disso, algumas micotoxinas como Fumonisinas e Tricotecenos apresentam alto potencial em danificar as células do intestino dos animais, fazendo com que eles absorvam menos nutrientes presentes na dieta, podendo gerar amolecimento de fezes e aumento de odores devido os desequilíbrios da microflora. As Fumonisinas e as Aflatoxinas podem comprometer o funcionamento hepático já que causam morte das células do fígado e, com isso, o animal pode ao longo da vida desenvolver doenças. No caso dos animais de interesse reprodutivo, explica a médica-veterinária, as Zearalenonas podem desregular cios e causar abortos. Já as Ocratoxinas estão relacionadas a danos renais que vão levar os animais a quadros de poliúria seguido de polidipsia.

Em geral, as quantidades de micotoxinas presentes nos grãos não são suficientes para causar grandes danos e sintomas tão intensos a ponto de serem notados e relacionados à presença das micotoxinas, mesmo porque seu diagnóstico é bastante difícil de ser feito. “O que ocorre são sintomas leves que prejudicam o animal ao longo do tempo, por isso, é recomendando a prevenção, utilizando os aditivos que sequestrem essas moléculas prejudiciais à saúde animal antes que elas possam agir”, explica Mariel.

Fonte: Revista Pet Food
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