21 jun, 2021
por Daniel Geraldes
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Aumento da demanda por azeites virgens impulsiona importações no Brasil

As importações de azeite e azeitona de mesa para o Brasil continuam aumentando, consolidando o maior país da América Latina como um mercado importante para ambos os produtos.

De acordo com os dados mais recentes do International Olive Council nos primeiros cinco meses do ano fiscal de 2020/21 – entre outubro e fevereiro – o Brasil importou 11% a mais de azeite e azeite de bagaço de oliva que no ano anterior, até 11,052 toneladas das 8,330 toneladas anteriores.

Dados do IOC mostram que 8 % de todas as exportações de azeite têm como destino o Brasil. Apenas os Estados Unidos e a União Europeia importam mais.

Além disso, as remessas de azeite virgem e extravirgem para o Brasil incentivam as importações crescentes do país, ultrapassando rapidamente as de azeite de oliva não virgem e azeite de bagaço de oliva, que permanecem praticamente inalterados.

Desde que as importações brasileiras começaram seu aumento constante em 2015/16, os embarques de azeite virgem e extravirgem para o Brasil aumentaram 113%. As importações totais de azeite e azeite de bagaço de oliva aumentaram apenas 81%.

“O Brasil tem uma demanda reprimida por produtos de boa qualidade e sempre que a economia está boa, as pessoas vão comprar mais, independentemente da origem”, disse Sandro Marques, especialista no mercado brasileiro de azeites.

Como as importações de azeite para o Brasil continuam a aumentar, os principais parceiros comerciais do país permanecem basicamente os mesmos. Portugal continua a ser o principal parceiro comercial do Brasil, exportando um recorde de 69,211 toneladas através do Atlântico em 2019/20, representando cerca de dois terços de todos os embarques de azeite para o país.

Além disso, os volumes de azeite expedidos de Portugal para o Brasil vêm apresentando crescimento ao longo dos anos, mais do que de quaisquer outros países produtores.

No ano fiscal de 2013/14, o azeite português representou pouco menos de 59% das exportações, com 43,073 toneladas, desde então, esse número aumentou para 66%.

Espanha, Argentina e Chile continuam sendo os próximos maiores exportadores para o Brasil, com os embarques da Espanha e da Argentina atingindo recordes históricos em 2019/20.

Os azeites de grandes produtores, incluindo Itália, Tunísia e Grécia, continuam a representar uma fração muito menor das importações brasileiras. No entanto, os embarques da Itália e da Tunísia também atingiram recordes históricos em 2019/20.

Enquanto isso, as importações de azeitonas de mesa para o Brasil aumentaram ainda mais rapidamente no mesmo período, passando de 9,890 toneladas em 2019/20 para 14,700 toneladas em 2020/21, um aumento de 21%.

Esses números indicam que o Brasil é o destino de 18,7% dos embarques mundiais de azeitonas de mesa. Argentina, Egito e Peru continuam sendo os maiores fornecedores de azeitonas de mesa para o Brasil.

No entanto, complicações decorrentes da pandemia Covid-19, juntamente com uma safra ruim, fizeram com que as importações da Argentina caíssem pelo terceiro ano consecutivo. As exportações do Egito e do Peru permanecem praticamente estáveis.

Fonte: Olive Oil Times

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