7 ago, 2020
por Daniel Geraldes
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Aves e suínos equilibram custo da alimentação

Com preços em alta aos consumidores, proteínas ajudam a manter orçamento.

Os hábitos de consumo vêm mudando com a pandemia do novo coronavírus. O preparo de alimentos em casa é um dos pontos principais de mudança em relação aos hábitos alimentares.
Pautados por esse cenário, pesquisadores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que atuam no Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), apontam altas no custo da alimentação no primeiro semestre.

Durante a pesquisa foram analisados os preços médios de itens como: arroz, feijão, carne bovina, carne suína, carne de frango e ovos, além de outros produtos essenciais.

Proteínas para o equilíbrio
Em relação à variação simples de preços dos produtos, entre os meses de janeiro e junho, observa-se que dois itens (carne suína e frango) tiveram seus valores médios de venda reduzidos em 3,09% e 6,51%, respectivamente.

Os demais produtos em análise seguiram caminho oposto. A partir destes resultados, pesquisadores ressaltam que os produtos de origem vegetal pressionaram mais o dispêndio do que os de origem animal, exceção feita aos preços médios de ovos, que variaram 21,58%, sendo a proteína que mais aumentou na comparação entre janeiro e junho deste ano (permanecendo no prato, porém, por ser ainda a mais barata delas).

Ponderando o peso proporcional de cada um dos ingredientes na preparação do prato, foi detectado um aumento de 3,91% entre janeiro e junho, quando o custo para preparação do prato feito no domicílio passou de um valor mensal de R$ 186,70 para R$ 194,00. Comparativamente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IPCA/IBGE), que em igual período acumulou -0,47%, verifica-se que ao final do 1º semestre de 2020, houve um aumento real no dispêndio com a alimentação.

Motivações da variação
A propagação da pandemia pelas distintas regiões do País desorganiza as cadeias produtivas e afeta a procura pelos gêneros alimentares. Os preços reagem a esses novos modelos de negócio que vêm se estabelecendo neste período, assim como às maiores exigências quanto à segurança do alimento a ser consumido. Esse tipo de oscilação continuará ocorrendo a depender da sensibilidade de cada cadeia de produção aos reflexos da pandemia e de sua capacidade de recuperação no ambiente pós-pandêmico. “Mantida essa tendência de sucessivos incrementos nos preços dos alimentos, o momento da refeição passará a ser conhecido como o do prato (des)feito”, concluem os pesquisadores.

Fonte: APTA

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