13 ago, 2018
por Daniel Geraldes
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Bolívia fortemente comprometida com bioetanol para melhorar a qualidade de seus combustíveis

A Bolívia está prestes a iniciar a produção em massa de bioetanol para substituir a importação de aditivos para gasolina e diesel, usados para melhorar o desempenho de ambos combustíveis, após testes classificados como “ótimos”.

O projeto é em grande parte relacionado à usina de açúcar do Guabirá, de propriedade privada, localizada na cidade de Montero, adjacente a Santa Cruz, a maior e mais populosa cidade da Bolívia, e ao qual outras plantas no país poderiam ser adicionadas.

Em declarações à imprensa durante uma visita organizada pelo Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), o presidente da usina de açúcar Guabirá, Mariano Aguilera, disse que com a produção de combustível “não importaremos” outros aditivos para combustíveis.

Aguilera destacou o resultado “ótimo” dos primeiros 10 mil litros de bioetanol produzidos na usina Guabirá, entregues à petroleira estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

Essa quantidade de combustível foi testada em diferentes veículos que percorreram regiões tropicais e de grandes altitudes com bons resultados, disse Aguilera. “Neste momento temos cinco milhões (de litros) para entregar à YPFB”, disse o empresário.

Aguilera disse que fizeram “grandes investimentos” e que apenas aguardam uma lei nacional que deverá regular as características da produção e venda de bioetanol.

Em maio deste ano, o governo boliviano e os produtores de cana-de-açúcar de Santa Cruz concordaram em trabalhar na produção desse combustível, o que implica, entre outras coisas, a extensão da safra de cana.

Espera-se que, para esse fim, sejam investidos cerca de US$ 1.500 milhões nos próximos anos e que a área de plantio dos principais insumos de bioetanol passe de 151.000 para 330.000 hectares, segundo estimativas do IBCE.

Aguilera disse que Guabirá tem atualmente uma capacidade de destilação de 600 mil litros por dia, que deve aumentar para 1 milhão. Ao mesmo tempo, uma planta de desidratação de álcool será colocada em operação, “a maior do país”, capaz de tratar um milhão de litros por dia, disse ele.

Aguilera explicou que o processo de expansão das lavouras de cana-de-açúcar já começou e que atingiram 9.000 hectares, o que envolveu um investimento de 9 milhões de dólares. “A Guabirá planeja investir mais de 40 milhões de dólares em dois anos”, disse Aguilera.

O bioetanol ou álcool anidro caracteriza-se por estar livre de água por um processo de desidratação que tem por objetivo atingir uma consistência de cem por cento, explicou Samuel Oporto, engenheiro industrial da usina de Guabirá.

Normalmente este processo é submetido ao álcool extraído da cana-de-açúcar ou sorgo, do qual o álcool anidro é obtido, útil para posteriormente incorporá-lo à gasolina e elevar seu índice de octanas.

Aguilera disse que a expansão que este projeto pode ter “é muito grande” e citou casos de países vizinhos da Bolívia que decidiram produzir o combustível e que nenhum deles se retirou dessa produção. “O (país) que entrou na era dos biocombustíveis não foi embora, eles são todos encorajadores”, disse ele.

O empresário acrescentou que com este projeto “todos vencemos”, em referência a trabalhadores, empresários, governo e consumidores. Nesse sentido, ele considerou que o bioetanol é um combustível amigo do meio ambiente, renovável e que também permitirá a economia de moeda estrangeira, até agora destinada à importação de aditivos para gasolina.

Fonte: ASAGA

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