3 out, 2020
por Daniel Geraldes
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Olhar sempre à frente para alavancar mercados

Reciclagem Animal – Olhar sempre à frente para alavancar mercados

No primeiro semestre de 2020, exportações dos produtos apoiados pelo projeto Brazilian Renderers atingiram US$ FOB 168.847.817, sendo que a meta anual para este indicador é de US$ FOB 350.000.000

O ano de 2020 começou diferente no mundo e para quem tem a missão de impulsionar os negócios no mercado global do Agro. Com a pandemia da Covid-19, foi preciso reorganizar ações e lançar mão de novas tecnologias para a indústria de reciclagem animal se manter atuante, forte e competitiva. Na Associação Brasileira de Reciclagem Animal – ABRA, que representa o setor, as reuniões com os adidos Agrícolas de países que são prioritários para o setor dentro do projeto Brazilian Renderers passaram a ser 100% virtuais.

O esforço agora do projeto Brazilian Renderers, promovido pela entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil), é para seguir auxiliando de forma segura e avançar na exportação de produtos como farinhas e gorduras de origem animal.

Dados parciais divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), apontam que, de janeiro a junho, as exportações atingiram US$ FOB 168.847.817, sendo que a meta do projeto para este indicador, em 2020, é de US$ FOB 350.000.000. Já em 2019, o volume negociado com o mercado externo foi 20% maior em comparação com o ano anterior.

Mas os bons resultados não param por aí. Apenas no primeiro semestre de 2020, o projeto alcançou 72 empresas apoiadas, 11% acima da meta para o ano. Em 2019, meta ultrapassou em 28%.

Para seguir avançando em negócios com estrangeiros bem como ampliar o leque de empresas exportadoras, o projeto setorial conta com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ainda conforme levantamento da SECEX, em 2019, o projeto ultrapassou em 28% o número de empresas apoiadas no que tange às exportações de produtos de reciclagem animal.

Além da qualidade dos produtos e o empenho dos empresários em exportar, eventos, no Brasil, como o Projeto Comprador China e, que contam com o aporte da Apex-Brasil, têm contribuído para esses números positivos.

Cabe ressaltar também a forte atuação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Apex-Brasil junto aos setores da agropecuária no sentido de minimizar impactos causados pela pandemia, evitando a interrupção da produção e fluxo de produtos. Um trabalho planejado e que contribui para o aumento da confiança no setor como um todo.

Foco em novos negócios

Em 2020, antes da Covid-19 mudar a paisagem urbana das grandes cidades, deixando ruas vazias em todo mundo, o projeto Brazilian Renderers representou o setor em duas ações com foco na geração de negócios: uma delas, em Atlanta, nos Estados Unidos, e a outra, no Brasil.

A IPPE (International Production & Processing Expo) – também conhecida como feira de Atlanta e com status de vitrine mundial da avicultura – é anual e tem a participação de tomadores de decisão do mercado internacional. A edição deste ano, em janeiro, atraiu mais de 32 mil líderes da indústria comprometidos com a implementação das práticas recomendadas, atualização das operações e manutenção da competitividade e reuniu 26 empresas do setor.

O evento não apenas impulsiona a prospecção de negócios como facilita a difusão de novas tecnologias e das tendências mundiais sobre setores importantes da cadeia como aves, carne e ração.

Na “onda” virtual – A exemplo de anos anteriores, a ABRA marcou presença na feira com espaço exclusivo e surpreendeu visitantes. Quem visitou o estande do Brazilian Renderers pode experimentar a sensação de acompanhar etapas de produção de indústria brasileira de reciclagem animal, que faz parte do projeto, por meio através do vídeo 360º.

O espaço serviu ainda para ampliar contatos, parcerias entre empresas e patrocinadores e promover as farinhas, gorduras, hemoderivados e gelatinas de origem animal. Teve também a distribuição de materiais impressos em inglês.

 Missão chilena no Brasil

Com o aumento das importações de produtos do setor de Reciclagem Animal pelo Chile equipes do Brazilian Renderers, em conjunto com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Servicio Agrícola y Ganadero (SAG), realizaram auditoria, em janeiro deste ano, em indústrias brasileiras do segmento nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais e Santa Catarina.

A missão teve por finalidade reforçar o padrão internacional de qualidade do setor de reciclagem animal brasileiro, alcançando a marca histórica de 56 indústrias brasileiras habilitadas exportando farinhas e gorduras de origem animal para o Chile.

Em 2019, em ação semelhante foram visitadas indústrias de reciclagem animal dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso.

Vale lembrar que o Chile figura entre os principais mercados mundiais de produtos de reciclagem animal e com potencial para crescimento. Em 2018, o país importou 9% mais insumos, em especial, farinhas e gorduras de origem animal. De 2014 a 2018, o crescimento foi de 60%. Já entre o período de 2017 e 2019, chegou a 42%.

Parceria Sólida

O convênio entre a Apex-Brasil e a ABRA para a realização do projeto setorial Brazilian Renderers existe desde 2012. A cada dois anos, ao se atingir os objetivos propostos, sempre após criteriosa avaliação da Apex-Brasil, pode-se solicitar a renovação do projeto. Essa conquista aconteceu em junho de 2019, cujo evento de assinatura contou com a presença do presidente da Apex-Brasil, Sergio Ricardo Segóvia Barbosa.

O principal propósito da parceria é promover as farinhas, gorduras, hemoderivados e gelatinas de origem animal produzidas no Brasil e permitir a ampliação das indústrias brasileiras de Reciclagem Animal no mercado internacional.

Por meio desta iniciativa são realizadas ações para a expansão, o reconhecimento e a qualificação do setor frente ao mercado internacional. As ações contemplam sustentabilidade, inovação, inteligência e promoção comercial, com missões empresariais, participações em feiras no exterior e aprimoramento técnico.

(sugestão) fazer em formato de infográfico ou com imagem de fundo e informações em quadro com filtro transparente 

O projeto em números

INDICADORES                                               META 2020                       RESULTADO*

Exportação das empresas apoiadas  – NCMs Projeto (US$ FOB)           350.000.000                     168.847.817

Quantidade de empresas apoiadas                     65                                     72

Quantidade de empresas exportadoras  35                                                  29

Participação de novas empresas no projeto no ano (entrantes)     —             6 (8,3%)

*De janeiro a junho de 2020

Indicadores                                       Metas 2019              Resultados

Exportação das empresas apoiadas – NCMs Projeto (US FOB)  320.000.000                384.242.511*

Quantidade de empresas apoiadas                       57                          73

Quantidade de empresas exportadoras                  29                         29

Participação de novas empresas no Projeto no ano (entrantes)       —    25 (34,2%)

*De janeiro a dezembro de 2019, validados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX)/MDI

 

Novos passos e resiliência

Em 2019, quando ainda estávamos sem as ameaças iminentes de lockdown, impostas pela pandemia, em especial, no cenário internacional, a ABRA deu passos importantes para a abertura de mercados. O ano encerrou com a boa notícia de reabertura do mercado Tailandês para as farinhas e gorduras de origem animal brasileiras. A entidade está em tratativa também com a China, Rússia, Vietnã, Colômbia, Costa Rica, Indonésia, Coréia do Sul, Equador, Malásia, Peru e África do Sul.

O ano que passou foi também de reestruturação das capacidades de inteligência de mercado para atendimento das demandas oriundas dos desafios estratégicos da gestão da ABRA, das empresas e do projeto Brazilian Renderers.

Foram realizados ainda contatos e reuniões com embaixadas sediadas no país, câmaras de comércio e empresas de representação de compradores estrangeiros. A manutenção desses canais de diálogo possibilitou inclusive a resolução de entraves que podem afetar o comércio exterior do setor de Reciclagem Animal.

Sempre ao lado 

Em 2020, o setor de Reciclagem Animal mantém a sua estratégia de aproximação com o setor público que o regula e fomenta, principalmente o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério de relações Exteriores (MRE) e Ministério do Meio Ambiente (MME).

Dentro do acordo de cooperação que a ABRA tem com o Mapa está o apoio na realização de missões para habilitação e renovação de habilitações de indústrias do setor para a exportação.

Com o MRE, segue com os encontros com o Departamento Promoção do Agronegócio (DPAGRO). Já com o MME, o setor continua buscando sua inserção na Política Nacional de Resíduos Sólidos para o devido reconhecimento como atividade de reciclagem, dentro do âmbito a logística reversa, o que impactaria de forma positiva na produção e aumento da competitividade do país diante dos fornecedores estrangeiros.

A ABRA também acredita ser fundamental para o Brasil a manutenção das medidas de facilitação de comércio adotadas durante a pandemia da Covid-19. Além das questões tarifárias e não tarifárias, há avanços em certificação eletrônica e em trâmites aduaneiros.

A entidade entende ainda que a diversificação é fundamental para mitigar a volatilidade e aumentar a resiliência no setor de Reciclagem Animal. Confira os principais avanços do setor de Reciclagem Animal, no último ano, e a atuação da ABRA como entidade representante deste setor.

Inovação e negócios

Em 2019, a ABRA participou ativamente do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS 2019), ocorrido em agosto, em São Paulo. Além de vídeo de 360° de indústria de reciclagem animal, a entidade fez o lançamento do Anuário do Setor de Reciclagem Animal.

Em parceria com a Apex-Brasil, promoveu o Projeto Comprador China dentro do Brazilian Renderers. A rodada de negócios serviu para impulsionar as exportações brasileiras de farinhas, gorduras, gelatinas e hemoderivados de origem animal.

Outro evento realizado com sucesso foi o VII Seminário Internacional Novos Horizontes para a Reciclagem Animal. O SIAVS é organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Novos horizontes

A International Livestock, Dairy, Meat Processing, and Aquaculture Exposition2019 (ILDEX), feira de Jacarta, na Indonésia, também surpreendeu positivamente a equipe ABRA, associados e a Apex-Brasil, que marcaram presença pela primeira vez na mostra. O evento foi em setembro de 2019 e reuniu visitantes comerciais de mais de 30 países.

Em reunião com importadores indonésios foi sinalizado interesse por farinhas e gorduras de origem animal brasileiras. O mercado indonésio tem potencial para importar cerca de 400 mil toneladas de farinhas de origem animal.

Simpósio Internacional da ARA

Já o 15° Simpósio Internacional da ARA (Australian Renderes Association), em julho de 2019, na Tasmânia, contou com todo o mercado de reciclagem animal da Austrália e Nova Zelândia e de empresas de países como Alemanha, França, EUA, Canadá, Brasil e Tailândia.

Além de palestras com ênfase na realidade e desafios de cada local, o evento oportunizou contatos com tradicionais importadores de farinhas da Tailândia, Indonésia e China. O simpósio revelou que o mercado mundial de fabricação de ração, cresce em torno de 4% ao ano desde 2012.

Pioneirismo e novas parcerias

Antes, em abril, o projeto Brazilian Renderers realizou em Brasília, o 1° Diálogo Internacional: Setor Reciclagem Animal e Países Importadores. O evento foi voltado ao setor de Reciclagem Animal que acompanhou e interagiu de forma presencial e por meio de videoconferência. O encontro estreitou laços com os países importadores e gerou boas perspectivas para o setor de Reciclagem Animal.

Dando sequência a esse evento que foi sucesso, em outubro deste ano, foram realizados o 2º e o 3º Diálogo Internacional, respectivamente com as Embaixadas e Câmaras Comerciais dos países prioritários para o setor.

O Setor demonstrou toda força como organização e união das empresas para enfrentar as mudanças impostas pela Covid-19 e nunca parou. A Reciclagem Animal está saindo da pandemia mundial ainda mais forte com o reconhecimento de serviço essencial para a sustentabilidade da cadeia da carne.

Marcelo Lara- Consultor de Comunicação ABRA
Elisete Tonetto– Jornalista
Informações Equipe ABRA

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