18 jun, 2019
por Daniel Geraldes
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Para onde está indo o milho?

Nos últimos anos tivemos uma grande variação do preço do milho no mercado, onde houve casos em que foi possível fazer bons estoques de milho e em outras ocasiões tivemos preços mais elevados, mais uma vez estamos passando por momento de preços elevados dessa commoditie tão importante para a fabricação de ração animal.

Em outros anos tivemos problemas com safras, mau tempo entre outros fatores, mas em 2019 o problema tem sido com os nossos concorrentes diretos os EUA, e com nossos principal parceiros a China, ambos assumem a primeira e a segunda posição no ranking de maiores produtores de milho mundial, tem tido problemas internos, nos EUA é o mau tempo que atrasa o plantio e a china, além da Peste Suína Africana que arrebatou mais de 50% do plantel Chinês, o país oriental agora tem enfrentado ataque de lagartas além de os produtores migrarem suas plantações de milho para trigo e soja, pois estes tem tido melhores rentabilidades. Na contramão de todas essas mudanças temos as fábricas de ração e as usinas de etanol precisando do grão para dar continuidade nas suas atividades.

Conforme noticiado no Datamar News do dia 3 de junho, empresas como a Archer Daniels Midland, a ADM, estão vendendo milho brasileiro para a Smithfield Foods nos Estados Unidos.

Um dos maiores beneficiados com o milho americano é o México, que após receber as noticias de problemas no clima a americano, já passou a adquirir milho brasileiro para poder suprir suas necessidades.

O México é o principal destino das exportações de milho dos EUA. Esta seria a primeira venda de exportação de milho do Brasil para o México desde uma carga de 33.000 toneladas em janeiro

O Comércio exterior da China também tem travado uma queda de braço forte com os EUA, o que está inviabilizando a importação de outros grãos para fazer a substituição do milho. As altas taxações que ambos os países tem feito aos produtos tem prejudicado a parceria comercial China x EUA.

E nós brasileiros que não temos nada a ver com isso, já começamos a nos beneficiar e a nos complicar com essa disputa, alguns navios com milho já tem sido direcionado a China, após uma série de negociações, analises e por fim selado em visita da Ministra Tereza Cristina ao país oriental. Todavia internamente o mercado tem sofrido com a elevação de preços e com os repasses que serão feitos a todos os produtos alimentícios, que tem como base o milho.

Internamente, os produtores de ração irão sofrer uma concorrência acirrada com as indústrias de etanol de milho, que vem crescendo em sua maior parte no Centro-Oeste e Sudeste, a tendência de as empresas absorverem grandes produções de milho já vem preocupando toda a comunidade que produz ração afim de que cheguem a um consenso do que deve ser feito para não ficarem sem o principal produto de suas formulações.

Hoje a Indústria de Etanol tem dois subprodutos com alta aceitação do mercado de produção de ração, o primeiro é o Wet DDG, e o outro DDG.

O Wet DDG é o milho triturado e fermentado, mas que possui uma umidade ao redor de 30 a 40% de água e esse dificilmente encontrará consumidores a grandes distancias, muito consumido por confinamentos, é utilizado para melhorar a performance do gado uma vez que o produto possui muita proteína após a quebra das cadeias de carboidratos do milho durante o processo de fermentação.

As empresas de ração Pet, Peixe, Bovinocultura (Carne e Leite), Avicultura (Poedeiras e Carnes), já devem começar a fazer substituições nas formulações, uma vez os produtos citados acima podem substituir os ingredientes com composição alimentar de origem animal e ainda sim agregar boa porcentagem de proteína a fórmula.

Algumas empresas no Mato Grosso já estão utilizando essa nova matéria prima e tem encontrado bons resultados na bovinocultura assim como em ração de pet e peixe.

Como o Brasil tem passado um momento de crise e que com todo esse mercado favorável estamos conseguindo melhorar nossa posição no comércio exterior, nos resta sermos criativos, inovadores e desenvolver nossas rações da melhor forma possível com os ingredientes que temos as mãos o DDGS é um bom exemplo disso e tem trago resultados surpreendentes em confinamentos e fábricas de ração.

Esse é  mais um alerta, é para se ficar de olho, tenha bons silos de armazenamento para que na próxima queda de preço do milho, seja possível fazer uma reserva e com isso poder trabalhar mais tranquilo no restante do outros meses.

Espero ter ajudado com as informações acima

Atenciosamente
Rafael Resende

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