23 mar, 2019
por Daniel Geraldes
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“Percepção do mercado pet, nos diversos segmentos da nutrição”

 “Percepção do mercado pet, nos diversos segmentos da nutrição”

Fazer parte deste competente instrumento de informação para o setor de PETFOOD é um imenso prazer para todos que direta ou indiretamente acompanham a GMG Consultoria & Marketing; participar desta revista é concretizar mais um trabalho e dividir um pouco da expertise adquirida nestes mais de 15 anos de consultoria e 25 anos trabalhando com nutrição animal.

A partir desta edição estaremos juntos, tratando em cada nova publicação assuntos pertinentes à nutrição e sua aplicabilidade na rotina produtiva. O objetivo é demonstrar o leque de soluções práticas e, muitas vezes de baixo ônus, que a nutrição possibilita, preocupando sempre com o bem-estar e longevidade dos PETs, sem esquecer-se da sustentabilidade do negócio como um todo.

Para esta edição, trazemos uma visão de vários setores da produção de alimentos e dietas para PETs além da percepção dos especialistas, consultores e convidados GMG, sobre a necessidade de trabalhar a nutrição como ciência inter-relacionada a outros campos do conhecimento da produção animal e o próprio ambiente produtivo, otimizando recursos e insumos de forma sistêmica. Ademais, como essa prática resulta naturalmente em produtos de maior qualidade, melhor imagem perante ao consumidor e melhores resultados financeiros para o investidor.

 

VISÃO PESSOAL

Depois de grandes nomes discorrerem suas opiniões, quero reforçar que temos dimensões continentais no Brasil, nosso clima é tropical e nossos PETs em algumas regiões tem consumido energia acima da necessidade, gerando grandes problemas de saúde e, além disto a realidade de cada mercado se difere em gênero, número e grau, portanto devemos estar atentos as diferenças culturais, financeiras e necessidades, quando falamos deste gigante mercado que ainda tem muito a se profissionalizar em todas as áreas. Deixo claro que as opiniões descritas abaixo, estão na íntegra e foram expressas pelo referido que assina sendo, portanto, a opinião pessoal de cada um e pode diferir da minha opinião.

VISÃO DA ABINPET

Associação Brasileira das indústrias PET 2018

“Destacamos o reconhecimento dos benefícios da interação entre humanos e animais de estimação para a saúde de ambos. A longevidade e o estilo de vida solitário das cidades tornaram os pets verdadeiros membros da família. A ciência também descobriu o papel fundamental dos bichos em tratamentos terapêuticos e em políticas de inclusão social.

Atualmente, há casais sem filhos ou com somente um filho, e idosos que buscam no pet uma companhia afetiva. Como membro da família, o animal de estimação vive cada vez mais dentro dos lares, especialmente de apartamentos por conta da verticalização dos centros urbanos. Isso faz com que os donos aumentem os cuidados com sua saúde e invistam mais em alimentação, acessórios, medicamentos, visitas ao veterinário, creches e nos serviços de profissionais do ramo, como dog walkers e pet sitters.

Em consequência, os empresários do setor encontram muitas portas abertas para atender a uma massa de consumidores crescente e cada vez mais exigente. ”

Fonte: Site ABINPET 2019

VISÃO DE FORNECEDOR DE INSUMOS


Marcelo Argento – Consultor GMG Ingredientes e Coprodutos
Diretor da H2NUTRI – Médico Veterinário / Especialista em Nutrição de Cães e Gatos / MBA em Administração de Negócios

“As mudanças significativas de comportamento e estilo de vida dos proprietários, trouxeram uma maior proximidade com seus animais. Cada dia mais inserida na família, essa convivência homem & pet estimula associações favoráveis com hábitos humanos, que refletem nas escolhas de produtos e serviços do mercado. Algumas dessas associações conhecidas como “humanização”, não possuem evidências técnicas para cães e gatos, mas acabam sendo adotadas pelos proprietários e transferidas para o mercado como realidade.

Nas últimas feiras internacionais de produtos para cães e gatos podemos observar fortes influências da humanização nos produtos desenvolvidos. Vários produtos são reflexos do conceito de que “cuidar dos pets é como cuidar de filhos” e do desejo dos proprietários de oferecerem receitas especiais e ingredientes comuns na alimentação humana.

Vale lembrar que as bases da boa formulação devem ser inegociáveis e propõem ingredientes de qualidade em inclusões efetivas, atendendo as exigências nutricionais de cada espécie.

Na linha de alimentos de alta densidade nutritiva temos os denominados Super Foods que naturalmente agregam ingredientes nutracêuticos. Esse termo foi adotado pelo mercado e tem uma utilização muito mais comercial do que técnica. São produtos procurados principalmente por proprietários dispostos a desembolsar um bônus por ingredientes naturais, ricos em nutrientes benéficos a saúde e bem-estar do seu animal.

No mercado brasileiro temos exemplos de sucesso de produtos equilibrados nutricionalmente e com forte apelo a humanização. Essas inovações geram procura por ingredientes pouco utilizados em petfood como proteínas alternativas (carne fresca de salmão, carneiro, pato e peru), aditivos funcionais (prebióticos e probióticos), amidos especiais (ervilha, batata doce e mandioca), frutas desidratadas (maçã, laranja, blueberry e cranberry) e outros vegetais desidratados (espinafre, cenoura e chás).  Ingredientes que trazem impactos positivos em marketing e quando utilizados em inclusões efetivas agregam benefícios nutricionais. ”

 

VISÃO DO CIENTISTA – ACADÊMICOS

 

D.Sc. Prof. Flavia Saad Professora e pesquisadora da Universidade Federal de Lavras – UFLA – MG – Médica veterinária

 

“Existe muito trabalho científico em pets. A questão é que, para pets, o desenvolvimento de um novo produto envolve muito mais que nutrição mínima para máximo desempenho, como ocorre em animais de produção. Envolve nutrição ótima e longevidade. E tem outros pontos que vão além da nutrição: tem a questão de sustentabilidade, pegada de carbono, aproveitamento de coprodutos vegetais e finalização de cadeia produtiva de aves, suínos, bovinos. E também há que se considerar hábitos, preferências alimentares, além das necessidades individuais dos pets e, principalmente, dos tutores.

Além disto, existem várias linhas de modalidade alimentares. E uma destas linhas vai crescer muito: será denominada alimentação biologicamente apropriada ou alimentação Natural. Esta tendência não tem volta, porque é amplamente divulgada na mídia é conhecida pelos tutores. Ou os fabricantes se adequam a ela, ou vão perder mercado, pois   não tem como dissociar o tutor do animal.

Hoje a indústria pet tem que considerar o antropomorfismo que existe entre o pet e o tutor. O proprietário identifica, no alimento do pet, ingredientes que ele utiliza em sua própria alimentação ou conhece como funcionais. É isto acaba sendo um fator de decisão de compra. ”

  

VISÃO DO CIENTISTA – ACADÊMICOS


Prof. Humberto Pena Couto – Professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF, Consultor GMG- Zootecnista

“As universidades brasileiras vêm acompanhando o crescimento do mercado pet, e sentindo a necessidade de qualificar profissionais para atuarem com competência e responsabilidade, afinal os cães e gatos são atualmente animais que fazem parte de nossas famílias. Atualmente muitas universidades já possuem disciplinas que comtemplam as particularidades fisiológicas, manejo, alimentação e saúde dos animais de estimação. As pesquisas ainda são escassas, pois além de recursos muito limitados, a estruturação dos canis e gatis de qualidade com a adoção de práticas de bem-estar demandam muito investimento. Entretanto, estamos trabalhando em um software específico para nutrição e alimentação de cães e gatos, onde contempla curvas de crescimento pelo modelo de Gompertz que possibilitará o profissional a acompanhar o desenvolvimento dos pet’s e determinar as exigências nutricionais, estimar o valor energético dos ingredientes de alimentação e formular alimentos e dietas balanceadas, tanto industriais como naturais. A maioria das universidades, com um grupo seleto de professores, estão cada vez mais comprometidos com esta área, que demanda profissionais especializados e competentes. ”

 

VISÃO DO TÉCNICO INDÚSTRIAL

 

Jose Fernando Raizer – Consultor GMG – Engenheiro / Analista de Sistemas e Químico.

“Hoje em dia fazer alimentos para animais pequenos é coisa para gente grande!

Calma!   Não me refiro ao porte econômico e financeiro de um empreendedor.

Tem que ser grande para não teimar em fazer alimento de “ primeira” com matérias-primas de “segunda”, material humano de “terceira” e máquinas de “quarta categoria”, sem pessoas adequadas para controlar a qualidade das matérias primas, todo o fluxo do Processo e a qualidade do produto final, em todos os seus aspectos, com rastreabilidade total de todo o Processo.

Tem que ser grande para fazer um Projeto adequado, adquirir equipamentos corretos e fazer isso visando a relação Custo-Benefício, e não somente o preço.

Tem que ser grande, para selecionar, contratar, treinar continuamente, motivar e supervisionar uma equipe competente, motivada e consciente que estão fazendo produtos para companheiros de seres humanos, e não uma ração qualquer.

Tem que ser grande, para implantar de Fato e não de mentirinha as Boas Práticas de Fabricação (BPF), e tem que ser grande para reconhecer que isso é fundamental para produzir alimentos seguros para os nossos melhores amigos. Apenas fazer um manual de BPF é a coisa mais simples do mundo

Tem que ser grande para aplicar doses generosas e suficientes de ações de Marketing, para que o cliente seja convencido que pode e deve pagar um pouco mais (um “ prêmio”) por um alimento que é chamado de “ Premium”.

 

VISÃO DO TÉCNICO DE FÁBRICA

Janaina A. Oliveira Silva – Consultora GMG – Zootecnista – Formuladora e Compradora na Special Nutri

 

“Algo que me chama atenção hoje nas rações pet é a falta de informações técnicas e científicas para tomada de decisões, e desta forma vê-se muita imitação, seja entre concorrentes ou Brasil copiando exterior, se vai na onda!

Ainda a falta de “respeito” com a real necessidade dos pets ao se criar produtos para vencer a concorrência no conceito “o meu tem mais”… E o bichinho precisa de tanta proteína? Extrato etéreo? E os pirlimpimpim que poderiam de fato agregar saúde, longevidade se fossem adicionados em quantidade significativa, viram apenas claims e desenhos bonitinhos na embalagem, pois na grande maioria das vezes são adicionados em uma quantidade simbólica.

Como é fato, ser um negócio rentável, tem fábrica abrindo pra todo lado e quase sem conhecimento técnico de fórmula e processo. Estas acabam muitas vezes ficando a mercê (não me levem a mal meus amigos fornecedores) de uns nem tão profissionais técnicos comerciais que fazem “milagres” para encaixar seu produto na formulação, vendendo ingredientes em subdoses, alguns sem efeito para aquele fim, outros nem em dia com a legislação estão…

Enfim, precisamos de menos modismo e mais profissionalização no setor, pois nesta linha confesso que não sei se me preocupo mais com os pets ou alguns donos do negócio…”

 

VISÃO DO TÉCNICO CONSULTOR

André Buck – Consultor GMG – Médico veterinário

 

“O mercado pet no Brasil é extremamente dinâmico e tem apresentado crescimento contínuo nas últimas décadas. Entretanto comparando com outros setores mais consolidados e desenvolvidos da economia brasileira, podemos dizer que é um mercado jovem e em evolução. O mercado PetFood ainda está longe de poder ser considerado consolidado uma vez que existem vários fatores que demonstram a evolução do mesmo, sendo os principais: o crescimento do mercado tanto do ponto de vista da constante entrada de novos consumidores que até então não compravam alimentos industrializados como pela Premiunização e aumento de valor agregado médio dos alimentos; o fortalecimento de grandes players, ao mesmo tempo em que há considerável entrada de novos fabricantes; a evolução contínua de matérias-primas, equipamentos, processos e embalagens; e por último, mas talvez o mais importante, a mudança drástica pela qual tem passado a percepção do brasileiro em relação aos animais de estimação, uma vez que cada vez mais eles são vistos como membros da família o que resulta em novas necessidades e novas oportunidades de negócios.”

O mercado de petfood brasileiro quando comparado com outros importantes mercados é muito mais pulverizado. Embora existam grandes players que representam uma parcela significativa tanto do volume produzido como do faturamento, também vemos muitos pequenos fabricantes atuando localmente e/ou em mercados específicos.  A forma como essas empresas competem é diretamente relacionada ao segmento de mercado que elas atuam uma vez que, por exemplo, as demandas de um consumidor de alimento super Premium são muito diferentes das demandas de um consumidor de alimento econômico. ”

 

VISÃO DA INDÚSTRIA DE MÁQUINAS

 André Haddad – Consultor GMG – Engenheiro de mecatrônica

 

“A indústria de alimentos para animais está em constante mudança, sempre em busca de novas tecnologias. Com o mercado achatando preços na ponta, a indústria anda buscando máquinas e equipamentos que deem maior rendimento. Nossas indústrias nacionais de máquinas estão em constante evolução, seguindo as tendências de mercados internacionais, buscando sempre inovar em máquinas e processos, por exemplo: melhorar a mistura para um ganho na qualidade do produto; ou ainda, melhorar o recobrimento do kibble para um maior controle e uniformidade no processo para menor variação de estoques (hoje temos fabricantes de rações trabalhando com percas menores de 0,5%). ”

VISÃO DO MERCADO DE VAREJO

 Vanessa Perdonate – Consultora GMG mercado PET Rio de Janeiro – RJ – Zootecnista

“Hoje em dia temos uma variedade muito grande de alimentos para pet sendo ofertado no mercado. As empresas buscam se destacar, muito mais pelo lado do marketing, oferecendo “inovações e diferenciais” que nem sempre são de fato relevantes para uma alimentação saudável.

Alimentos que apresentam altos níveis de garantia, porém não se sabe se são de valor biológico compatível, o que acaba por não ser fiel ao que é apresentado e “prometido” na embalagem.

A falta de padronização de uma classificação para produtos Premium, Super Premium, Standard e Econômico, permitem que as empresas “brinquem” com definições como Premium Plus, Premium especial, High Premium etc. Essa variedade de classificações confunde o consumidor, que confia muito mais na embalagem do que no conteúdo do alimento e por sua vez acha que está oferecendo o que a de melhor para seus pets.

Muitos buscam dar a seus animais alimentos semelhantes aos que consomem. Buscam informações e ou indicações em profissionais ou sites de sua confiança, buscando sobre o que é mais saudável.

A indústria deve começar a olhar para essa tendência e oferecer informações sobre estudos que mostram o que realmente traz resultados, ao invés de querer trazer “falsas inovações “ para seguir o que está na “moda”, tendo aí muito mais custos do que benefícios em si.

O mercado procura por produtos bons, que trazem resultados, por um preço justo!”
 

VISÃO DO TÉCNICO EM NUTRIÇÃO INDIVIDUALIZADA

D.Sc. Ludmila Barbi Trindade – Consultora nutricional da Bem Nutrir- Med. veterinária, Especialista em nutrição de cães e gatos.

De poucos anos pra cá estamos presenciando tutores que procuram por dietas com apelos naturais e que não tenham característica de ração extrusada, onde tudo é seco e misturado, para alimentar seus animais de estimação. O tutor quer “enxergar” tudo que está presente no pratinho do seu animal.

A procura por dietas variadas e individualizadas gerou a necessidade de atendimentos nutricionais clínicos, onde o nutricionista animal saiu da fábrica de ração e foi atender em um consultório prescrevendo dietas para aquele animal específico. E a partir daí, uma nova especialidade surge na medicina veterinária: a nutrologia, que apesar de ainda não ser reconhecida pelo CRMV, já existem no Brasil cursos de capacitação e atualização na área.

Com essa nova maneira de alimentar os animais de estimação, os fornecimentos dos ingredientes usados na nossa alimentação para alimentar pets é uma realidade, e gera uma grande demanda de suplementação das dietas, visto que os alimentos in natura misturados, nunca alcançam as necessidades nutricionais mínimas recomendadas de alguns nutrientes essenciais.

Cresce então a busca por dietas balanceadas “naturais” congeladas ou desidratadas, e mesmo com a “correria” da vida atual, os tutores querem se dedicar ao preparo do alimento, ou terceirizam para alguém fabricar, dessa maneira cresce o número de empresas de alimento congelado, que mesmo tentando se adequar, deparam com uma grande burocracia na hora de registrar a fábrica no MAPA devido às inúmeras exigências legais atuais.

Muita gente fazendo clandestinamente, vendendo para amigos e vizinhos esses alimentos congelados é uma realidade nos grandes centros urbanos.
 

VISÃO DO ESPECIALISTA EM EXPORTAÇÃO

Alexandre Carvalho Sanchez – Consultor GMG mercado internacional- Méd. Veterinário, Especialista em nutrição de cães e gatos.

Exportar impulsiona seus negócios e ajuda a fortalecer toda a cadeia nacional. Hoje existe a parceria APEX- ABINPET que apoia e orienta novos exportadores pet, fazendo entre muitas coisas, rodadas de negócios, participação nas principais feiras globais com stand próprios e pagamento de 50% das despesas dos expositores.

O Brasil sendo o maior produtor mundial de proteína de origem animal, grande disponibilidade de grãos e excelente capacidade fabril, deveria estar no topo global de países exportadores de pet food, mas devido à burocracia, pouca eficiência e numero de funcionários insuficientes dos órgãos responsáveis por fiscalizar e emitir documentação necessária e alta informalidade das empresas do segmento falta de certificações exigidas, por exemplo, pela CE (HACCP), estamos ficando para trás neste mercado bilionário.

Além disso, as crescentes barreiras sanitárias que restringem a proteína de ruminantes nas formulas e a aceitação pelo governo brasileiro da discrepância no rótulo/formulação no mercado local, oque leva os potenciais exportadores a serem obrigados a criar produtos específicos para exportação.

As empresas devem olhar com muita atenção a estas oportunidades de obtenção de créditos fiscais de incentivo (+/- 40% do valor da NF), criação de faturamentos em USD e melhora de toda o processo fabril e comercial.

Devido às altas exigências dos mercados externos e a demanda do mercado local aquecida, a maioria das empresas brasileiras optam por trabalhar somente no mercado interno oque se reflete na queda dos números de exportações.

2016 – US 236.000,00

2017 – US 210.000,00 queda de 11%

Hoje principais oportunidades para os produtos brasileiros estão na Ásia principalmente China, Korean e Japão, Leste Europeu como Polônia, Bulgária, América do Sul e Central com Colômbia, Peru, Chile e Panamá.

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