21 mar, 2017
por admin
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As Indústrias de Graxaria na Era da Mudanças Climáticas

O uso de combustíveis fósseis (gás, petróleo e carvão) e as alterações no uso do solo geraram, desde a Revolução Industrial, um acúmulo significativo de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera terrestre e, por via de consequência, uma mudança global do clima. Com efeito, a temperatura média do planeta aumentou 0,8ºC, as geleiras diminuíram de tamanho, assim como se tornaram mais frequentes e agudos os fenômenos climáticos extremos, dentre outros, os furacões, os tornados e as secas.

O uso consciente do solo será de suma importância para o equilíbrio ecológico.

Neste contexto, a comunidade internacional de países resolveu reagir à questão climática. A maioria dos países assinaram a Convenção do Clima, em 1992, e o Protocolo de Quioto, em 1997, a fim de determinar metas de redução de emissões de GEE, a serem cumpridas pelos países desenvolvidos.

Assim, algumas economias desenvolvidas, notadamente as da Europa Ocidental, lograram promover mudanças significativas nas suas matrizes energéticas, tanto que atualmente são menos dependentes dos combustíveis fósseis.
Recentemente, as nações emergentes passaram a ocupar um lugar de destaque na ordem econômica global, sobretudo a China, que tornou-se a segunda maior economia. Contudo, as emissões de GEE da China seguiram o aumento exponencial da economia. Atualmente, a China é a nação que mais emite GEE.

O Brasil é também um dos países que mais emitem GEE, não tanto pela atividade industrial, e sim pela mudança do uso do solo, em virtude do avanço das atividades agrícolas e pecuárias, já que o país é um dos maiores exportadores de diversas commodities, dentre outras, soja, café, arroz, milho, laranja e carnes (bovina, suína, frango), além dos minérios. É fato que o território brasileiro ainda abriga enorme cobertura vegetal, com significativa diversidade de espécies de fauna e flora. Há, portanto, um enorme desafio à frente. Como compatibilizar a vocação agrícola com a vocação ecológica?

Tendo em vista os grandes temas de interesse global (paz/diminuição dos conflitos bélicos, prosperidade econômica, segurança alimentar e equilíbrio ecológico), pode-se dizer que o Brasil é um ator central apenas em relação aos dois últimos temas globais. Vejamos.

O Brasil não é uma potência militar, já que não detém ogivas nucleares e não tem assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Brasil não é uma potência econômica, tanto é que não integra o G7.

Não obstante, o Brasil é um ator central em relação ao tema segurança alimentar. De acordo com estudos divulgados pela FAO/ONU, a população mundial chegará ao patamar de 9 bilhões de pessoas até metade deste século. A instituição imagina que o Brasil será responsável pela alimentação de 40 por cento deste incremento populacional. Em outras palavras, a humanidade precisará dos grãos e das proteínas produzidos no país para assegurar a segurança alimentar do mundo.

Além disso, o Brasil é um ator central quando o tema é equilíbrio climático, pois a manutenção de nossa cobertura vegetal é condição necessária para o equilíbrio do clima planetário. Por isso, o Brasil é uma potência ambiental, e não há como se alcançar um acordo climático relevante sem a anuência da diplomacia brasileira.

Na qualidade de potência agrícola e ambiental, o país precisa atuar na vanguarda das ações concretas direcionadas à descarbonização da economia global.
Para tanto, o Brasil deve estimular a reutilização e a reciclagem de materiais (incluindo a reciclagem animal), a eficiência energética, as fontes renováveis de energia e a valorização da floresta em pé, mediante o pagamento por serviços ambientais.

Em julho de 2015, os líderes do G7 reafirmaram o compromisso de mobilizar 100 bilhões de dólares, por ano, até 2020, em dinheiro público e privado, para financiar iniciativas para o clima.
Tendo em vista a importância do setor de reciclagem animal para o enfrentamento das mudanças climáticas, é importante que esse setor industrial se organize para ter acesso aos recursos financeiros necessários para colaborar nesta causa de interesse global.

Em dezembro de 2015, ocorrerá a Conferência do Clima (COP21), em Paris, que discutirá um novo acordo para limitar o aumento da temperatura global a 2ºC em comparação com os níveis pré-industriais. Se o Brasil pretende assumir algum protagonismo neste evento, nos próximos meses o país terá que elaborar um plano de ações para descarbonizar a economia brasileira. Neste contexto, as indústrias de graxaria poderiam mostrar ao poder público que os instrumentos de incentivo tributário, fiscal e creditício ao setor de reciclagem animal são medidas adequadas para a descarbonização da economia.

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