14 fev, 2020
por Daniel Geraldes
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Confiança do agronegócio cresce 8,7 pontos

Resultado do 4º trimestre é o melhor da série histórico com 123,8 pontos.

Pelo quinto trimestre consecutivo o indicador de confiança do agronegócio (IC Agro) brasileiro supera os 110 pontos. No quarto trimestre de 2019, o setor subiu 8,7 pontos, fechando o período em 123,8 pontos, melhor resultado desde o início da série.

A metodologia utilizada no estudo aponta como cenário otimista as pontuações acima de 100. O IC Agro é um indicador medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

“Os números demonstram alinhamento entre as expectativas geradas e a agenda prioritária do Executivo e Legislativo federais”, observa o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Um dos motivadores para este saldo positivo foi o momento em que o estudo foi realizado. As entrevistas foram realizadas em dezembro, momento em que as negociações para encerrar a guerra comercial entre Estados Unidos e China levaram a melhora nos preços de algumas das principais commodities agrícolas – sem acarretar, num primeiro momento, perdas substanciais das exportações brasileiras para o mercado chinês, salvo em casos isolados. O acordo foi assinado em 15 de janeiro.

Agroindústria
A confiança das indústrias ligadas ao agronegócio também cresceu. No segmento, a alta foi de 3,5 pontos chegando a 122,2 pontos. A confiança das empresas de insumos agropecuários (122,5 pontos) superou em 3,2 pontos o resultado do trimestre anterior e foi apenas 0,4 ponto menor que o recorde registrado há um ano.

O Índice da Indústria Depois da Porteira chegou a 122,0 pontos, alta de 3,6 pontos em relação ao levantamento anterior. O resultado foi em boa parte puxado pelas indústrias de alimentos – especialmente as de carnes, favorecidas pela alta dos preços e das exportações no fim do ano.

“As indústrias de fertilizantes, por exemplo, começaram a fechar negócios para a safra 2020/21 com antecipação raramente vista. Fabricantes de defensivos agrícolas também fecharam o trimestre com a expectativa de confirmar o segundo ano consecutivo de crescimento de mercado, deixando definitivamente para trás um período de estagnação que se estendeu de 2014 a 2017”, explica o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Pecuaristas
Ao contrário do observado em 2018 – até o terceiro trimestre -, a faixa de confiança do último ano foi otimista. O índice aumentou 23,3 pontos do 3º para o 4º trimestre de 2019, fechando o ano a 127,7 pontos. O principal aspecto por trás do otimismo são os preços: as cotações do boi gordo dispararam no fim do ano, com a elevação das exportações de carne para atender a demanda de proteína pela China, onde a Febre Suína Africana dizimou rebanhos.

O índice que avalia a variável preços bateu em 149 pontos, alta de 49 pontos sobre o 3º trimestre e bem acima do recorde anterior, que foi de 114 pontos no 2º trimestre de 2016. (Confira a reportagem “Pecuária: boa fase para crescer”).

Produtores
Para os produtores agropecuários o clima segue de otimismo. O índice marcou um recorde chegando a 126,2 pontos, representando uma de alta de 16 pontos.

Já entre os produtores agrícolas, a confiança no 4º trimestre de 2019 chegou a bater 125,7 pontos, alta de 13,5 pontos. Uma das razões foi a recuperação dos preços de alguns dos principais produtos agrícolas no mercado externo, como soja e milho.

A reação positiva do mercado às negociações entre norte-americanos e chineses, que culminaram com a assinatura de um acordo comercial parcial em 15 de janeiro, também corroborou para esse resultado positivo.

Internamente, segundo presidente da OCB, deve-se destacar também o bom momento para o crédito rural, com juros baixos e aumento nos recursos disponíveis. Do 3º para o 4º trimestre de 2019, a taxa Selic foi reduzida, mantendo trajetória de queda. O resultado poderia ter sido ainda melhor, não fosse uma relativa diminuição na confiança no que diz respeito à produtividade das lavouras.

“O clima demorou mais do que o esperado para se regularizar em regiões produtoras importantes, tornando o período de plantio da safra de verão um pouco mais atribulado do que no ano anterior – chegou a faltar chuva em partes do Paraná, do Mato Grosso do Sul e do interior de São Paulo”, completa Freitas.

Fonte: Fiesp

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