14 dez, 2017
por Daniel Geraldes
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Consumo prolongado de óleo de canola piora a memória em casos de Alzheimer

O óleo de canola é um famoso óleo vegetal, mas pouco se sabe sobre seus efeitos sobre a saúde. Um novo estudo, publicado na revista Scientific Reports (da Nature), descobriu que o consumo prolongado de óleo de canola traz perdas na memória, na capacidade de aprendizagem e o ganho de peso em casos de Doença de Alzheimer.

A pesquisa é a primeira a sugerir que o óleo de canola é mais prejudicial do que benéfico para o cérebro.

Quando se tem Alzheimer, há o acúmulo de uma proteína tóxica no cérebro, a beta amiloide, que cerca os neurônios e os destrói aos poucos. Os ratos usados no estudo tinham esta proteína no cérebro e foram projetados para recapitular a doença, progredindo de uma fase assintomática no início da vida para a doença completa em animais idosos.

Os pesquisadores dividiram os ratinhos em dois grupos aos seis meses de idade, antes que desenvolvessem qualquer sinal de Alzheimer. Um grupo recebia uma dieta normal, e outro uma dieta suplementada com cerca de duas colheres de sopa de óleo de canola todos os dias.

Após 12 meses com este cardápio, os cientistas notaram que os animais com dieta enriquecida com óleo de canola pesavam mais do que os ratos de dieta normal. Além disso, testes em labirintos mostraram que os ratos que consumiram o óleo de canola sofreram deficiências na memória operacional (aquela de curto prazo que cuida do armazenamento e manipulação temporária de informações).

Examinando o tecido cerebral foi revelado aqueles tratados com óleo de canola tinham mais neurônios “devorados” pelo beta amiloide. O dano foi acompanhado por uma diminuição no contatos entre os neurônios, indicando lesão extensa da sinapse –área onde os neurônios se conectam e desempenham um papel central na formação e recuperação da memória.

“Essa alteração resultou em danos neuronais consideráveis, diminuição dos contatos neurais e comprometimento da memória. Embora o óleo de canola seja vegetal, precisamos ter cuidado antes de dizer que é saudável”, explicou Domenic Patrico, professor de farmacologia e microbiologia do centro de Alzheimer da universidade de medicina Temple, nos Estados Unidos.

Ainda é preciso estudar com cautela o efeito em seres humanos e descobrir se o óleo de canola afeta apenas em casos de Alzheimer ou em todos os tipos de demência.

Quer uma alternativa? Em um outro estudo com a mesma equipe, Patrico testou camundongos em uma dieta com azeite. Desta vez, foi concluído que os animais com uma dieta rica em azeite extra virgem tinham reduzido os níveis de placa amiloide, tendo menores danos na memória.

Fonte: Uol – Viva bem

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