9 out, 2017
por Daniel Geraldes
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Cotas de carne oferecidas pela União Europeia são criticadas pelo Mercosul

Em encontro, representantes relatam sentimento de “decepção”.

Representantes do setor privado do Mercosul reuniram-se com a negociadora-chefe da União Europeia (UE), Sandra Gallina, junto a negociadores da parte sul-americana, para debater pontos do acordo comercial entre os países que integram os dois blocos.

Hoje, apenas 8% das exportações agro mundiais saem do Mercosul, num valor estimado de US$ 116 bilhões de dólares. Por outro lado, a UE é o maior exportador de alimentos do mundo.

Durante o encontro, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA, Brasília/DF), membros do Mercosul relataram o sentimento de “decepção” em relação à oferta agrícola dos europeus, considerada essencial para a conclusão do acordo.

A principal crítica é direcionada às cotas de exportação estabelecidas para o etanol (600 mil toneladas) e para carne bovina (70 mil toneladas). Os números são inferiores ao acordado há mais de 10 anos, quando as negociações haviam sido interrompidas.

“A discussão do etanol e da carne bovina está difícil nesse momento na Europa. Não é um problema com o Mercosul, mas uma questão política interna. Existem outros pontos que já estão sobre a mesa como suco de laranja, milho, frango e carne suína. Creio que isso pode ser interessante, especialmente para o Brasil”, afirma Sandra.

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Reunião foi realizada na sede da CNA, em Brasília (DF) (Foto: divulgação)

Na opinião da superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, o encontro permitiu um momento de “abertura” entre o setor privado e os negociadores-chefe presentes. “Foi uma oportunidade de ouro para as entidades do setor privado conseguirem pressionar um pouco a União Europeia, que vem apresentando uma resistência injustificada a ampliar as negociações e fazer uma oferta mais condizente com o tamanho do mercado do Mercosul”, afirma Lígia.

O negociador-chefe do Brasil, embaixador Ronaldo Costa, diz estar otimista em relação ao andamento do acordo: “As negociações têm avançado de uma forma muito positiva e importante ao longo do último ano. Esse encontro promovido pela CNA é uma oportunidade valiosa porque permite aos negociadores um contato direto e franco sobre o real interesse dos distintos setores econômicos”.

Fonte: CNA

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