24 abr, 2018
por Daniel Geraldes
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Descoberta fraude de produtos de azeite de oliva na China

A crescente demanda também estimulou as operações ilegais de Pequim a Guangzhou, produzindo azeites de oliva com rotulagem inadequada, falsificados e inferiores.

China Central Television (CCTV), a emissora estatal, informou que uma inspeção do Escritório de Segurança Alimentar na província de Fujian, na costa sudeste da China, descobriu um esquema de fraude no qual três empresas chinesas de óleo de cozinha enganavam os clientes ao, intencionalmente, rotular de maneira incorreta misturas de derivados de óleo, exagerando a porcentagem de azeite contida.

A Jinong Food Company, cujo óleo de cozinha era rotulado com seis por cento de azeite, continha apenas três por cento. O óleo produzido pela Tianshun Grains & Oils Company também anunciava seis por cento de azeite, mas na verdade continha dois por cento.

E a Xihai Grains, da Oils and Food Company, vendia um produto que dizia ter cinco por cento de azeite de oliva, vendido por menos da metade do custo de produtos similares de marcas comparáveis, colocando em dúvida sua autenticidade. Alguns produtos foram rotulados como “óleo extra virgem” em caracteres grandes, com “óleo misturado” nas letras miúdas.

A China reformulou sua regulamentação de segurança alimentar após uma série de ameaças alimentares doméstica e internacional, doenças e mortes. Mas a fraude na rotulagem de alimentos continua generalizada no país, um fato que se reflete nas atitudes dos representantes das empresas infratoras em relação aos delitos.

“O azeite de oliva é muito caro”, disse Li Mingyu, gerente geral da Tianshun. “Não se pode esperar muito com o preço que estamos vendendo.”

Luo Dingfa, diretor de vendas da Xihai, viu a situação com igual desrespeito: “Minha conclusão é que ninguém vai morrer por comer isso. Eu posso viver com a minha consciência.”

A Administração de Alimentos e Medicamentos da China (CFDA, China Food and Drugs Administration), que regulamenta a rotulagem de alimentos, impôs regras mais rígidas para tornar mais difícil burlar as alegações nutricionais nos rótulos. A lei proíbe o uso de textos maiores e coloridos para confundir os consumidores e, no caso de produtos de alto valor como o azeite, devem incluir a porcentagem do ingrediente característico.

Óleos híbridos foram adotados na China, nos Estados Unidos e em outros países, que alegam que os óleos misturados são bons, desde que os consumidores saibam exatamente o que estão comprando. Mas a Europa tem sido menos acolhedora. O Grupo Consultivo da Comissão Europeia sobre Azeitonas e Produtos Derivados afirmou que os produtos que oferecem uma mistura de azeite e outros óleos representam um risco para a qualidade e transparência do setor.

A importação de azeite da China aumentou significativamente nos últimos anos, à medida que os ricos consumidores chineses em busca de produtos europeus de primeira qualidade mudaram rapidamente para o azeite de oliva para cozinhar, criando um comércio vigoroso de produtos da Espanha, Itália e Grécia.

A crescente demanda também estimulou operações ilegais que se estendem de Pequim a Guangzhou produzindo azeites fora do prazo, indevidamente rotulados, inferiores e falsificados.

No último ano, a polícia de Xangai multou cinco pessoas com a venda ilegal de azeite de oliva com datas de vencimento falsificadas, incluindo as marcas italianas Clemente e San Giuliano e a marca espanhola Natura. Autoridades apreenderam 10 mil garrafas avaliadas em US$ 1,32 milhão; os suspeitos já venderam óleo vencido para revendedores em várias províncias e cidades do país.

Fonte: Olive Oil Times

 

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