30 out, 2018
por Daniel Geraldes
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Embate entre China e EUA ajuda soja nacional

Demanda aquecida tem feito valoração do produto subir na cotação americana.

A exportação de soja brasileira continua obtendo ganhos com a guerra comercial entre China e Estados Unidos. Isso porque a demanda externa continua aquecida. Os prêmios pagos pelo bushel, por exemplo, chegaram a US$ 2,70 nas últimas semanas.

Os contratos da soja com vencimento em novembro fecharam em US$ 8,45 o bushel em Chicago, enquanto o prêmio pago pelo bushel do grão em Paranaguá (PR) ficou em US$ 2,55, cerca de 30% do valor da cotação na bolsa americana. Já no comparativo com o ano passado é possível observar uma grande diferença, no mesmo período, o prêmio era de US$ 0,55.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), de 1 a 19 de outubro os embarques somaram 3,9 milhões de toneladas, ante 1,6 milhão no mesmo período de 2017. O que reforça a ideia da forte demanda mesmo com a entrada da safra 2018/19 dos EUA no mercado.

A analista da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, acredita que neste período do ano, o natural seria uma demanda mais arrefecida em razão da entradas a safra americana. O crescimento é principalmente, ocasionado pela China, já que reduziu a praticamente zero as compras da soja americana.

De janeiro a setembro, o Brasil exportou 69,2 milhões de toneladas de soja, já mais que o recorde de 68,15 milhões de toneladas de todo o ano passado.

“Era esperada uma procura maior por parte de outros destinos, especialmente da União Europeia, já que a soja americana está barata”, afirma o analista da consultoria Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque.

A expectativa inicial era de que, mesmo com a taxação, a China comprasse a soja dos EUA na entressafra brasileira, mas não é o que vem ocorrendo. Na semana encerrada no dia 17, os exportadores dos Estados Unidos fecharam contratos para a exportação de 212,7 mil toneladas de soja desta safra 2018/19.

De acordo com a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), é que as exportações do País em toda a temporada alcancem 56 milhões de toneladas. Até o momento, foram fechados contratos para embarques de 21 milhões de toneladas da soja americana.

“Essa projeção do USDA, teoricamente, considera os efeitos da guerra comercial, mas acho difícil chegar nesse número sem que haja um acordo com a China”, afirma Roque. O ano comercial dos Estados Unidos vai de setembro a agosto, e no mês de janeiro a safra brasileira 2018/19 começará a chegar ao mercado.

Fonte: Valor Econômico

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