25 mar, 2017
por admin
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Entrevista Especial com Hermógenes A. Fiocco

Comandada pelo químico com mais de cinquenta anos de experiência em plantas de óleos vegetais, Hermógenes A. Fiocco, em sociedade com o administrador Haroldo A. Fiocco, a H&H Consultoria desde 2003 oferece às empresas dos mais diversos portes, soluções para que os empresários possam desenvolver ou aprimorar os seus projetos e os resultados de produção de suas fábricas de extração e de refino de óleos vegetais.

Hermógenes lembra que o segmento de óleos vegetais está exposto a um dos mais vulneráveis ambientes de negócios, que inclui desde as questões relacionadas à mão de obra, passando por fatores climáticos, econômicos, políticos, sociais, entre tantos outros, que interferem na qualidade, no volume da safra e nos valores praticados no mercado. “Vamos atrás das falhas e procuramos os pontos fracos das operações, apresentando as soluções mais adequadas a cada negócio que garantirão os melhores resultados. Realizamos, por exemplo, cálculos de consumo dos insumos, apontamos o dimensionamento dos componentes e o uso de materiais adequados em cada fase do processo, fazemos o levantamento das perdas teóricas e analíticas, propomos modernizações, entre tantos outros pontos abordados”, afirma Hermógenes.

A H&H também realiza um importante trabalho voltado à qualificação da mão de obra, com treinamentos, atualizações e aprimoramento profissional. “Fazemos um trabalho de reciclagem dos conhecimentos dos operadores, com ciclos de palestras sobre  a extração e refino de óleos vegetais e o processamento das gorduras animais”, comenta Haroldo, que juntamente com o senhor Hermógenes concederam a seguinte entrevista:

Revista Óleos & Gorduras – Como funciona o trabalho realizado pela H&H Consultoria?

Hermógenes A. Fiocco – Buscamos os pontos fracos das linhas de produção e apresentamos assoluções mais adequadas a cada negócio que garantirão os melhores resultados a partir de cálculos de consumo dos insumos, também apontamos o dimensionamento dos componentes e o uso de materiais adequados em cada fase do processo, velocidades, misturas, perdas teóricas e analíticas, modernizações etc.

Um outro ponto onde procuramos fortalecer nossos clientes diz respeito à “reciclagem” dos conhecimentos dos operadores com ciclos de palestras sobre  a extração e refino de óleos vegetais e o processamento das gorduras animais. 

Revista Óleos & Gorduras – Qual a análise que fazem do parque industrial brasileiro de extração e refino dos óleos vegetais? Sob quais aspectos obtivemos melhorias e quais ainda precisamos evoluir?

Hermógenes A. Fiocco – Vários fatores podem ser levados em consideração. As indústrias brasileiras se diversificaram de acordo com a região em que estão localizadas, neste aspecto, sabe-se que as “fronteiras agrícolas” mudam com rapidez e seguem para áreas que consideramos como longe das fontes de consumo tradicionalmente fixas. Tempos atrás, o Brasil era poliagrícola e produzia oleaginosas diferenciadas que abasteciam um parque industrial com capacidade técnica eficiente e com condições de manejarem outros tipos diferentes de sementes oleaginosas.

As fábricas eram instaladas para operarem um tipo de semente considerado como principal ou o carro-chefe tomando, por exemplo, o algodão e tinham também instalações para processarem outros tipos de sementes como o amendoim.

Atualmente, as fábricas obedecem ao boom da soja, o porte está maior e a mão de obra conta com técnicos mais preparados para este segmento. Já as fábricas antigas, quase sempre de menor porte, operam ainda com variedade de sementes.

Acompanhando o aumento da capacidade produtiva, todos os componentes desta engrenagem também aumentaram gradativamente suas capacidades, bem como os meios de transportes. Já em relação à malha rodoviária, a questão continua deficitária e muitas vezes longe das fontes produtoras e de consumo.

Revista Óleos & Gorduras – Quais são os problemas recorrentes que os senhores encontram quando prestam consultoria?

Haroldo A. Fiocco – A qualidade dos óleos e gorduras deve obedecer a determinados parâmetros, para tanto, a parte industrial deve seguir algumas exigências. A partir deste ponto, muitas vezes são necessárias importantes modificações na planta. Além disso, o pessoal designado às operações precisa estar treinado e habilitado para exercer suas atividades em congruência às novas necessidades. É neste aspecto que detectamos importantes problemas, sendo necessária habilidade por parte das empresas de consultoria para entender e atender os procedimentos exigidos e assim atingir os resultados desejados. Não é tão simples introduzir tais mudanças, especialmente quando a equipe está acostumada a executar as tarefas de uma determinada maneira, inclusive já com vícios adquiridos. Por isso, é imprescindível um treinamento específico relacionado ao conhecimento do que se está fazendo e o porquê.

Revista Óleos & Gorduras – Qual é a análise da mão de obra brasileira? O que poderia ser melhorado neste sentido?

Hermógenes A. Fiocco – Em geral, as fábricas contam com bons operadores. Normalmente são aqueles com mais tempo de empresa e boa bagagem cultural dos procedimentos de produção. Os mais novos seguem esta linha, observando e aprendendo. Inegavelmente, o treinamento das equipes é um ponto que deveria ser abordado com mais frequência pelas fábricas, isto traz estabilidade na capacidade de produção e, principalmente, visão e ação na hora de solucionar dificuldades. Este é um aspecto que procuramos fortalecer em nossos clientes. Realizamos um importante trabalho de “reciclagem” profissional em que atualizamos sobre as novidades e tendências em extração, refino e processamento.

Revista Óleos & Gorduras – Hoje em dia, o que há de mais inovador nos processos de extração, refino e processamento dos óleos vegetais?

Haroldo A. Fiocco – Há várias vertentes e cada uma focada numa etapa do processo. Falou-se em filtração por membrana, cogitou-se extração por enzima, desenvolveu-se o refino físico, atualmente é a nanotecnologia® que está em evidência. O segredo é produzir mais, com menos perda, gastando-se menos. Qual será a tecnologia que conseguirá abraçar estes pontos? Talvez não seja uma, mas a junção de várias. Outro ponto é que os processos e componentes estão sendo simplificados e agora é uma questão de custo, pois os benefícios são inquestionáveis.

Revista Óleos & Gorduras – O industrial brasileiro está preparado e consciente de que as tecnologias devem ser aprimoradas e que são necessários constantes investimentos?

Hermógenes A. Fiocco – A automação é uma realidade que vem sendo aprimorada continuamente. A indústria, que tem suas operações em turnos, perceberá que pode acontecer de um período ser mais eficiente que o outro. Neste caso, entra a automação com o princípio da repetitividade dos resultados para que a eficiência seja padronizada, o que é melhor para o processo, para os equipamentos e para o resultado final. Acreditamos que hoje, essa seja uma realidade em muitas empresas.

Revista Óleos & Gorduras – Como a H&H trabalha para analisar a eficiência dos processos industriais adotados?

Hermógenes A. Fiocco – Muitas vezes a tecnologia adquirida vem do exterior e atende perfeitamente as demandas daquele mercado e está direcionada para as sementes produzidas lá – com características diferentes das nossas -, com isso, o desempenho destes equipamentos pode ficar aquém do almejado. Além de ser fundamental contar com as mais apropriadas tecnologias, um importante aliado para se chegar nas melhores soluções é a experiência dos operadores de extração e refino. Porém, esta expertise geralmente está focada a uma determinada etapa do processo, já o trabalho de uma empresa de consultoria, como a nossa, permite uma visão do todo, o que inclui as várias etapas do processo e a análise dos diferentes tipos de equipamentos necessários, o que permitirá pesquisar os motivos das dificuldades encontradas, propondo  as mais adequadas soluções.

É importante destacar que a boa capacidade de produção está diretamente relacionada à atenção que é dada aos detalhes no momento da operação dos equipamentos ou processos. É neste ponto que a H&H trabalha, com atenção aos detalhes de funcionamento de cada uma das etapas. Como por exemplo, se na degomagem, o volume, a temperatura da água e o tempo estão corretos; na estocagem do óleo, como ele é colocado no tanque depósito; no descerramento, como foi resfriado o óleo, ou então, o óleo de amendoim foi recusado por apresentar teores de aflatoxina ou benzopireno, por que isso ocorreu? Nós vamos atrás destas e tantas outras respostas e apresentamos as soluções.

Revista Óleos & Gorduras – Qual é o futuro do mercado brasileiro de óleos vegetais?

Hermógenes A. Fiocco – De um lado temos o mercado de alimentos e seu enorme potencial. Por outro lado, temos a produção de combustível por matrizes de energias renováveis. Ainda há as variantes em menor escala de oleoquímica, cosmética, produtos verdes ou livres de agrotóxicos. Outra tendência observada é a de óleos e gorduras com qualidade aprimorada para atender os apelos de uma vida mais saudável, portanto, o seu consumo deverá ser privilegiado.

PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA REVISTA ÓLEOS & GORDURAS – ED. NOV/DEZ 2016.

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