16 ago, 2017
por Daniel Geraldes
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Entrevista Exclusiva com Adriano Sales, do Grupo Sales

Transformação segura e boa para o meio ambiente

Transformar carcaças de animais em um potente adubo e fertilizante. Este é o trabalho realizado por uma das empresas do Grupo Sales, a Adumat. O grupo atua no setor de Reciclagem Animal há 29 anos. Através dessa atividade realiza o processamento dos resíduos do abate animal produzindo a principal matéria-prima utilizada na produção do Adubo-fertilizante chamado FA-100. Há 10 anos a Adumat vem produzindo e comercializando fertilizantes produzidos com de farinha de carne e ossos. O sócio proprietário e diretor de Novas Tecnologias da Adumat, Adriano Sales, apresenta o sistema utilizado que foi ganhador do prêmio da Agência Brasileira da Inovação – FINEP, em 2014, na categoria Tecnologia de Inovação Sustentável.

Sobre a destinação de carcaças no Brasil, Sales lamenta pelo país deixar de lucrar e de criar empregos por não ter um sistema eficiente para aproveitamento da mortalidade que ocorre nas granjas. “Estamos perdendo bilhões de reais por não termos uma política correta de destinação. É preciso que se avance quanto às tecnologias e à legislação”, avalia.

 


Legenda: Adriano Sales, sócio proprietário e diretor de Novas Tecnologias da Adumat-Adubos e Fertilizantes Mato Grosso

Só é possível produzir fertilizantes de carcaças de animais depois de industrializadas por processo térmico e extraído o excesso de gordura (processo realizado em Graxarias). Não se trata de compostagem e sim, de um produto industrializado com tecnologia própria utilizando as farinhas já processadas. Nós criamos o Adubo-fertilizante FA-100 tendo como componente principal a farinha de carne e ossos de animais.

Vantagens

A grande vantagem é o aproveitamento integral das farinhas, mesmo as que não estejam em boas condições para ser destinadas a alimentação animal. Como por exemplo: baixa proteína, acidez elevada, peróxido, salmonela e etc. As Farinhas com essas características não podem ir para alimentação, mas também não tinham destino final correto.

Quanto as vantagens sanitárias e ambientais:

Sanitário: animais mortos sem a devida destinação, principalmente se for por vírus ou bactéria, se tornam uma grande ameaça a tudo e a todos. O único tratamento com total eficiência é o térmico em que são exterminados esses patógenos, podendo aproveitar posteriormente as gorduras para as indústrias químicas e as farinhas para produção de fertilizantes.

Ambiental: Estamos recuperando um produto que, se não for dado a devida importância, pode causar sérios riscos à natureza, aos animais e, principalmente, aos seres humanos. Quando essas carcaças são simplesmente enterradas, o vírus pode ficar incubado contaminando solo e o lençol freático. Também se utilizadas para a compostagem, caso não exista o devido acompanhamento dos órgãos fiscalizadores para atestar os procedimentos e para onde será seu destino final, oferece risco.

Aplicação

Aplica-se em qualquer tipo de cultura, hortaliças, frutas, grãos e pastagens com a vantagem de ser um produto orgânico. A única recomendação é sobre a aplicação em pastagens. Ao ser incorporado a terra deve-se realizar quarentena antes de colocar animais no local.

Risco ao operador

Todas as indústrias (graxarias) operam com fiscalização ostensiva do Ministério da Agricultura. Elas têm equipamentos modernos e qualificados. São processos automatizados em que o operador não entra em contato direto com o produto a ser industrializado. Portanto, não oferece risco ao operador nem no manuseio nem na fabricação, pois se trata da mesma farinha de carne e ossos utilizada na produção de rações.

Custo e renda

O custo é o mesmo de qualquer indústria. O preço da farinha de carne e ossos corresponde por 50% do custo de produção do fertilizante, ou seja: farinha a R$ 0,50, fertilizante R$ 1,00 o Kg.

Tipo de propriedade

Pode ser aplicado em propriedade de todos os tipos, tamanhos e nas mais variadas culturas, como por exemplo:  milho, soja, cana, algodão, arroz, feijão, café, bananas, laranjas, pastagens e etc…   Até mesmo em uso doméstico como em vasos e jardins.

Premiações

Além do prêmio que recebeu em 2014, pela Agência Brasileira da Inovação – FINEP, na categoria Tecnologia de Inovação Sustentável, pela elaboração do adubo-Fertilizante FA-100, a partir de farinhas de origem animal, a Adumat também se destacou em 2011, quando foi contemplada junto ao Plano de Apoio Conjunto Inova Agro do Estado de Mato Grosso com o Projeto Adubos e Fertilizantes 100% Orgânicos Oriundos de Subprodutos Industriais de Origem Animal e Mineral.

PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DA REVISTA GRAXARIA – RECICLAGEM ANIMAL

 

 

 

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