27 jul, 2017
por Daniel Geraldes
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Equador ignora ação judicial e insiste na exportação de camarão ao Brasil

ABCC reforça posição contrária à negociação, alegando ameaça à sanidade.

O presidente executivo da câmara de aquicultura equatoriana, José Antonio Camposano, pediu ao governo de seu país para intervir e acelerar as negociações para a liberalização do mercado brasileiro de camarão. A autorização, segundo o presidente da Associação Brasileiro dos Criadores de Camarão (ABCC, Natal/RN), Itamar Rocha, não beneficia a atividade brasileira.

O representante do setor brasileiro salienta: “O fato é que a SDA/MAPA quer autorizar a importação de camarão de um país cujo produto é sabidamente afetado por uma dúzia de doenças virais e bacterianas: a Mancha Branca; a Mancha Branca/nova cepa; a Síndrome de Taura (Cepa 1); a Infecção Hipodermal e Necrose Hematopoiética (Cepa 1); a Hepatopancreatite necrozitante; o Nodavirus; o Reoviridae Reolike Virus (Cepas 3 e 5); a Estreptococose Sistêmica; o Baculovirus Tetraédico; o Irido Virus; a Síndrome da Mortalidade Precoce; a Rhabdovirose do Camarão peneídeo (RPS). Muitas delas nunca foram identificadas no Brasil e notificadas a OIE pelo Equador; outras já foram identificadas no Equador mas não comunicadas a OIE. Desse emaranhado de doenças, o Brasil apresenta apenas quatro”.

Camposano incitou Rocha a retirar suas acusações. “O Brasil agora está afirmando que há 13 doenças de camarão presentes no Equador e apenas quatro no Brasil. Estou pedindo prova disso ou uma retificação pública”, diz e complementa: “há uma demanda insatisfeita de 65 mil toneladas métricas de camarão no mercado brasileiro e, embora os supermercados e restaurantes precisem do produto, a associação brasileira de produtores quer que as fronteiras permaneçam fechadas, perpetuando um monopólio”.

O presidente da ABCC rebate: o aumento na demanda por camarão no mundo, levando em consideração que o Equador já explora sua capacidade máxima de produção, é uma janela de oportunidades para o Brasil. “Notadamente, pelo País ser detentor de excepcionais condições edafo-climáticas, associadas a uma fundada infraestrutura básica, bem como uma privilegiada posição geográfica em relação aos principais mercados e, a exuberante produção de grãos, predicados suficientemente sólidos e capazes de contribuir para colocar o Brasil na liderança mundial desse estratégico setor da economia primária”, justifica.

Em 21 de junho, uma decisão judicial preliminar interrompeu as exportações de camarão equatoriano para o Brasil.

Fonte: ABCC

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