25 jul, 2018
por Daniel Geraldes
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Estudo aponta tendências da indústria alimentícia

Pesquisa considerou aspectos que devem afetar comportamento do setor até 2030

Um relatório divulgado pela Euromonitor International apontou as oito tendências com maior influência até 2030 na indústria alimentícia. Intitulado como “Megatrend Analysis: Putting the Consumer at the Heart of Business” (em tradução livre, “Análise Megatrend: colocando o consumidor no centro dos negócios”) o documento declara os pontos com poder de transformar as categorias de produtos ao mesmo tempo que fornecem crescimento sustentável.

“As empresas donas dessas marcas são ágeis e responsivas às mudanças nos hábitos dos consumidores. Elas criam sua própria categoria de nicho, derrubam uma marca tradicional em uma categoria existente, adotam uma nova tecnologia ou atrapalham outras empresas por meio de uma nova estratégia de marketing ou canal”, comenta a idealizadora da pesquisa de alimentos, Pınar Hosafcı.

O estudo apontou como essas megatendências influenciam a indústria de alimentos. O primeiro aspecto destacado foi o de vida saudável, o documento ressalta que o setor continua direcionando o seu foco para nutrição e o bem-estar. O objetivo é manter a maior quantidades de vitaminas e minerais dos ingredientes. Outras importantes estratégias são priorizar os alimentos com gorduras boas e a produção de grãos.

Mais um ponto destacado é a indulgência, que segundo o estudo, deverá ser redefinida na indústria neste período. Esse costuma ser um aspecto importante para o setor, mas está mudando conforme os consumidores desejam produtos diferentes de acordo com suas particularidades. A tendência, assim como no tópico anterior, está sendo alterada por meio da seleção dos ingredientes utilizados e pela busca por saúde, sustentabilidade e sabor.

Ainda mantendo o ideal sustentável, outro destaque é a produção dos alimentos à base de plantas. Denominada como Ethical Living, essa tendência é tida como um hábito da geração x, que está se propagando mais rapidamente na indústria de alimentos. Entre os critérios está a adoção de uma dieta que evite resíduos. Além disso, ao menos 30% dos consumidores relatam preferirem comprar de produtores locais.

Da compra à criação: esse foi mais um ponto citado no documento que faz jus aos demais tópicos. Com o hábito dos consumidores direcionado mais para as experiência do que a posse de bem materiais, a indústria alimentícia também deverá ser atingida. Um exemplo citado é a proximidade com os clientes por meio da personalização das embalagens.

Além disso, os perfis alternativos de negócios como serviços de assinatura e modelos híbridos on-line/off-line tomarão um maior espaço no mercado. O apontamento mostra que o varejo de supermercados e hipermercados serão responsáveis por menos da metade do comércio de bens de consumo até 2021. As tecnologias de um modo geral devem mudar os rumos do setor.

Os efeitos do mundo globalizado também estão entre as tendências que farão a indústria alimentícia mudar, um exemplo disso é a migração. Já em 2018 está previsto um aumento de refeições na Europa Ocidental com inspirações do Médio Oriente. Com isso também surge a necessidade de se ter alimentos básicos de forma acessível, para atender todas as classes.

Fonte: Apex Brasil

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