22 out, 2020
por Daniel Geraldes
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Estudo do Deagro analisa relação Brasil x China

Diversificação de mercado pode ser prejudicada devido à dependência.

A forte demanda da China torna o país o principal destino das exportações brasileiros do agronegócio. O crescimento econômico potencializa a hipótese de que o cenário positivo deve se manter por um longo período. Entretanto, tal dependência, pode resultar na queda do poder de negociação e na redução de mercados.

A ideia é reforçada em estudo recém-concluído pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Baseado na evolução dos embarques do setor para China, União Europeia e Estados Unidos, entre 2009 e 2019, o trabalho realça não apenas a disparada das vendas para a China e a crescente dependência de cadeias produtivas brasileiras como a da soja do mercado asiático, mas também salienta o avanço das vendas para os EUA e sobre a queda do valor dos embarques para a União Europeia durante o período analisado.

Diversificação do mercado. Devido às suas elevadas exigências fitossanitárias e pelo amplo consumo de produtos de mais valor agregado, EUA e UE se mostram mercados essenciais para o Brasil, tornando tal relação um cartão de visita para outros países, o que torna os trâmites dos protocolocos necessários para viabilizar o comércio agropecuário mais ágeis.

“Nos preocupa ver uma concentração cada vez maior nas exportações para a China, e em poucos produtos”, afirma Roberto Betancourt, diretor do Deagro. “Nos últimos anos, a geopolítica também beneficiou o Brasil na China por causa das disputas comerciais entre Pequim e Washington, mas, em contrapartida, tem nos prejudicado na UE”, observou.

O estudo mostra que em 2009, as exportações do agronegócio brasileiro para a UE alcançaram US$ 19,1 bilhões, ou 30% do total setorial, já no ano passado o valor caiu para US$ 16,8 bilhões, 17,3%.

“É verdade que a Europa está ficando muito complicada e que há países que podemos acessar com mais facilidade. Mas é preciso ter equilíbrio e o mercado europeu não pode ser deixado de lado”, diz o diretor da Fiesp, que completa a observação reiterando que mesmo nos EUA, concorrente do Brasil em mercados como grãos e carnes, ainda há um grande potencial a ser explorado com acordos específicos.:“Os EUA importam US$ 20 bilhões por ano em frutas, por exemplo, e nossa participação é próxima de zero”.

Relação em números
Em 2009, aponta o estudo, baseado em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques do agronegócio brasileiro para a China renderam US$ 8,9 bilhões, ou 15% do total setorial. Já em 2019 as vendas somaram US$ 31 bilhões, quase 250% mais, e a participação chinesa subiu para 32%. No intervalo de 12 meses entre agosto do ano passado e julho último, foram 33% de US$ 71,3 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

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