15 mar, 2019
por Daniel Geraldes
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Exportações mantém ritmo com novos mercados

Em fevereiro os embarques registraram 139.318 toneladas.

Segundo informações da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX, depois de um início de ano que apenas igualou os números de janeiro do ano passado, em fevereiro a movimentação se recuperou com exportações de 139.318 toneladas contra 120.924 em 2018 (+15%) enquanto a receita foi de US$ 518,4 milhões contra US$ 483,5 milhões (+ 7%).

Embora a China tenha reduzido suas compras em mais de 10 mil toneladas, nos dois primeiros meses do ano, e o Egito, Irã e Estados Unidos também tenham diminuído suas aquisições, as exportações totais de carne bovina (in natura e processada) estão mantendo seu ritmo de crescimento graças as importações feitas por novos mercados como Turquia e Filipinas e com o retorno do fluxo de comércio tradicional com clientes como a Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes.

No total do bimestre, as exportações somaram 262.790 toneladas contra 244.637 toneladas no mesmo período de 2018 (+7%), enquanto que a receita caiu: de US$ 1 bilhão no ano passado foi a US$ (975,7 (-3%) em 2019.

Os países que mais colaboraram para o crescimento das exportações em volume da carne bovina foram a Rússia, que saiu de 469 toneladas para 8.342 toneladas neste ano (+678%); a Turquia, com 355 toneladas em 2018 e 5.750 toneladas em 2019 (+516%); Emirados Árabes, com 3.492 toneladas em 2018 e 10.799 toneladas em 2019 (+ 210%); Filipinas, com 2.154 toneladas no ano passado e 5.191 toneladas (+ 141%) neste ano. Na União Europeia, a Itália (+ 28,4%) e o Reino Unido (+21,4%) também elevaram suas aquisições.

A China, através de Hong Kong e do continente, continua sendo o maior cliente do Brasil para a carne bovina, com movimentação de 106.641 toneladas no bimestre (43,6% do total). Em segundo lugar está o Egito, com importações de 27.225 toneladas no bimestre (10,4%% do total); em terceiro vem o Chile, com 14.514 toneladas (5,5% do total); e na quarta posição o Irã, com 13.611 toneladas (5,2% do total).

Segundo a ABRAFRIGO, 69 países aumentaram suas importações do produto enquanto outros 55 diminuíram. Para 2019, a ABRAFRIGO prevê um crescimento de 5% nas exportações de carne bovina in natura e processada.

Fonte: Abrafrigo

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