13 jan, 2020
por Daniel Geraldes
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Fretes tendem a subir acima da inflação

Safra atual deverá impulsionar o fluxo rodoviário a partir de março.

Discussões e incertezas permeiam o mercado de fretes rodoviários desde o último ano, quando se iniciou a espera judicial da validade da tabela de preços mínimos. O status se perdura no início deste ano, que deve ter um fluxo rodoviário elevado devido à previsão de uma safra recorde. Os valores podem ficar 5% acima da inflamação.

Em algumas regiões de maior concorrência, as altas poderão superar 10%. E o pico de demanda será em março, e não em janeiro e fevereiro, como foi em 2019, isso porque os grãos foram semeados nesta safra no período tradicional – e não antecipadamente, como no ciclo passado, de forma que a colheita ganhará força a partir de fevereiro na maior parte dos polos.

A previsão foi obtida a partir de um cenário traçado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), que acompanha de perto esse mercado e foi contratado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para destrinchar os custos dos caminhoneiros e bolar uma tabela de preços mínimos capaz de apaziguar os ânimos na cadeia produtiva.

Valores praticados
De acordo com o pesquisador da Esalq-Log, Abner Matheus João, os valores usuais atualmente no mercado de fretes remuneram os caminhoneiros e estão acima dos indicados pela tabela em vigor. “Pelos nossos cálculos, mesmo no período de baixa os motoristas estão recebendo o suficiente para pagar os custos, apesar de o cálculo de lucro ser controverso”, pontua.

Em entrevista ao Valor Econômico, um dos caminhoneiros entrevistados, discordou da afirmação. “No período de colheita, conseguimos realmente os valores da tabela ou até acima, porque há muita demanda. Mas, durante o resto do ano, é um salve-se-quem-puder. Aceitamos qualquer coisa para não ficarmos parados, e muitas vezes temos prejuízo.

Em 2019, durante a colheita, o frete de retorno chegou a ser elevado em 30% em algumas rotas. Na ocasião, tradings chegaram a pagar para os veículos voltarem vazios mais rapidamente. No Mato Grosso, maior produtor de grãos do País, de Sorriso ao terminal de Rondonópolis o preço médio do frete rodoviário foi de R$ 117,60 a tonelada em janeiro de 2019.

Já para 2020, segundo o cenário traçado pela Esalq-Log as médias devem ser de R$ 105,58 neste mês, R$ 118,26 em fevereiro e R$ 129,53 em março – 10,1% acima de janeiro do ano passado. Em outras rotas importantes para os grãos, o comportamento deverá ser semelhante.

Fonte: Valor Econômico

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