21 mar, 2019
por Daniel Geraldes
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Identificada proteína da canola envolvida na polinização

Objetivo é acelerar a polinização mesmo em condições ambientais desafiadoras.

Pesquisadores de biologia vegetal da Faculdade de Ciências da Universidade de Calgary, no Canadá, descobriram uma proteína-chave de canola e o papel vital que ela desempenha na polinização bem-sucedida. A descoberta da proteína fosfolipase D1 (PLD1) poderia ser usada por empresas de biotecnologia para criar novas variedades híbridas mais vigorosas de canola, além de promover e acelerar a polinização mesmo em condições ambientais desafiadoras, dizem os pesquisadores.

Em um novo estudo, os drs. Marcus Samuel e Sabine Scandola identificaram a proteína e mostraram que ela é necessária tanto para a polinização quanto para o processo bioquímico pelo qual as plantas de canola rejeitam a autopolinização e a autofecundação para evitar endogamia. “Nós identificamos um novo e importante alvo no caminho da auto-incompatibilidade, que poderia ser aplicado na indústria de canola na produção de plantas híbridas”, diz Samuel, professor associado de biologia celular integrativa do Departamento de Ciências Biológicas.

O estudo da UCalgary também é o primeiro a mostrar que uma molécula lipídica no tecido reprodutor feminino é essencial na sinalização bioquímica que permite que o pólen, o tecido reprodutor masculino, se estabeleça no tecido reprodutivo feminino em plantas de canola, levando assim à fertilização e produção de sementes.

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