7 mar, 2018
por Daniel Geraldes
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MAPA emite comunicados para embaixadas brasileiras sobre a Operação Trapaça

Maggi alega que inconformidades haviam sido identificadas recentemente pelo ministério.

Comunicados foram emitidos para as embaixadas brasileiras de países que importam a carne nacional após o início da Operação Trapaça. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), Blairo Maggi, informa que a medida foi tomada para evitar possíveis embargos.

“Na Operação Carne Fraca, deflagrada em março de 2017, uma das grandes reclamações que ouvi dos países é que demoramos para informar. Mas desta vez, a primeira coisa que fiz foi avisar nossos postos diplomáticos”, afirma Maggi.

A mensagem enviada aos embaixadores brasileiros destaca que as irregularidades estão entre empresas privadas. O ministro também reitera que o MAPA já havia identificado recentemente inconformidades com os índices de salmonella na carne de frango exportada.

Em função das irregularidades, antes da operação ser iniciada oficialmente, o ministério já havia proibido sete unidades de BRF (São Paulo/SP), Seara (São Paulo/SP) e Aurora (Chapecó/RS) de exportar a 12 mercados, entre os quais União Europeia (UE), Rússia, Cingapura e África do Sul.

A União Europeia cobrou explicações do governo brasileiro sobre a nova etapa da operação, para decidir se adotará ou não medidas adicionais sobre a importação da carne. A porta-voz da divisão de Saúde e Segurança de Alimentos da UE, Anca Paduraru, conta que acionou sua delegação diplomática em Brasília para obter informações relacionadas ao caso.

A carne de frango brasileira destinada à UE é duplamente controlada. Primeiro no Brasil, onde tem que receber um certificado oficial, depois quando chega nas fronteiras do bloco, onde 100% das cargas são checadas. Como a carne bovina, a de frango também é submetida a exames microbiológicos.

“A comissão europeia poderá adotar medidas adicionais no futuro ser for necessário à luz de outras informações que podemos receber”, acrescenta Paduraru. Segundo ela, a certificação pré-exportação adicional e os controles reforçados nas fronteiras da UE permanecem em vigor para carnes brasileiras, afim de garantir a segurança dos produtos importados pelo bloco comunitário.

Fonte: Valor Econômico

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