21 maio, 2020
por Daniel Geraldes
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MAPA segue etapas técnicas de erradicação da aftosa

Estudos para reconhecimento de áreas livres sem vacinação estão em andamento.

Os estudos soro epidemiológico para febre aftosa, etapa necessária para que possam pleitear à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) o reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, seguem sendo realizado no Rio Grande do Sul, Paraná e os Estados que compõem o Bloco I do Plano Estratégico (PE) 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (composto por Rondônia, Acre, 13 municípios do sul do Amazonas e cinco municípios do oeste de Mato Grosso). O processo está sendo coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O objetivo do estudo é comprovar que não existe a transmissão do vírus da febre aftosa nessas regiões. A etapa consiste na coleta de amostras de sangue e inspeção clínica dos animais, além da aplicação de um questionário que deve ser respondido pelo produtor rural. A metodologia utilizada e os resultados obtidos irão compor o relatório que será enviado à OIE.

Para a execução desse trabalho, 120 médicos veterinários dos serviços veterinários dos estados lideram as equipes de campo. As amostras serão enviadas e processadas nos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) do Ministério, situados em Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Belém (PA). A previsão é concluir os estudos até julho. A seleção das propriedades foi feita por amostragem e abrangerá 995 estabelecimentos rurais, com cerca de 50 mil bovinos.

Trabalhos durante a pandemia. De acordo com o chefe da Divisão de Febre Aftosa do MAPA, Diego Viali dos Santos, estão sendo tomados todos os cuidados para a prevenção da Covid-19, seguindo as normas sanitárias definidas pela área de saúde. “Os médicos veterinários são profissionais da saúde, possuem conhecimento e capacitação para tomar todas as medidas que mitiguem o risco da disseminação da Covid-19, realizando o trabalho a campo com segurança para os produtores, trabalhadores rurais e dos próprios servidores do serviço veterinário oficial”.

O diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Geraldo Moraes,  informou que o resultado do trabalho será encaminhado, junto com outras informações, em agosto ao Grupo ad hoc de febre aftosa do Comitê Científico da OIE, que irá avaliar o atendimento das condições necessárias para reconhecimento internacional das áreas como livres de aftosa sem vacinação. Caso o comitê recomende o pleito do Brasil, a proposta é enviada à Assembleia Geral da OIE, prevista para ocorrer em maio de 2021, quando os países-membros irão votar o reconhecimento.

Fonte: MAPA

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