16 dez, 2019
por Daniel Geraldes
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Martelos e Peneiras – A eficiência na moagem passa por eles

Martelos e Peneiras – A eficiência na moagem passa por eles
As particularidades e os aprimoramentos destes importantes componentes

No processo de moagem, os martelos e as peneiras são importantes componentes dos moinhos, afinal são eles que desempenham, respectivamente, as funções de processamento e de granulometria dos materiais.

Por: Lia Freire

Os moinhos de martelo se caracterizam pela produção elevada e trabalham atendendo a moagem de uma grande variedade de materiais. A Jaumaq Indústria e Comércio disponibiliza diversas opções de tamanhos destes moinhos, que podem admitir motores de várias potências, com aumento da capacidade, sem prejudicar a qualidade do procedimento de moagem. Atualmente em seu portfólio há opções de 150kg/h até 10.000kg/h. Por tais características, esses equipamentos apresentam a melhor relação de potência x capacidade produzida.

O engenheiro da Jaumaq, Marcelo José Bonato, explica que neste tipo de moinhos de martelo, a moagem é feita por martelos flutuantes, que são usinados e endurecidos por tratamento térmico, tendo como vantagem a possibilidade de utilizar os seus quatro cantos, proporcionando uma elevada vida útil da peça. “À medida que o moinho é alimentado pelo material a ser moído, este tem o seu tamanho reduzido pelo movimento dos martelos. Em seguida, o material passa por uma tela perfurada, a peneira, que está localizada na parte inferior do mesmo, controlando o material de saída”, explica Marcelo.

O Gerente de Vendas Técnicas da CPM Roskamp Champion, Evandro Magnus, acrescenta que os martelos e peneiras são as principais partes que compõem os moinhos. “Basicamente, o material que se deseja reduzir o tamanho sofre a interferência do movimento/velocidade dos martelos contra a peneira. O impacto do material na peneira, somado aos demais aspectos do sistema, como, aspiração, velocidade periférica e diâmetro do rotor, além do padrão dos martelos, são responsáveis pela redução de tamanho das partículas, ou seja, pela moagem dos materiais.”

A peneiras/telas da CPM são produzidas com material que proporciona uma vida útil maior às peças, além disso, a posição dos furos garante que o material processado seja moído adequadamente e haja um desgaste uniforme da tela. Sobre a área aberta de tela, essa é uma característica que está relacionada à capacidade de moagem, por isso, as telas que são construídas com menor área aberta e têm posição incorreta dos furos podem reduzir a capacidade de produção do moinho em até 40%. “As peneiras/telas são itens de maior desgaste no moinho, por isso, devem ser repostas assim que seja notada a redução de capacidade entre 15% e 20%”, cita Evandro.

Em relação aos martelos, a CPM desenvolveu a versão DIAMOND™. Cortado à laser, sua superfície de contato é revestida em carboneto de tungstênio e o balanceamento é feito com alta tecnologia. “Desta maneira, a vida útil do martelo é até cinco vezes superior ao padrão do mercado, reduzindo o custo de substituição de peças e paradas de equipamento. Lembrando que os martelos devem ser repostos quando o desgaste ultrapassar os 25% da espessura.”

Por meio do seu laboratório de testes, o fabricante sempre investe em melhorias das peças. “Em nosso laboratório podemos receber amostras de materiais dos clientes e desenvolver soluções customizadas. Recentemente destacamos os estudos no material dos pinos e martelos”

Atendendo às demandas específicas, a CM Metais Perfurados fabrica martelos e peneiras para todos os tipos de moinhos. “De acordo com a furação e a espessura solicitadas pelo cliente, as nossas peneiras são produzidas transversalmente, contribuindo para a durabilidade e melhor desempenho dos moinhos”, ressalta o Gerente de Vendas da CM Metais Perfurados, Carlos Santos Mariano.

São dois tipos de martelos desenvolvidos e fabricados pela Agricorte, marca distribuída no Brasil pela STS Distribuidora. Tem os martelos tratados com perfil especial e martelos com revestimento antidesgaste e nova tecnologia de aplicação (terceira geração), sempre visando melhorias na produtividade e aumento de durabilidade. “É uma nova tecnologia em revestimentos para martelos de moinhos de processamento de ração animal, capaz de aumentar em 30% a produção, sem a necessidade de instalação de uma nova máquina, resultando na terceira geração do equipamento. A novidade envolve dispositivos personalizados para a inserção em equipamentos já utilizados. Produzimos a mesma peça, porém com material e tecnologia que lhe garantem maior vida útil e produtividade. Assim, é só trocá-la para gerar mais produtos com maior rapidez”, esclarece o Diretor Comercial, da STS, Moacyr Milanez.

A Metalúrgica Tatinho segue a tendência do mercado, que está mais exigente quanto à rentabilidade e qualidade dos martelos e peneiras. “As exigências das graxarias, por exemplo, ocorrem em relação à granulometria das farinhas, neste caso, fornecemos peneiras que se adequam às demandas. As evoluções em nossas peças são feitas em conjunto com os clientes, desta maneira são asseguradas que todas as necessidades serão atendidas, inclusive em termos de praticidade e facilidades na manutenção dos moinhos, sempre com opções que resultem no melhor custo-benefício”, justifica o sócio-proprietário da Metalúrgica Tatinho, João Geraldo Catto, lembrando que os mais recentes investimentos realizados pela empresa em seus martelos estiveram relacionados às matérias-primas aplicadas e nos tratamentos térmicos, levando à maior rentabilidade e segurança.

Fonte: PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DA REVISTA GRAXARIA – ED. JUL/AGO 2019. PROIBIDO PUBLICAÇÃO TOTAL OU PARCIAL SEM AUTORIZAÇÃO DA EDITORA STILO.

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