1 set, 2021
por Daniel Geraldes
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Mercado de Borra e Ácidos Graxos | Agosto 2021

Por Lucas Gois | Especialista da Aboissa commodity Brokers

A indústria de alimentos teve um primeiro semestre de estabilidade nas vendas para o mercado interno, com crescimento de apenas 0,2%, segundo a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), que registrou R$ 308 bilhões de faturamento no período. Para o segundo semestre, a perspectiva é de um crescimento mais robusto por causa da retomada da categoria de alimentação fora do lar, que começa a recuperar o fôlego com o avanço do Programa Nacional de Imunização e o fim das restrições de funcionamento. Ainda segundo a Abia, o aumento dos preços das principais commodities agrícolas e a restrição da oferta de material para embalagens de metal e plástico ainda eleva os custos e pressiona o setor.

A produção nacional de soja foi confirmada em 136 milhões de toneladas, segundo o relatório de levantamento mensal, divulgados em agosto pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), mas mesmo diante desse recorde, o preço da principal oleaginosa do país continua em alta. O Paraná, considerado o terceiro maior produtor de soja e líder absoluto na produção de carne de frango, recebeu na segunda semana de Agosto, em média, R$ 151,47 pela saca de 60 quilos de soja. Isso representa valorização de 47% se comparado com o preço pago no mesmo período do ano passado, quando a saca custava R$ 103.

Segundo a Consultoria AgResource Brasil, na última semana do mês de agosto a saca de soja atingiu R$ 165 devido ao persistente clima seco no Meio-Oeste dos EUA. Outro cereal que também têm colaborado com o aumento do custo de produção é o milho.

Quanto mais a colheita avança mais claras ficam as perdas no Mato Grosso do Sul, que só perde o posto de primeiro lugar para o estado do Paraná. O mercado futuro já mantém valores acima de R$ 100,00 a saca e o mercado físico mostra elevação. É estimada a importação de aproximadamente quatro milhões de toneladas de milho para suprir parte da demanda nacional.

O Paraná apresentou alta no preço do frango vivo e pela segunda semana consecutiva, elevando assim, o valor para 1,42%. Em julho, também por quatro semanas, o estado registrou o preço de R$ 5,50. A primeira quinzena de agosto encerrou em alta no preço do suíno vivo em quatro dos sete estados pesquisados. Nos outros três, houve estabilidade.

Em Santa Catarina, após queda no preço do suíno vivo, houve uma alta de 1,60%, elevando o preço para R$ 7,22 no final da primeira quinzena de agosto. Já sobre a carne bovina, o Brasil encerrou o segundo trimestre com uma redução de abate de 4,5%, em relação ao resultado do segundo trimestre de 2020. A baixa liquidez limitou variações de preços, mantendo os R$310,50 por arroba em Barretos e Araçatuba, segundo a Consultoria Scot. Diante deste cenário, alguns pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) acreditam que para o Q3, o custo da ração animal continuará em alta, pressionando os preços das proteínas de origem animal.

Já sobre a última medida do Governo Federal de aumentar em 2pct a produção de biodiesel para atender a demanda nacional de setembro e outubro, acredita-se que haverá mais disponibilidade de borra no mercado, mas em virtude de um mercado de proteína animal muito aquecido, somado a alta do dólar e a forte escassez de milho, o mercado não tem previsão de quando haverá um alívio nos preços da Borra e consequentemente do Ácido Graxo, pelo contrário, a expectativa é de elevação, pelo menos até outubro de 2021. Hoje a borra custa R$ 1,30/kg FOB Planta com impostos e o ácido graxo R$ 5,70/kg CIF SP com impostos.

Fonte: Aboissa News

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