23 jan, 2020
por Daniel Geraldes
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Mercado interno deve ter baixas dos estoques de milho

Período de seca e alta das exportações estão entre fatores que colaboram com este cenário.

Em face das volumosas exportações de proteína animal, da seca na região sul e dos atrasos no plantio, os produtores devem enfrentar problemas com a falta de milho ainda neste semestre. O mercado interno ficará dependente da segunda safra, que deve ser colhida em julho.

De acordo com o presidente da da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, o cenário é preocupante. “Da demanda total, 96% destinam-se à nutrição animal, principalmente dos plantéis de aves e suínos”, explica e ressalta: “Não há dúvidas de que o ano será excelente para exportação das carnes brasileiras. Porém, vamos precisar de muito milho e esse grão estará mais caro em razão do comportamento do clima e de outros fatores”.

A agroindústria espera que a segunda safra de milho garanta o abastecimento no segundo semestre, regularizando o cenário de oferta.

Proteína animal
A cadeia produtiva do segmento de carnes faz projeções otimistas para 2020, devido ao crescimento das exportações para a Ásia impulsionados pelos casos de Peste Suína Africana (PSA). Para o presidente da Faesc, “reorganizar e recompor a produção leva muito tempo e a Ásia inteira precisa de muita carne”.

A expectativa é de que novos frigoríficos sejam habilitados para exportar aos chineses. Além da expansão de novos mercados do continente asiático, como o Vietnã, que aumentou 82,6% as suas importações de carne suína em 2019. As importações de carne suína pela China, que já foram recorde em 2019, devem ser ainda maiores neste ano, de acordo com projeção do Rabobank. A produção de carne suína na China deve cair cerca de 15% em 2020.

Em relação aos bovinos a previsão também é positiva, tanto em receita quando em volume. Entre os novos mercados previstos estão Canadá, Coréia do Sul, México e Turquia. A liberação da carne com osso para o gigante asiático também está em discussão.

Fonte: Assessoria de Impresa

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