16 mar, 2018
por Daniel Geraldes
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Novos caminhos para capacitar as equipes de trabalho e liderança

Como está a sua Sabedoria Interior e o que isso tem a ver com a capacitação das equipes de trabalho e dos times de liderança?

Master Coach e Mentor Adviser Holístico Sistêmico Humanizado, além de escritor, palestrante, conferencista e CEO da THOR Desenvolvimento Humano, Dimitrios Asvestas, fala sobre o tema e também observa a utilização cada vez mais freqüente, em times de gestores e de liderança, de mapas de perfil comportamental e de vida para traçar e evidenciar a “missão de alma” ou como alguns preferem chamar, “propósito de vida”. O assunto abordado na palestra que Dimitrios conduziu na última edição da ABISA Nordeste teve uma excelente repercussão e agora apresentamos o tema nesta entrevista.

 

Revista Espuma – O que é e como funciona o processo de “Mentoria Holístico Sistêmico”?

Dimitrios Asvestas – Atualmente entendemos e sentimos que o ser humano deve estar em isoconformidade com a vida e com as leis da natureza. Isor = Isoformismo, ou seja, um padrão de conformidade e que deve ter coerência. Despertar para uma vida feliz e com sentido. O processo de Mentoria Holístico Sistêmico consiste em orientar e despertar o mentorado para a mentalidade prestadia (desejo sincero de servir), considerando que viver uma vida com plenitude está ligada diretamente a harmonia entre os 14 subsistemas que compõem nossas vidas.

O trabalho que conduzo de mentoria no Módulo I tem início com um processo dinâmico a partir de encontros semanais, podendo ser realizado, inclusive via skype ou whatsApp, o que viabiliza o atendimento a clientes e empresas pelo mundo. Trabalhamos com agendas temáticas, ou seja, temas específicos, tais como:

  • Performance pessoal / profissional
  • Compreensão Isomórfica
  • Ampliação de Visão
  • Clima e Centramento
  • Evolução e Novo Tempo
  • Gestão de Mudanças
  • Estrutura Mental
  • Ampliação da Mentalidade
  • Administração e Superação de Conflitos
  • Além de agendas com temas livres, dependendo do momento e evolução do mentorado.

Com desenvolvimento do mentorado, podemos seguir para o Módulo II e, posteriormente, com o projeto de Holomentoring Avançado. Os trabalhos podem ser desenvolvidos tanto de maneira individual, com CEO’s, gestores, pessoas físicas, ou então, com equipes de liderança, visando potencializar resultados e melhoria de performance em todas as áreas.

 

Revista Espuma – Para o ambiente corporativo, qual a importância e os benefícios deste trabalho?

Dimitrios Asvestas – Há uma melhora significativa da produtividade, redução do desperdício de tempo, resolução de conflitos, guerra de poder, melhor integração entre times de trabalho, eliminação de retrabalho, melhora significativa no clima organizacional e eliminação de perdas e reclamações com clientes. Sempre considerando que, à medida que os processos evoluem, o foco será na excelência de cada um em sua respectiva área de atuação.

 

Revista Espuma – As empresas brasileiras estão habituadas a trabalhar essa questão? Qual a sua percepção?

Dimitrios Asvestas – Infelizmente, no Brasil ainda não temos consolidado o conceito de investir no desenvolvimento humano e nas equipes de colaboradores. Essa questão é percebida, especialmente entre micros, pequenas e médias empresas, havendo também alguns casos nas de grande porte. É comum as companhias buscarem investimentos nas áreas de tecnologia e equipamentos, deixando de lado as questões voltadas ao humano e sentimentos. Na minha percepção, diante das grandes mudanças que o mundo está atravessando e do despertar da consciência em relação a essa necessidade, em breve, a nova realidade das corporações será o investimento no desenvolvimento e crescimento humano.

 

Revista Espuma – Qual é o melhor momento para a empresa tomar a iniciativa e investir nesta questão?

Dimitrios Asvestas – Entendo que o melhor momento é sempre o AGORA, pois só temos “ele” para viver. Muitas vezes ficamos estáticos na expectativa de encontrar o esperar pelo melhor momento e a vida nos ensina que não é assim que funciona. Por isso, digo que o melhor momento para iniciar um programa de treinamento e capacitação dos times de trabalho é exatamente o AGORA. Isso funciona para tudo na vida e em todos os seus aspectos.

 

Revista Espuma – Você teria algum case para elucidarmos?

Dimitrios Asvestas – Por questões de sigilo e confidencialidade, irei expor uma situação real, mas sem revelar o nome do cliente. Uma determinada empresa do setor de alimentação, há anos não estava conseguindo atingir suas metas e tinha como justificativas frases feitas, como:  “o concorrente pratica preços inferiores”; “os profissionais estão acomodados”; “o mercado está em crise”, entre outras.  Há dois anos iniciamos o projeto de mentoria, que envolveu todo o time (140 colaboradores), incluindo de gestores aos profissionais da portaria. Como resultado dos processos de isoconformidade, conseguimos resultados expressivos e crescimento de 24,5% entre maio de 2016 e abril de 2017, período considerado de maior crise em nosso país.

 

Revista Espuma – Na sua opinião, quais os caminhos que podem ser percorridos para capacitar as equipes de trabalho e de liderança, especialmente em tempos de incertezas e dificuldades? 

Dimitrios Asvestas – Não seria exatamente um caminho, mas uma mudança de postura dos gestores que devem abrir a sua mente e começar a ouvir mais o seu time. As grandes e melhores soluções encontram-se exatamente junto ao nosso time de trabalho. Porém, há maneiras mais produtivas para desenvolver esse tipo de trabalho. É preciso contar com profissionais qualificados em lidar com o comportamento humano. A maior resistência, ainda permanece na mente dos donos das empresas, principalmente as familiares, onde se crê que por ter atingido o sucesso, o modelo de gestão deve ser mantido, garantindo a permanência no mercado. Infelizmente, na prática, isso não é verdade. As empresas que não se abrirem para um novo modelo de gestão, colaborativa, participativa, compartilhada, permitindo que o time “fale” com um gestor disposto a ouvir, as chances de perecerem é muito grande, já que as mudanças que estão por vir não conseguirão ser assimiladas com facilidade pelas gerações anteriores.

 

Revista Espuma – Nos conte sobre o uso dos mapas de perfil comportamental e de vida, nos times de gestão e de liderança? Qual a sua importância e benefícios?

Dimitrios Asvestas – Se pudéssemos elencar em uma escala de 0 a 10 a importância de se traçar os mapas de perfil comportamental profissional e de missão da alma do time de gestores e/ou liderança, eu diria que ultrapassaria os 12 pontos, com toda certeza. Os prejuízos financeiros que recaem sobre a empresa, não somente com a queda nos resultados, mas, principalmente, em longo prazo devido o clima de estresse vivido é infinitamente maior do que os investimentos necessários para alinhar os perfis de todo time de gestão.

De maneira análoga, poderíamos dizer que traçar mapas tanto de perfil, quanto de missão da alma, dos líderes e gestores está na mesma proporção que iniciarmos uma viagem de veleiro sem uma bússola calibrada. As chances de chegarmos ao destino, além de ser remota gera um desgaste muito grande em toda a tripulação. Por outro lado, traçando os mapas, os resultados são como içar as velas do veleiro e aproveitar a força dos ventos para nos impulsionar na direção que desejamos, bastando apenas controlar o leme e aproveitar a força dos ventos. Trabalhar sem mapeamento das equipes seria como “empurrar um elefante na subida”, ou seja, sem chances.

 

Revista Espuma – Em suas palestras e mentorias você fala sobre “O Despertar da Sabedoria Interior”. O que é essa tal de Sabedoria? 

Dimitrios Asvestas – A Sabedoria vem do Alto (tem ligação com Deus; a Sabedoria vem de Deus) e surge a partir do momento em que aplicamos o que chamamos na “Teoria Blue U”, de Otto Scharmam, de esvaziar a mente. É quando silenciamos ou baixamos a frequência mental. Nesse mundo de conexões que vivemos, cada vez mais nos vemos em nossas próprias armadilhas mentais (bolhas mentais), envolvidos em problemas a serem resolvidos e que, na maioria das vezes, não encontramos as soluções adequadas.

Despertar a Sabedoria Interior vem ao encontro do fato de que somos parte do Universo e este habita em nós e está ligado diretamente ao despertar sobre o conhecimento e aplicação da Física Quântica, Alquimia, estudos da Kaballah, Mapas de Perfil e de Missão de Alma, onde todos esses conhecimentos se alinham e se fundem de tal maneira que “surge” no ser humano um sentimento de plenitude, onde a Felicidade Condicionada deixa de existir. Ter ou não ter algo não condiciona meu estado de felicidade pela vida. Portanto, ter uma equipe Desperta, projeta a empresa a níveis de crescimento e harmonia nunca vistos ou sentidos anteriormente.

 

Revista Espuma – Como é feito o trabalho de orientação ao descobrimento desta Sabedoria e os benefícios proporcionados?

Dimitrios Asvestas – A missão do Despertar a Sabedoria Interior, tanto de maneira individual quanto coletivamente, é desenvolvida na empresa a partir de um programa que insere em seu conteúdo, palestras, workshops, vivências, retiros, desenvolvimento e construção dos Mapas Pessoais, de Liderança e Empresariais, além dos programas mais avançados de Mentoria Holístico Sistêmico. Em relação aos benefícios conquistados por toda empresa e seus envolvidos são: harmonia no ambiente de trabalho, maior sincronicidade entre pessoas e departamentos, resolução de conflitos, metas e objetivos mais facilmente alcançados, baixa dos níveis de estresse e afastamentos pelos mais diversos motivos, maior tranquilidade e harmonia nos relacionamentos pessoais e familiares, resultando em aumento da produtividade.

 

Revista Espuma – Uma outra questão levantada por você é potencializar os resultados, utilizando a própria energia do Universo. Como é conduzido este trabalho?

Dimitrios Asvestas – Muito embora possa parecer repetitivo ou redundante, potencializar os resultados na empresa utilizando a energia do Universo é como falamos acima: você coloca um barco a vela no mar e se aproveita da força dos ventos para ir ao encontro dos objetivos traçados ou definidos. Ou seja, aproveitamos toda energia dos ventos (Universo) para nos levar ao destino desejado. Infelizmente, o que acontece hoje em dia é que em sua grande maioria, seja no ambiente corporativo, seja na vida pessoal, as pessoas não têm seus objetivos definidos ou traçados, dispersando Energia Vital (energia da vida) para com muito esforço remar – muitas vezes inclusive contra os ventos – para tentar chegar a lugar algum. Isso tudo no ambiente corporativo pode significar sacrificar o time de profissionais, que passam o tempo todo competindo inclusive entre si, na própria empresa, ao invés de somar forças entre os departamentos para que possam promover o crescimento e a ascensão de todos e da própria corporação.

 

Revista Espuma – Qual a sua mensagem para o mercado?

Dimitrios Asvestas – Como momento de reflexão, sugiro a todos que não deixem de “apreciar as flores no caminho” e levem uma vida com mais leveza. Ao chegarmos em nossa existência humana, a maioria decide colocar uma mochila nas costas e ao caminhar pela vida começam a carregar pedras e paralelepípedos. Ao longo da jornada a mochila vai pesando e a vida fica ruim de ser vivida. Surge a depressão, o stress, a ansiedade, a angústia e os conflitos. Tudo na vida são vaidades. Aquela velha máxima de que: caixão não tem gavetas é real. A única coisa que iremos levar dessa passagem são as experiências emocionais positivas que promoverão o nosso “DESPERTAR”. Abra mão das vaidades, da felicidade condicionada e livre-se da mochila que carrega e de sentimentos como o rancor, ódio, vaidade, desejos de reconhecimento, comparações e anseios.  Se não fizer isso, fatalmente seu corpo começará a dar sinais que algo em sua vida ou a maneira que a está conduzindo não está em isoconformidade com as Leis Máximas do Universo.

Doenças, inclusive o câncer, as dores inexplicáveis pelo corpo, enxaquecas, tumores, alergias… A somatização destes efeitos no corpo é a forma que o Universo tem de lhe chamar a atenção em relação à maneira que está vivendo. Lembre-se que a vida é muito curta para ser pequena. Ao longo de minha jornada conheci pessoas que são tão pobres, mas tão pobres, que a única coisa que possuem é dinheiro. Se não despertarmos para nossa real missão de alma, corremos o risco em certo momento da vida de descobrimos que vivemos uma vida sem sentido. Portanto, invista em você, invista em seu time de colaboradores, inicie um projeto audacioso, “Desperte a Sabedoria Interior” e notará um crescimento isomórfico em diferentes aspectos da sua vida.

PUBLICAÇÃO REVISTA ESPUMA – EDIÇÃO JANEIRO/FEVEREIRO 2018.

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