28 jan, 2021
por Daniel Geraldes
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O mercado Pet Food e as suas Embalagens

Na esteira da evolução da indústria Pet Food estão as embalagens, que constantemente são aprimoradas para manter as rações bem conservadas e protegidas, bem como facilitar o manuseio e transporte. Além disso, a pegada da sustentabilidade parece um caminho sem volta!

Por: Lia Freire

Quando falamos em uma embalagem, imediatamente pensamos em suas funções de proteger, armazenar e transportar. Mas também, ela transmite os valores e o posicionamento da marca no mercado e proporciona uma experiência sensorial ao cliente que envolve desde as facilidades em abrir a embalagem, passando pelo armazenamento e o quanto ela desperta o interesse do consumidor no ponto de venda. Por todas essas questões cada detalhe é pensado cuidadosamente.

A Cristal Embalagens atende o mercado pet food, disponibilizando embalagens com barreiras EVOH e Poliamida, além de diversas estruturas (mono, dupla laminação, PET, BOPP, coextrusadas, dentre outras que se adequam à necessidade de cada cliente). A empresa aplica válvulas de saída de ar nas embalagens com o objetivo de manter a integridade do produto embalado. Também há versões com fundo quadrado, melhorando o visual na gôndola do supermercado, além dos modelos em solda fundo e “T”.

No primeiro semestre de 2021, a Cristal trará novidades com alguns “facilitadores”, visando aprimorar o visual, a praticidade e a segurança dos que manuseiam o produto. “Observamos que para o mercado pet food há uma importante demanda por embalagens com estruturas que facilitam a sua reciclagem após o uso, sem que haja a perda das barreiras que o produto necessita para chegar no consumidor com excelente qualidade. A utilização de monomaterial com as barreiras necessárias, em oxigênio e umidade, por exemplo, foram alguns diferenciais que desenvolvemos para atender esta demanda”, exemplifica o Diretor da Cristal Embalagens, Fabiano Placido, acrescentando que a companhia segue investindo em seu parque fabril e neste ano adquiriu coextrusoras, impressora de 10 cores, laminadora e máquinas de corte com diferencias de acabamento, o que proporcionou novas oportunidades para os clientes. “A expectativa é continuarmos atualizando a tecnologia de nosso parque fabril e a qualificação de nossos profissionais para que os nossos clientes tenham a certeza de que fizeram a melhor escolha!”

O conceito de sustentabilidade ganha relevância

Acompanhando as necessidades do mercado e realizando os investimentos necessários para atender as demandas do setor pet food, a empresa Brasplast vem aumentando a sua oferta. Em curto prazo, o objetivo é investir na tecnologia de extrusão com estruturas 100 % recicláveis de média barreira. Já em longo prazo, o foco será na impressão 10 cores. A mais recente novidade apresentada são as embalagens para o segmento premium com estruturas 100 % recicláveis e fundo colocado.

Também são disponibilizados ao mercado pet food os filmes técnicos com larguras até 130 cm; sacos pré-formados em formatos diversos de 500 g a 25 kg; estruturas laminadas com polietilenos, polipropilenos, BOPP, PET ou Nylon Poli, conforme necessidade; fechamento com sanfona lateral, 04 soldas e box pouch. O Diretor da Brasplast, Artur Deiss, explica que a empresa possui equipes de pré e pós-venda que trabalham para auxiliar o cliente na melhor escolha de cada solução. “Seguimos acompanhando de muito perto as tendências nacionais e internacionais para levar aos nossos clientes o que há de mais atual e inovador em embalagens”, ressalta Artur.

Participando ativamente do mercado pet food, a Canguru, oferece embalagens para cada necessidade. A Especialista em P&D na empresa, Vanessa Macarini de Oliveira, lembra que as soluções para o segmento pet food precisam atender a requisitos técnicos específicos a fim de que as propriedades dos alimentos sejam preservadas. Ela esclarece também que o plástico é empregado de maneira significativa no segmento pet food, uma vez que oferece versatilidade na obtenção das embalagens, garante segurança alimentar e estende a vida útil dos alimentos. Já os formatos, tamanhos e tipos de acabamento variam de acordo com o tipo de produto envasado.

A Canguru está em fase de pré-lançamento de uma nova linha de embalagens, alinhada ao pilar de sustentabilidade. “Buscamos constantemente apresentar novas possibilidades ao mercado, tanto no que diz respeito às formas, quanto às funcionalidades, lembrando que o nosso setor de P&D trabalha focado em quatro pilares: sustentabilidade, proteção, conveniência e apresentação. Nessa linha, sempre buscamos algum diferencial. Investimos diariamente em P&D, seja em ferramentas para desenvolvimento da pesquisa, seja viabilizando informações e materiais para os projetos. Nossa equipe trabalha em parceria constante com uma equipe multifuncional da empresa, que tem um conhecimento aprofundado no processo produtivo de embalagens plásticas flexíveis”, explica Vanessa.

A companhia prevê um cenário promissor para o segmento de embalagens, investindo em iniciativas para colher no futuro os frutos de um trabalho baseado no comprometimento, qualidade e inovação. “Estamos alinhados às demandas do mercado, que busca cada vez mais ações sustentáveis, seja na obtenção de produtos, na informação aos nossos colaboradores, fornecedores e clientes, seja em nosso processo produtivo e em nosso negócio de maneira geral. Continuamos investindo em tecnologias para obtenção de embalagens e procuramos sempre nos adequar ao que o mercado nos solicita, e ao que acreditamos ser fundamental, e inovação é essencial, ainda mais quando falamos de uma empresa referência no mercado de embalagens, que completou meio século em 2020”, diz uma orgulhosa Especialista em P&D.

Quem também desenvolveu embalagem voltada para o segmento de nutrição animal, priorizando a sustentabilidade foi a Klabin. A embalagem produzida em exclusividade para a companhia Tibii foi confeccionada em papelão ondulado nos tamanhos de 10,1 e 15 kg, em um layout desenhado para facilitar o armazenamento e o manuseio. A embalagem é reciclável e produzida com matéria-prima renovável, proveniente de florestas plantadas e certificadas, uma opção mais sustentável para os consumidores.

A Tibii buscou a Klabin para o desenvolvimento dessa embalagem com o desafio de otimizar a proteção dos alimentos para pets que, até então, eram armazenados em embalagens cilíndricas que não aproveitavam 100% dos espaços. A partir daí, a Klabin colocou como propósito ir além de somente oferecer uma embalagem cúbica, mas uma solução ainda mais completa, projetando uma embalagem com zíper, sistema de travamento da tampa para proteção do alimento e o copo dosador acoplado para auxiliar na medição das porções.

A Klabin também desenvolve embalagens flexíveis de papel, tanto na opção pré-formada quanto em bobinas para formatação e envase no cliente com laminação plástica para conferir as barreiras necessárias e para o fechamento hermético que já reduzem pela metade a quantidade de material de fonte não-renovável contida na embalagem. Além de agregar material de fonte renovável, o papel direciona a embalagem pós uso para uma cadeia com mais valor e mais eficiente de reciclagem quando comparada com o plástico (2% do plástico ante 76% do papel). Os sacos pré-formados atendem a volumetria de 15 a 20 kg e a solução de bobinas de papel laminado pode atender todas as gramaturas do portfólio dos clientes. “Este é mais um projeto que estamos desenvolvendo com a Tibii para as volumetrias mais baixas”, conta Gabriella Michelucci, Diretora de Embalagens de Papel Ondulado da Klabin.

Em 2021 os esforços da Klabin estarão direcionados para pesquisar e desenvolver cada vez mais produtos a partir de fontes renováveis, recicláveis e biodegradáveis, com menor impacto ambiental, fomentando um modelo de economia circular, consolidando a sua vocação para a bioeconomia. Além de aportes em pesquisa industrial e florestal, a companhia está com grandes projetos em andamento para os próximos anos. O principal deles é a conclusão da primeira etapa do Projeto Puma II, cujo investimento até 2023 é de 9,1 bilhões de reais e compreende a instalação de duas máquinas de papéis para embalagens com capacidade de produção anual de 920 mil toneladas. “Também adquirimos as unidades de embalagens de papelão ondulado e papel para embalagens da International Paper no Brasil, em outubro deste ano, por 330 milhões de reais, e atingiremos a capacidade instalada de produção de mais de 1 milhão de toneladas de embalagens de papelão ondulado por ano. Essa ampliação da capacidade nos permitirá atender diferentes mercados e clientes. Além disso, seguimos investindo na estratégia de levar serviço de individualização de embalagens para clientes, o e-klabin, que recebeu investimento, entre 2019 e 2020, de R$ 15 milhões, e com o Klabin For You, a plataforma de marketplace que oferece embalagens personalizadas e soluções de papel”, explica Gabriella.

Com o foco em atender um mercado exigente que busca manter a qualidade de seus produtos por meio de embalagens com barreiras adequadas e, ao mesmo tempo, reduzindo seu impacto ambiental de forma sustentável, a Mega Embalagens apresenta a Mega Premium Eco, um dos seus mais recentes lançamentos.
A embalagem monomaterial é 100% reciclável e alinhada à economia circular. Além disso, ela também pode ser produzida com resina verde de fonte renovável, que contribui de forma significativa para a redução da emissão dos VOCs, gases do efeito estufa, ao longo da cadeia, tornando-se uma solução completa, sustentável desde o início até o final do ciclo de vida do produto.

O Gerente Comercial da Mega Embalagens, Gustavo Gräf Kirsch, afirma que além do tema sustentabilidade, atualmente o mercado tem demandado embalagens cada vez mais completas em termos de estruturas e acessórios, visando a proporcionar conveniência e comodidade. As sacarias, por exemplo, possuem formatos como 4 soldas, stand-up pouch e box pouch, que combinados com alto padrão de qualidade e uma grande variedade de acessórios como abre-fácil, zíperes, alças, válvulas de saída de ar, entre outros, fazem com que as embalagens se diferenciem no ponto de venda.

Apesar do ano difícil, a Mega Embalagens seguiu com o seu plano de investimentos e ampliou o seu parque fabril, adquiriu equipamentos que vão desde máquinas de acabamentos, com formatos e acessórios diferenciados, até equipamentos de laminação e impressão que visam proporcionar flexibilidade frente ao aumento de número de SKU’s demandados pela indústria, em pequenas tiragens. “Todos estes investimentos têm como objetivo proporcionar a mais alta qualidade de impressão, diversificação de estruturas e barreiras, e cada vez mais reforçar a participação da empresa no segmento pet food, seja nacionalmente e internacionalmente”, pontua Gustavo.

Como o ramo pet food foi e continua sendo o maior mercado da Mega Embalagens, o planejamento para os próximos anos é seguir ampliando a atuação neste segmento, intensificando as ações, bem como adaptando-se as novas tendências e inovações tecnológicas. “Sabemos que este é um mercado muito dinâmico e exigente, que demanda alta qualidade, confiabilidade e inovação através de embalagens que retratem o carinho e o cuidado dos tutores pelos seus pets. Desta forma, a estratégia é manter o ritmo de crescimento ancorado em soluções que busquem valorizar tanto nossos parceiros de negócios, quanto os consumidores finais”, esclarece o Gerente Comercial da Mega.

Atualmente em seu portfólio, a Soulpack oferece soluções como a box pouch (100grs a 22kg) com opções de fechamento em zíper frontal, interno ou velcro, orientador de corte a laser, cantos arredondados, alça lateral, nano furos, válvula One Way e em diversas estruturas; tem ainda o stand up pouch em diversos tamanhos, estruturas e acabamento e o shape pouch com fechamento em zíper, orientador de corte a laser e outros acabamentos. Este último, por ser em formato personalizado ganha destaque nas gôndolas e deixa o produto em evidência, sendo uma opção bastante utilizada pelo segmento de snack’s.

Recentemente, a empresa lançou a alça lateral para a versão box pouch até 15kg, o que proporciona praticidade no manuseio da embalagem. E, como a Soulpack tem um grande compromisso com o meio ambiente, desenvolveu a box pouch sustentável, feita de monomaterial, se tornando 100% reciclável. “Estamos sempre atentos às tendências mundiais, estudando tanto o mercado nacional quanto o internacional. Como buscamos o pioneirismo por meio de inovações para as nossas embalagens, as pesquisas não se restringem apenas dentro do segmento, mas procuramos ter um olhar de 360º. Acreditamos muito no potencial do segmento pet food. As perspectivas são as melhores, uma vez que este mercado só cresce, por isso, seguimos investindo em pessoas, tecnologia, inovação e qualidade”, conclui Caio Schlickmann, da área Comercial da Soulpack.

Fonte: Revista Pet Food – Edição Nov/Dez 2020.
PROIBIDO REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL SEM AUTORIZAÇÃO DA EDITORA STILO / REVISTA PET FOOD

Uma resposta para “O mercado Pet Food e as suas Embalagens”

  1. Embalagens para ração animal sofrem bastante atrito no transporte, manuseio e estocagem. É um grande desafio para os formuladores de tintas, pois para proteger a integridade física e visual, são usados aditivos anti-risco, mas esses aditivos não podem causar excesso de deslizamento, ou as pilhas de sacos não ficam em pé nas lojas. Os sacos escorregam uns sobre os outros. A escolha certa dessas matérias primas é bastante crítica.

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