26 maio, 2017
por Daniel Geraldes
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Óleo de Jojoba: DE LA RIOJA para o mundo

Cerca de 3.000 hectares desta cultura são plantados em La Rioja na Argentina e seu óleo é vendido no exterior para uso na indústria de cosméticos.

A província de La Rioja não se caracteriza apenas por olivícolas e produções de vinho, há uma alternativa que cresce silenciosamente, mas rapidamente. O óleo de jojoba é um cultivo tradicional para uso industrial que tem muitas aplicações, principalmente a indústria cosmética.

Esta província mergulhou nesta atividade há 20 anos, especialmente perto de Bañado dos Pântanos, uma pequena cidade da região de Arauco, no norte de La Rioja. Há aproximadamente 3.000 hectares plantados divididos entre 10 e 15 produtores que já vendem o produto industrializado. Assim, a Argentina, ao lado de Israel, são os principais produtores deste óleo.

Toda a produção de jojoba é exportada para mercados na Alemanha, França, Japão e Estados Unidos e gera divisas no valor de US$ 10 milhões por ano. O quilo do óleo varia entre US$ 10 e US$ 15, sendo a Argentina um país fixador de preços.

A conversão é muito boa: dois quilos e meio de semente produz um litro de óleo. As sementes contêm cerca de 50% de óleo.

“Pode-se dizer que hoje é rentável produzir. Mas tivemos anos muito difíceis”, admitiu Luis Bustillo, um dos responsáveis por introduzir esta espécie na Argentina. Por sua vez, uma parte da produção é exportado como semente por um valor comercial de US$ 5/quilo.

O especialista fez um pouco de história e lembrou os primórdios dessa oleaginosa. “Esta cultura é nova, com recente domesticação da planta. Foi introduzida na Argentina em 1981 com a iniciativa privada. Administrava uma fazenda em Rio Negro e junto com os proprietários, em busca de novas produções para a área, percebemos que era especial para outro tipo de ambiente. Era ideal para os solos arenosos da província de La Rioja, região onde vivia (e ainda vive),” especificou.

De acordo com Bustillo, o ponto mais crítico é o que requer da jojoba horas de frio para florescer, porém é sensível à geada. “Se localiza bem em áreas de pouca geada, mas não tropical porque a planta precisa de frio, a fim de se desenvolver adequadamente”, ele descreveu.

Quanto a manipulação, Bustillo, que atualmente atua como Secretário da Indústria de La Rioja, explica que pode ser plantada no outono e na primavera. “O plantio de outono tem a característica que é implantado em solos quentes e isso faz com que a planta se enraíze, porém, há riscos com geada. Na primavera é mais seguro, mas o crescimento da raiz é mais lento”, disse o especialista.

Somente depois de 5 anos, a planta começa a produzir comercialmente e são pagos os custos de produção. “No oitavo ano a planta atinge seu potencial com 2.500 quilos. Agora, há plantas de 30 anos produzindo muito bem”, acrescentou.

Neste sentido, ele esclarece que a ideia é investir em genética para manter a posição internacional alcançada nos últimos anos. Mesmo assim, a adubação, a irrigação, a escolha do local para o plantio e poda são fundamentais para a obtenção de elevados rendimentos. “O ponto fraco são os fungos da raiz que complicam o desenvolvimento da planta”, concluiu.

Fonte: ASAGA

 

 

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