24 maio, 2017
por Daniel Geraldes
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Os avanços na nutrição animal com os alimentos Super Premium

 

A supernutrição dos pets

Assim que os pets foram ‘promovidos’ a membros da família e a posse responsável passou a ser disseminada muita coisa mudou, especialmente em relação à alimentação, que tornou-se mais criteriosa e melhor

Por: Lia Freire – Revista Pet Food – ed. Jan/Fev 2017. 

As marcas de alimentos ou mudaram suas estratégias para atender esta nova demanda ou já nasceram sob este contexto. Ganham cada vez mais mercado os alimentos Super Premium, que apresentam avanços nutricionais e tecnologia moderna, com ingredientes de alta qualidade, formulação fixa, sem substitutivos, com processo de fabricação rigoroso e preciso, além da presença dos suplementos nutricionais que a longo prazo oferecem mais qualidade de vida ao animal e consequentemente, maior longevidade. O uso dos alimentos Super Premium é feito por recomendação e orientação dos criadores ou médicos veterinários, que sugerem os alimentos de acordo com as particularidades das raças, de acordo com as fases da vida e condições dos pets, daí a importância do trabalho de relacionamento das marcas com estes profissionais. Segundo estudo da CVA Solutions, a recomendação do veterinário agrega valor aos alimentos. Ainda de acordo com a pesquisa, a ida ao veterinário acontece uma vez a cada seis meses para 38% dos donos de cães. E 48,0% dos entrevistados afirmam que o veterinário já recomendou alguma marca de alimento. Já 32,2% dos donos de gatos só procuram o veterinário se o animal tiver algum problema; 25,1% levam o gato ao veterinário uma vez a cada seis meses e 47,8% disseram que o veterinário já recomendou alguma marca de alimento.

 

O executivo Saul Jorge Zeuckner, diretor da Algomix, observa que o segmento de nutrição animal está em constante evolução. “Saímos da fase em que eram ofertados aos pets, restos de comida para as rações industrializadas e hoje temos a oferta de alimentos completos e balanceados. Foram desenvolvidos biscoitos, bifinhos, comidas enlatadas, petiscos e ainda vem novidades por aí. Acredito que o segmento nunca irá saturar e se estabilizar, sempre haverá espaço para novos produtos, inovações e também para o tradicionalismo, mantendo os padrões atuais, visando mais saúde e longevidade aos pets. O fato é que as pessoas a cada dia dão mais valor aos animais, em parte porque está diminuindo o número de casais com filhos, isso quando os têm, também há um considerável aumento de expectativa de vida em nosso país, levando a uma grande quantidade de idosos a conviverem com animais. Mediante este cenário, estamos focados em ampliar nossa participação no mercado pet, que ainda é pequeno dentro do nosso negócio. Investimos em novos equipamentos em 2016, estamos nos modernizamos e incorporando novos produtos para que possamos ter um crescimento entre 8% e 10% já em 2017. Para 2018 estamos projetando um crescimento maior, em torno de 15% a 16%”, planeja Saul. A Algomix está no mercado há 15 anos com um amplo portfólio, composto por 165 itens, incluindo rações comerciais em embalagens de 5 kg, 20 kg, 30 e 40 kg, para diversas espécies de animais, além da linha de suplementos minerais, aditivos e uma linha completa para pet food e peixe, incluindo produtos Premium e com projeto de lançar a linha Super Premium.

Ainda que o maior volume em termos de kg de alimentos vendidos esteja concentrado na linha Standard, em função do poder de compra dos brasileiros, as pessoas estão cada vez mais empenhadas e dispostas a darem o melhor para os seus animais de estimação, por isso, o consumo das linhas Premium e Super Premium deverá aumentar consideravelmente, mesmo que seja preciso algum ajuste no orçamento. “Os donos dos pets aos observarem os benefícios relacionados à saúde do pet e a boa aceitação do produto pelo animal acabam optando pelos alimentos de maior valor agregado”, declara o executivo da Algomix.

Sobre a categorização dos alimentos, Saul acredita que o MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é quem deveria normatizar, controlar e fiscalizar estes padrões. “Não há nenhuma normativa que controle isso, temos a ABINPET – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação que se baseia nas exigências de valores de digestibilidade in vivo e laudos de análise de vitaminas e ácidos graxos para definir as rações Premium e Super Premium, no entanto as empresas não estão declarando isso nos rótulos, cada uma coloca o que acha melhor. Precisamos com urgência ter clareza nestas informações essa questão deveria ser regulamentada. Há alimentos Premium, passando por Super Premium”, comenta Saul.

Uma atuação marcada pela inovação

“Acreditamos que os tutores estão cada vez mais empenhados em cuidar de seus pets como verdadeiros membros da família razão pela quais cães e gatos vêm recebendo mais atenção, carinho e também cuidados com a saúde. Isso implica em mais idas ao veterinário e, portanto, mais oportunidades de conscientização sobre cuidados de saúde e qualidade de vida. A conscientização sobre a nutrição, especificamente, é fruto dos trabalhos dos veterinários em seus consultórios, da indústria e também dos veículos de comunicação, que, juntos, levam à população cada vez mais informações sobre os benefícios da alimentação de alta qualidade, levando em conta a fase e o estilo de vida, bem como características individuais de raça, condições clínicas etc”, analisa Madalena Spinazzola, diretora de planejamento estratégico e marketing corporativo da PremieR pet.

 

 

Completando duas décadas de mercado, a PremieR pet – empresa 100% brasileira – é especialista em alimentos Super Premium e Premium Especial, tendo como carro-chefe a linha de alimentos para Raças Específicas. Atualmente, o portfólio da marca oferece mais de 200 itens entre alimentos Super Premium e Premium Especial para cães e gatos em todas as fases da vida. E agora, a marca também entrou na categoria de petiscos para cães com a linha PremieR Cookie. “Nossos constantes investimentos em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento de produtos nos propiciam uma atuação marcada pela inovação. Somos o fabricante nacional pioneiro no desenvolvimento de alimentos Super Premium e a primeira empresa no mundo a desenvolver uma linha de alimentos para Raças Específicas. Também inovamos na produção da linha Ambientes Internos no Brasil e somos os únicos a deter a tecnologia DUO, que permite variar o cardápio de cães e gatos sem a realização da troca gradativa. Recentemente, apresentamos a linha de alimentos coadjuvantes PremieR Nutrição Clínica e a linha PremieR Seleção Natural, com proteína de frango Korin”, cita Madalena, lembrando que existe uma tendência dos tutores transferirem aos pets os seus hábitos de vida. “Sendo assim, observamos um aumento da demanda por produtos com maior apelo natural, sem conservantes, sem glúten, sem adição de sódio e com proteína diferenciada. Por esta razão oferecemos uma linha em parceria com a Korin: a PremieR Seleção Natural.”

A executiva da PremieR pet afirma que há uma importante fidelização por parte dos donos de pets pelas marcas dos alimentos. “Observamos que nossos clientes, em sua grande maioria, são fiéis à marca e aos produtos que utilizam. São pessoas que desejam o melhor para seus pets, buscam oferecer mais qualidade de vida e longevidade. Eles geralmente seguem as recomendações dos veterinários e criadores, observam rapidamente os benefícios e, naturalmente, fazem a manutenção ao longo de toda a vida do cão ou gato”, comenta Madalena.

Precisão nutricional

Embora o vínculo emocional do brasileiro com seu pet esteja cada dia maior, as questões relacionadas a posse responsável ainda preocupem, pelo menos é o que indicou uma pesquisa inédita do IBOPE Inteligência, realizada em parceria com o Centro de Pesquisa Waltham® e divulgada recentemente no Brasil pela Royal Canin®. Oferecer sobras de comida ainda é um hábito de muitos donos de pets brasileiros (60%), o que demonstra pouca informação e conhecimento de que uma alimentação de qualidade contribui com a saúde e bem-estar dos animais, evitando, muitas vezes, o surgimento de doenças. No Brasil há 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos, e estima-se que apenas 40% desta população tenha acesso aos alimentos industrializados.

Atender de forma precisa as reais necessidades de gatos e cães é a grande missão da Royal Canin®, desde que foi fundada há quase cinco décadas no Sul da França, por um médico-veterinário e criador de cães que na época desenvolveu um alimento capaz de minimizar o surgimento de problemas dermatológicos. “Buscamos sempre atender a uma nova necessidade nutricional do pet e não tendências de mercado ou anseios/desejos dos tutores. Inúmeros são os estudos que desenvolvemos e, até o momento, sabemos que as exigências nutricionais estão baseadas na espécie cão ou gato, idade, porte, raça, estilo de vida e atividade física, necessidades especiais e condições fisiológicas e metabólicas. Trabalhamos com o conceito de perfil nutricional, ou seja, durante o processo de desenvolvimento dos alimentos, sempre escolhemos qual nutriente atende de forma precisa uma necessidade e assim buscamos algum ingrediente/matéria-prima que possa oferecer este nutriente. Independente de onde seja produzido, cada alimento da Royal Canin® tem uma única fórmula. Ainda que as matérias-primas possam variar de acordo com a disponibilidade local, as proporções dos nutrientes não variam. Desejamos ser uma companhia referência em Nutrição Saúde para gatos e cães, para tanto, contamos com a ampla colaboração de uma equipe multidisciplinar formada por Médicos-Veterinários, Criadores de cães e gatos, Etólogos, Nutricionistas, Nutrólogos e Pesquisadores, não só para identificar as necessidades específicas dos animais de estimação, mas também para desafiar o desenvolvimento de alimentos cada vez mais precisos”, diz Carolina Padovani, Gerente de Comunicação Científica da Royal Canin Brasil.

Só em 2016 foram sete lançamentos no mercado brasileiro: Satiety Feline, Satiety Small Dog, Satiety Canine Wet, HT 42d Small Dog, HT 42d Large Dog, Urinary Small Dog e o Digestive Care.  No total são disponibilizados mais de 150 alimentos, incluindo produtos específicos para raças de cães e gatos, portes, idades – gatas e cadelas gestantes e lactantes, filhotes, adultos e para as duas fases de envelhecimento, estilos de vida – indoor, outdoor, além de alimentos para cães de trabalho, necessidades específicas, cuidados especiais – pele e pelagem, por exemplo, e auxiliares no tratamento – linha veterinária – de algumas doenças.  “Uma vez identificada a necessidade, nutrientes e formulações são desenvolvidos os alimentos e tem início uma sequência de avaliações, tais como, testes pilotos em unidade industrial de pequena escala e avaliações de performance de produto para então determinar a viabilidade da produção em escala industrial”, explica Carolina.

O ano de 2016 foi complicado para a economia no país e a indústria pet não esteve imune. Além da queda de renda da população, o excesso de carga tributária afetou o segmento e freou o desenvolvimento do mercado no Brasil. Porém, é um grande setor havendo muito espaço para crescimento. A Royal Canin® avisa que o mercado brasileiro pode esperar o mesmo ritmo de inovação. “Para nós, a inovação constitui o meio de obter uma melhoria contínua rumo à precisão nutricional e se realiza pela conexão com a comunidade de pesquisadores e especialistas de renome mundial que nunca para de discutir, questionar e apresentar novas propostas de soluções nutricionais. Em consequência desses esforços, constantemente mudamos a configuração do mercado oferecendo alimentos cada vez mais precisos nutricionalmente. Em 2017 temos previsto o lançamento de oito novos alimentos”, garante Carolina.

FONTE: REVISTA PET FOOD – ED. JAN/FEV 2017

 

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