21 mar, 2018
por Daniel Geraldes
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Ossovale investe R$ 4 milhões para tratar seus resíduos

Fábrica que atua na reciclagem animal reservou mais de 20% do investimento da sua planta industrial para zerar impacto ambiental.

Quando o empresário Sérgio Ferreira colocou em prática o ambicioso plano de construir uma nova planta industrial da sua fábrica que reciclava produtos e subprodutos de origem animal em Cianorte, ele já tinha consciência de que teria que fazer investimentos consideráveis para causar o mínimo de impacto ambiental. O que ele não imaginava é que menos de dois anos depois da inauguração da Ossovale, seu negócio se tornaria referência no tratamento desses resíduos atingindo marcas muito próximas de zero emissão de poluentes.

Foram mais de R$ 4 milhões investidos em um sistema que, além de tratar toda a água usada na indústria |- cerca de 20 mil litros por dia – quase não gera resíduo sólido e ainda praticamente eliminou a exalação de mau-cheiro no processo industrial. Isso só foi possível porque a responsabilidade com o meio ambiente foi prioridade no planejamento da Ossovale. “Colocamos em prática um projeto que foi bem planejado para que nenhum ponto fosse esquecido”, explica o empresário Sérgio Ferreira.

Na Ossovale os gases produzidos no processo são captados por um moderno sistema de exaustão e levados para receber tratamento adequado. Nesse processo, a indústria ainda usa um biofiltro que absorve os gases reduzindo-os através da ação microbiana aeróbia, ou seja, sem uso de compostos químicos.

O biofiltro usado na Ossovale é um grande reservatório poroso coberto por cascas de pinus, conhecido no meio como turfa. Essa tecnologia ambiental é a mais usada na Europa e nos Estados Unidos e de acordo com especialistas apresenta uma taxa de remoção de odores que supera a margem de 90%. “Quando decidimos adotar esse sistema, pensamos que nenhum ponto fosse esquecido. Apesar de estarmos a oito quilômetros do centro da cidade, consideramos que a produção de odores da nossa fábrica tinha que ficar perto de zero. E conseguimos com esse investimento”, detalha o gerente da Ossovale, Elísio Baleco.

Mais cuidados
Mas a preocupação da Ossovale com a questão ambiental não se limita apenas ao tratamento dos vapores produzidos pelo seu processo industrial. Como a intensidade do odor nas instalações de uma graxaria – como são conhecidas as indústrias de reciclagem animal – está diretamente relacionada com o tempo decorrido desde o abate do animal até o instante do processamento dos resíduos, a direção da indústria também decidiu investir pesado nessa área.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determina que o limite entre o abate e o processamento deve ser de 24 horas. Na Ossovale esse tempo é reduzido para 11 horas. “Nosso sistema consiste no manuseio da matéria-prima o mais rápido possível”, explica Sérgio Ferreira.

Isso só é possível porque a Ossovale investiu pesado em equipamentos e instalações, assim como no treinamento dos seus mais de 60 funcionários diretos. Foram mais de R$ 20 milhões investidos em uma estrutura que permite o processamento de 200 toneladas de matéria-prima por dia.

Além disso, toda parte industrial da fábrica é automatizada e a maioria dos equipamentos utilizados na unidade são produzidos na própria planta da Ossovale, o que permite que a empresa opere até com 100% da sua capacidade.

São 10 mil metros quadrados de área construída, numa área total de 10 hectares, que contam com metalúrgica, oficina, lavadores e central de abastecimento de uma frota de 30 caminhões novos que puxam basculantes até tanques-térmicos.

Fonte: Tribuna de Cianorte

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