7 dez, 2018
por Daniel Geraldes
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PIB agro de 2018 deve fechar com queda de 1,6%

Greve dos caminhoneiros e aumento do frete impacta no saldo do setor.

Um levantamento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio deve fechar o ano com queda de 1,6% em relação a 2017. O balanço faz parte dos apontamentos feitos pela entidade na última quinta-feira (05) em evento realizado em Brasília.

Os principais motivadores para essa queda, na visão da entidade, são a paralisação dos caminhoneiros e o tabelamento do frete. De acordo com a CNA, a paralisação encareceu o preço dos insumos agropecuários e afetou a comercialização da produção que apresentou queda nos preços.

Além disso, as condições climáticas também não favoreceram para um aumento da produção. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de grãos deste ano deve ser 5,6% inferior à do ano passado.

“Foi uma influência clara do governo, interferindo em questões privadas. Isso não prejudica apenas o produtor rural, mas toda a sociedade está pagando”, explica o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

“Não vamos engrossar a fileira do governo de achar que temos que desfazer aquilo que foi construído até por nossa parte”, diz Matins sobre questões ambientais.

Ainda assim, o setor foi destaque nas exportações, com receita de US$ 93,3 bilhões até novembro, alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já neste ano, as exportações agropecuárias responderão por 42% das vendas do País e por 7,2% das exportações mundiais do setor. “Estamos mantendo a tendência de ser responsável pelo superávit da balança comercial”, pontua a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Ligia Dutra.

De acordo com a profissional, para 2019, as prioridades do setor no comércio exterior são a diversificação das exportações; a inclusão de pequenos e médios produtores no processo de exportação, principalmente na cadeia de frutas, aves e suínos; a celeridade nas negociações de acordos fitossanitários; e o fortalecimento das relações comerciais com países asiáticos.

Para o meio ambiente, o balanço foi positivo. Isso porque o presidente da CNA, João Martins, apontou o setor agropecuário nacional como um dos mais sustentáveis do mundo e defendeu a manutenção dos compromissos assumidos pelo País no Acordo de Paris. “O governo está dizendo que não aceita o Acordo de Paris, mas nós aceitamos porque não temos nada a temer, estamos fazendo o dever de casa”, classifica.

Fonte: Agência Brasil,

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