20 fev, 2018
por Daniel Geraldes
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Piscicultura cresce 8% no Brasil em 2017 e produção da tilápia representa mais de 50% do mercado

Peixes nativos são segunda categoria na cadeia produtiva do setor nacionalmente.

A piscicultura nacional produziu 697 mil toneladas de peixes de cultivo em 2017. Esse resultado é 8% superior ao de 2016 (640.510 ton.). A informação é da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR, São Paulo/SP) e faz parte do anuário da piscicultura brasileira (edição 2018), que acaba de ser publicado.

A tilápia é a mais importante espécie de peixes cultivados do Brasil. Segundo levantamento inédito da Peixe BR, a espécie representa 51,7% do mercado, com 357.639 toneladas em 2017.

A segunda posição não é de uma espécie em si, mas de uma categoria de peixes: os nativos. De acordo com a pesquisa da associação, liderados pelo tambaqui os nativos representam 43,7% da produção brasileira: 302.235 toneladas.

Outras espécies, entre as quais destacam-se carpas e trutas, representam 4,6% da produção brasileira de peixes de cultivo em 2017, com 31.825 toneladas. A pesquisa realizada pela associação em todo o País mostra, pela primeira vez, os números da tilápia no Brasil, comprovando sua viabilidade em termos produtivos e como negócio, já que a espécie está presente nos maiores e mais recentes empreendimentos, sobretudo na região Sul/Sudeste.

O secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC, Brasília/DF), Dayvson Franklin de Souza, diz estar compromissado em apoiar o setor para atender os interesses e contribuir com o crescimento da piscicultura nacional. “Precisamos atender às demandas do mercado. E para isso, é preciso definir onde o setor quer chegar”, finaliza Souza.

4º maior produtor de tilápia
A produção de tilápia no País foi de 357.639 toneladas em 2017, de acordo com levantamento da associação. Esse resultado coloca o Brasil entre os quatro maiores produtores do mundo, atrás de China, Indonésia e Egito.

De acordo com o relatório Intrafish, publicação da Noruega, a China lidera o ranking com 1,8 milhão de toneladas de tilápia por ano. A Indonésia está na segunda posição, com 1,1 milhão/ton., e, depois, o Egito, com 800 mil ton./ano. Após o Brasil, vêm Filipinas (311,6 mil ton.) e Tailândia (300 mil ton.).

O Paraná é o maior produtor de tilápia do País, com 105.392 toneladas. A espécie participa com 94% da produção total de peixes cultivados do Estado. A tilápia também está presente com força de São Paulo. Nada menos do que 95% da produção estadual, equivalentes a 66.101 ton., são de tilápia.

Maior produtor de peixes de cultivo do Brasil

Paraná mantém-se na liderança entre os Estados produtores de peixes de cultivo, com 112 mil toneladas em 2017. O aumento foi de 19,3% em relação a 2016. A segunda posição permanece com Rondônia, agora com 77 mil toneladas e crescimento de 2% sobre o resultado de 2016.

A terceira posição continua com São Paulo, que atingiu a produção de 69.500 toneladas, com elevação de 6,3% sobre o ano anterior. A quarta posição no ranking estadual permanece com Mato Grosso, que cresceu 3,5% em 2017, atingindo 62.000 toneladas. Santa Catarina está na 5ª posição, com produção de 44.500 toneladas de peixes cultivados em 2017.

Produção de peixes nativos
Rondônia e Amazonas (região norte), Mato Grosso e Goiás (região centro-oeste) e Maranhão (região nordeste) são os maiores produtores de peixes nativos do Brasil. A pesquisa da associação não detalha, em percentual, as espécies nativas mais produzidas, porém a liderança é do tambaqui, pirapitinga, pacu e seus híbridos, principalmente tambatinga.

Rondônia lidera o ranking, com 100% de sua produção (77 mil toneladas, em 2017) de espécies nativas. Mato Grosso aparece em segundo lugar, com 60.134 t (97% do total). Na sequência, vêm Amazonas, com 100% da produção de peixes nativos (28 mil ton.), Maranhão, com 90% das 26.500 ton., e Pará, com 97,2% da produção total de 20 mil toneladas.

Os cinco Estados, juntos, representam 69% da produção total de peixes nativos, lembrando que estas espécies estão mais disseminadas pelo Brasil, especialmente pelas regiões norte, centro-oeste e nordeste. De acordo com o levantamento da Peixe BR, somente no Distrito Federal não há cultivo de peixe nativo.

Também participaram do evento diversas entidades como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa, Brasília/DF), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA, São Paulo/SP) e Sindirações (São Paulo/SP).

Fonte: Peixe BR

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