27 ago, 2021
por Daniel Geraldes
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Pisicultura ganha força e vai conquistando o mercado nacional

Neste 4º capítulo do agronegócio rondoniense, retratamos o potencial de outras culturas e, mais uma vez, por ações da Emater-RO, sempre considerando as vocações naturais. “Elas podem e devem conter respostas de sucesso e construir riqueza”.

O fato do Estado cada vez mais se firmar como potência na produção de commodities como soja, milho, algodão, arroz e até cana de açúcar, permite que seja crescente a oferta de resíduos agrícolas, lenha para se queimar, por exemplo, na oferta de ração animal.

Ainda que em fase de estruturação de cadeias, a suinocultura, avicultura e a já consolidada piscicultura – Rondônia é o maior produtor de peixes de cativeiro do Brasil – vão ganhando expressão e importância no PIB da região Norte, levando renda e cidadania.

Tambaqui vai conquistando seu lugar no prato

E isso acontece em todo o Brasil, não apenas na Amazônia, onde é bastante conhecido. Mais uma vez, graças a ações da Emater-RO. Essa produção de Tambaqui beira 60 mil toneladas/ano, mas já houve anos que bateu 80 mil. Essa variedade de peixe de água doce já está presente na dieta da região Norte, e agora vem conquistando o resto do país.

A empresa de transferência de tecnologia tem investido num programa de divulgação da carne, por meio da realização de churrascos e outros eventos, hoje meio prejudicado por causa da pandemia do Coronavírus.

Em setembro, a Emater-RO se prepara para um grande evento. A churrascada de Tambaqui vai acontecer simultaneamente em 10 capitais brasileiras e em 30 dos 52 municípios rondonienses. “De qualquer forma, em algumas boas redes de hipermercados é possível obter o pescado”, explica Luciano Brandão, diretor-presidente da empresa.

Por meio da Seagri, um grande apoio

O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), leva várias ações de fortalecimento do peixe no Estado. A atividade avança significativamente, com empreendimentos de médio e grande porte da agricultura familiar.

A Secretaria tem trabalhado para implementar o “Programa de Sanidade Aquícola”, denominado “Programa Peixe Saudável”, em cumprimento à Instrução Normativa n.º 4, de 4/02/2015, que institui o “Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos de Cultivo”, em vigor desde 22 de setembro de 2017.

Por isso, a Seagri lançou seu programa de laboratórios móveis, via Emater-RO. A meta é o atendimento especializado ao piscicultor, fornecendo análise de água e de peixes para auxiliá-lo na manutenção da qualidade sanitária dos animais, com adoção de boas práticas de manejo. Mais de 1 mil produtores já são assistidos.

Outra iniciativa busca o desenvolvimento do setor, e vem da parceria realizada entre a Seagri e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que está desenvolvendo um plano de trabalho para alcançar o Registro de Identificação Geográfica (IG) do Tambaqui, no Território Vale do Jamari.

Negócio pensando de ponta a ponta

A Seagri também realizou em 2020, em parceria com a Associação de Criadores de Peixes do Estado de Rondônia (Acripar), Emater-RO, Agro Fish Nova Aurora, Agroindústria Rodrigues, os frigoríficos Rondofish, Pescados do Vale, uma organização internacional de clubes de serviço e Zaltana que processaram os peixes doados por piscicultores, o “Festival do Tambaqui da Amazônia”.

A festa comercializou 6 toneladas de peixes com o objetivo de estimular o consumo no estado. No mesmo ano, outra conquista foi a aprovação da isenção da cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do peixe híbrido Tambatinga (um sintético do Tambaqui).

A isenção ajuda no incentivo e desenvolvimento da espécie em Rondônia, além de proteger a produção, desburocratizar e deixar o setor mais competitivo no mercado nacional e internacional. Por outro lado, em Guajará Mirim, o renomado peixe pirarucu tem vez nas mãos de indígenas.

Mesmo que de forma, ainda extrativista, a atividade vai ganhando fôlego e a Emater-RO vai se desdobrando para estruturar uma cadeia produtiva. Tudo porque, quando os rios enchem (nas águas) e depois baixam (na estiagem), formam-se imensas e diversas lagoas onde essa variedade fica represada. “Então os índios capturam e comercializam. Mas estamos só começando a intervir”, explica Brandão.

Resíduos agrícolas têm outro destino

Ano a ano, também vão ganhando força no Valor Bruto da Produção (VBP) de Rondônia a suinocultura e avicultura. As duas atividades dependem da oferta de grãos e resíduos para sua viabilidade, em várias regiões do País.

Avicultura também começa a ganhar força na região.

Os rondonienses vão diversificando sua pecuária, a exemplo do que os mato-grossenses fizeram na virada do século XXI. Os frangos geraram R$ 297 milhões (2020), enquanto ovos R$ 50 milhões. Juntos, respondem quase 3% do VBP da produção de proteína animal.

Ainda incipiente, a suinocultura também avança a passos largos. São 180 mil animais (dados do Idaron-Emater-RO) em produção comercial, gerando VBP de R$ 1,3 milhão, de acordo com o IBGE e MAPA. Isso ainda representa 0,01%, mas demonstra grande potencial de crescimento.

Suínos já somam um plantel de 180 mil cabeças.

Por AgroImpacta

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