11 jul, 2018
por Daniel Geraldes
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Produção de carne mundial deve crescer 2% em 2018

Dados compilados pelos EUA analisam produtividade mundial deste ano.

Um relatório publicado duas vezes ao ano pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresenta as expectativas de produção, exportação, consumo e estoques das proteínas bovina, de frango e de suíno no mundo. Segundo esses dados, 2018 terá importantes aumentos.

As exportações, por exemplo, segundo aponta o relatório, devem subir de 8% – sendo 5% para bovinos, 2% para os frangos e 1% para os suínos, no comparativo com 2017. Na avaliação feita pelos especialistas, o aumento dos embarques da carne bovina são decorrentes de uma melhora da demanda global.

Os preços competitivos ofertados pelo setor também são destacados como relevantes para esse crescimento. A expectativa é de que importantes exportadores, como o Brasil e EUA, ofereçam valores menores e assim aumentem suas vendas.

O crescimento das vendas no País deve chegar a 9%, um número 3% maior do que o estimado para os Estados Unidos, neste mesmo período. O resultado positivo é decorrente dos embarques realizados a um dos principais mercados consumidores nacional: a China.

Já os embarques de carne suína não terão seu crescimento focado no Brasil.  A previsão, de acordo com o relatório, é de que as exportações cresçam principalmente para a União Europeia, EUA e Canadá. Por outro lado, a expansão deve ser limitada devido ao investido na produção doméstica de carne de frango em importantes compradores, como a China, e devido à proibição da compra do produto brasileiro pela Rússia. Assim, a carne de frango também não terá um crescimento expressivo por conta das barreiras ao comércio do Brasil e EUA.

Pecuária.
A previsão é de que a produção mundial de carne bovina cresça 2% neste ano. Entre os principais mercados responsáveis por esse aumento está o Brasil, Estados Unidos, Austrália e Argentina. Para a produção nacional, os especialistas apontam o crescimento como proveniente do aumento do peso da carcaça dos bovinos, avanço da demanda interna e melhora nas exportações.

Suinocultura.
Seguindo os passos da pecuária, a produção suinícola mundial também deve crescer 2% neste ano.  A estimativa é a maior dos últimos cinco anos, mas não traz o Brasil para o ranking. O aumento, segundo o relatório, está concentrado na China, EUA e União Europeia.

O crescimento no número de matrizes na Polônia, Holanda e Espanha também contribuiu para a alta. Outro ponto destacado foram os preços favoráveis em 2017. Já neste ano, a demanda doméstica enfraquecida, junto às perspectivas de exportações desafiadoras, devem pressionar os preços em 2018.

Para o País, o movimento é de baixa no setor tanto na produção como na exportação. A expectativa é de queda de 01,3% na produção e de 20,5% nos embarques, resultado do fechamento de um dos principais mercados nacionais: a Rússia. Outros fatores importantes para esse resultado são o aumento nos custos de produção e as consequências da Operação Carne Fraca.

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Avicultura.
Igualmente às demais produções, o crescimento produtivo avícola será de 2%, de acordo com a análise dos especialistas. O aumento traz Brasil, EUA, Índia e União Europeia frente ao resultado positivo. Essa elevação para alguns países é decorrente de maior demanda do consumo doméstico.

Nacionalmente a expectativa é de que a produção cresça 1,7% ou 225 mil toneladas. As quedas nos preços e os entraves enfrentados na exportação são fatores que limitaram o crescimento. Já na UE a produção deve crescer 2%, chegando ao recorde de 19 milhões de toneladas em 2018.

Fonte: CNA

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