5 out, 2017
por Daniel Geraldes
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Recordes sucessivos na balança comercial atualizam projeções para 2017

Números de setembro apontam superávit recorde de US$ 5,2 bilhões.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC, Brasília/DF) divulgou que a balança comercial de setembro apresentou o maior superávit, de US$ 5,2 bilhões. Este é o oitavo mês consecutivo de recorde. Os resultados das exportações e importações, no período, que tiveram crescimento de 24% e 18%, respectivamente, são os maiores para meses de setembro dos últimos três anos.

Com isso, o acumulado do ano é o maior superávit da série histórica, iniciada em 1989, chegando a US$ 53,3 bilhões. O saldo é recorde tanto para os primeiros noves meses do ano quanto para os anos fechados. O maior superávit anterior para o período havia sido registrado em 2016.

Por causa dos recordes sucessivos durante o ano, as projeções para 2017 devem sofrer revisão. A estimativa de encerrar o ano com superávit de US$ 60 bilhões, agora, deve ser elevada. “Temos um superávit com crescimento tanto das exportações quanto das importações. Pelas exportações, verificamos crescimento não só do valor, mas também das quantidades exportadas, em todas as categorias de produtos, além de aumento no número de empresas exportadoras”, observa o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto.

No acumulado de janeiro a setembro de 2017, as exportações apresentaram valor de US$ 164 bilhões, um crescimento de 18,7%, pela média diária, em relação ao mesmo período de 2016. O crescimento expressivo foi verificado nas três categorias de produtos. Já as importações somaram US$ 111,325 bilhões, 8,5% acima, pela média diária, sobre o mesmo período anterior.


Setembro inédito
O nono mês do ano teve US$ 18,7 bilhões em exportações, com destaque para o recorde de embarques de soja em grãos, 178% superior ao mês anterior, com um total de US$ 1,6 bilhão. O período também apresentou grandes volumes de vendas de milho em grão, automóveis de passageiros, máquinas para terraplanagem, motores e turbinas para aviação, entre outros produtos.

As importações no período tiveram números inéditos. Pelo décimo mês consecutivo, as compras internacionais registraram aumento, o que não ocorria desde janeiro de 2012. É a maior taxa de crescimento desde 2015.

Carnes desasceleram
As exportações de carne in natura bovina, de frango e suínos sofreram baixa na comparação com o mês anterior (agosto). No entanto, quando se tem como referência setembro de 2016, houve incremento nos embarques das proteínas bovina e de frango, e recuo em suínos.

Em carne bovina in natura foram exportadas 111,9 mil toneladas, 9% menos que as 123,1 mil toneladas de agosto, mas 20,3% acima das 93,0 mil toneladas embarcadas em setembro do ano passado. A receita com as vendas externas do produto somou no mês passado US$ 471,4 milhões, 21,2% acima dos US$ 388,8 milhões obtidos em setembro/2016, mas 9,5% menos que os US$ 520,9 milhões faturados em agosto de 2017.

Os embarques de carne de frango in natura em setembro deste ano somaram 355,2 mil toneladas, 7,18% menos ante o mês anterior, quando foram embarcadas 382,7 mil toneladas. Em relação a setembro de 2016, quando os embarques haviam somado 353,3 mil toneladas, houve pequeno avanço de 0,53%.

Em relação à carne suína in natura, o País exportou nos 20 dias úteis de setembro o equivalente a US$ 126,5 milhões, com embarques de 52,6 mil toneladas. Ante agosto/2017, houve recuos tanto em receita (-11,6%) quanto em volume (-10,69%). No oitavo mês do ano, o País havia faturado US$ 143,1 milhões e embarcado para fora 58,9 mil toneladas. Ante setembro de 2016, os números também recuaram, respectivamente, 17,69% (quando US$ 153,7 milhões foram faturados) e 16,5% (quando foram vendidas 63 mil toneladas).

Fonte: MDIC

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