27 mar, 2018
por Daniel Geraldes
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Recuperação para setor leiteiro é uma realidade em 2018, aponta especialista

Entretanto, aumento do custo da nutrição animal pode afetar a produtividade.

Apesar de um ano cauteloso para a indústria leiteira, 2017 não deixou os rastros ao período que se segue. Com a retração interna de consumo de lácteos, a queda foi de 4,5% no primeiro semestre em relação a 2016. Neste ano, especialistas estão otimistas e acreditam em fatores que possam favorecer o setor, como a recuperação da demanda.

A indústria deve presenciar a queda nas importações como um resultado da elevação dos preços internacionais e dos preços baixos no mercado interno, o que diminui a competitividade. O fundador da AgriPoint (Piracicaba/SP), palestrante e organizador da Interleite Sul 2018, Marcelo Pereira de Carvalho, considera que haverá menor crescimento da oferta de leite, fruto da perda de rentabilidade de produtores no ano passado.

“Os dados demonstram aumento de 2,6% no consumo de lácteos. Com isso, espera-se uma boa recuperação de preços ao longo de 2018, resultando em preços médios entre 3% e 7% mais elevados do que em 2017, mas com um padrão diferente. Enquanto no ano anterior, o primeiro semestre apresentou preços altos para a época do ano, ao passo que o segundo semestre foi o contrário, neste ano os preços estão começando mais baixos, porém devem atingir um patamar mais alto em seu decorrer. Por outro lado, é importante reconhecer que existem muitas variáveis que afetam o mercado e essa avaliação precisa ser feita continuamente”, pontua Carvalho.

O outro ponto
Um alerta feito pelo especialista é em relação ao aumento dos valores da nutrição animal. No ano passado, o custo da ração foi favorável. A saca de 60kg de milho custou, em média, R$ 30,00 no ano, 32% mais barata do que em 2016, quando a média foi de R$ 44,00 a saca.

“Essa queda acentuada nos preços de milho, resultado de uma produção recorde na safra 2016/17, desestimulou os agricultores para 2018, os quais, segundo a estimativa mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab, Brasília/DF), devem cultivar uma área 6,6% menor na safra 2017/18. As dificuldades climáticas ocorridas na produção atual de grãos também impactarão a produtividade”, observa Carvalho.

Diante desses fatores, a produção brasileira total de milho deve ser 10% inferior, trazendo um cenário de elevação nos preços. “Vale ressaltar também que os valores internacionais têm grande impacto nos preços internos, e as expectativas apontam para safras menores nos principais produtores do mundo”, alerta o especialista.

Fonte: AgriPoint

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