27 dez, 2017
por Daniel Geraldes
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Secadores e Resfriadores: Máxima eficiência e automação

Submetidos a constantes aprimoramentos e com alta tecnologia embargada, os secadores e resfriadores oferecem à indústria de nutrição animal alto desempenho, eficiência e produtos de qualidade

Por: Lia Freire

A indústria brasileira de nutrição animal tem à sua disposição uma grande diversidade de soluções que asseguram a umidade e temperatura ideais para a produção de rações de qualidade, além de apresentarem redução nos custos de consumo de energia e sistemas de fácil manutenção e limpeza.

Fornecedora de secadores e resfriadores para laboratórios e faculdades – com produção de 60 Kg/h – até os equipamentos de grande capacidade, atingindo 15.000 Kg/h, tendo já fornecido suas soluções para mais de 20 países, a Ferraz Máquinas procura em seus maquinários dar ênfase na economia de energia, quer seja elétrica quer seja térmica, ao mesmo tempo que inclui cada vez mais processos de automação. A mais recente novidade apresentada pela Ferraz são os dispositivos de leitura de umidade na saída dos secadores e resfriadores, visando dar confiabilidade e segurança aos processos de secagem e resfriamento das rações. “É imprescindível que os operadores tenham informações rápidas e seguras, permitindo tomar decisões no sentido de otimizar a operação da fábrica e garantir qualidade do produto final. Neste sentido, nosso maior esforço hoje é para automatizar os processos a partir das informações geradas pelos sensores de leitura de umidade e temperatura”, esclarece José Luiz Ferraz, diretor da Ferraz Máquinas, lembrando que os equipamentos precisam ser eficientes, de fácil limpeza, evitando contaminação no processo, além de oferecer uma boa uniformidade no produto terminado, fator imprescindível para a produção das rações.

Para atender as atuais demandas da indústria pet food, que podem ser resumidas em: uniformidade de secagem, repetibilidade de processo e baixo custo de produção, o fornecedor Wenger traz para as suas soluções um sistema de controle que garante eficiência no processo, baixo consumo de energia e redução no custo de produção. “O controle automatizado do nosso secador Airflow II, permite que o operador defina qual a umidade desejada na saída do secador e o sistema realiza todos os ajustes necessários para que este valor seja alcançado. A presença de sensores permite que o ar aquecido seja utilizado o maior tempo possível – até próximo ao ponto de orvalho -, economizando assim energia. O resultado é que temos um equipamento altamente eficiente”, afirma Eduwaldo Benedito Jordão, engenheiro técnico de vendas da Wenger.
 

O fabricante aponta como os principais diferenciais encontrados em seus secadores e resfriadores a simetria do fluxo de ar no processo, garantindo melhor uniformidade na secagem do produto final; controles automatizados assegurando a repetibilidade do processo; e design que auxilia na limpeza e reduz o acúmulo de finos, evitando contaminações cruzadas. “A indústria pet food necessita de versatilidade no processo, possibilitando a secagem de uma gama bem diversa de produtos, com dimensões, formatos e pegajosidade variadas, além de apresentar em seus produtos uma alta concentração de carne e variedade na densidade, por isso, nossos equipamentos estão sendo constantemente aprimorados conforme as demandas e auditados para que sejam checadas e comprovadas as suas funcionalidades”, esclarece Eduwaldo.

 

Apuração da atividade da água como controle da umidade

Para atender às novas exigências da indústria de pet food, a Promep engrossa as opções de fornecedores que procuram oferecer equipamentos que apresentam eficientes soluções de consumo de energia e elevada automação. “Em virtude da demanda cada vez mais exigente por parte dos fabricantes de pet food, que por sua vez deparam-se com consumidores também mais exigentes, num ambiente de concorrência acirrada, torna-se imprescindível o uso de equipamentos confiáveis, com maior eficiência térmica (no caso dos secadores), e reprodutibilidade nos resultados operacionais”, lembra o sócio-diretor da Promep, Rogério Alberto Franco, lembrando ainda que uma exigência que se tornou prática comum no controle da operação dos secadores, é a apuração da atividade da água como padrão de referência, ao invés de simplesmente o controle da umidade do produto.

 

A empresa oferece uma linha de secadores horizontais, normalmente de dois passos, ou seja, duas camadas de secagem de produto com capacidades que variam de 2 até 16 toneladas por hora de produtos extrusados, atendendo os mercados de pet food e aquicultura. Estes equipamentos têm a fonte de energia térmica proveniente de vapor d’água ou de queimadores de gás, possuem baixo nível de manutenção e, quando monitorados por sistemas de segurança, como os detentores de movimento nos eixos movidos, oferecem bastante confiabilidade na operação. Já os resfriadores da Promep são do tipo contrafluxo, têm capacidades semelhantes as dos secadores, necessitando de um volume menor de ar de resfriamento, em virtude da sua eficiência. O executivo da Promep destaca outras características dos seus resfriadores com o modelo que não tem qualquer dispositivo móvel para a sua operação, tornando praticamente inexistente a manutenção mecânica. “Há vários níveis de automação que podem ser implementados para o controle de sua operação, permitindo o funcionamento do equipamento praticamente sem o auxílio de operadores”, explica Rogério.

 

Novos desenvolvimentos tecnológicos, mais funcionalidade

Investindo constantemente em desenvolvimentos tecnológicos para levar a seus projetos melhorias contínuas, a Tecnal, explica o gerente comercial, Jeferson de Oliveira, prioriza a construção de equipamentos robustos com a finalidade de aumentar a vida útil dos mesmos e tecnologia que resulta em qualidade e eficiência energética. “Ou seja, o nosso propósito é otimizar os processos, utilizando a energia de maneira inteligente, proporcionando resultados eficientes com menor consumo.”

Para a etapa de secagem, a Tecnal disponibiliza modelos de secadores horizontais como o TSHR que é modular e tem capacidade que varia de 1 até 12 ton/h. “O alimento extrusado é transportado por esteiras constituídas por chapas perfuradas, permitindo a passagem do ar aquecido que por troca térmica remove o excesso de umidade, fornecendo uma excelente uniformidade na secagem, atendendo as mais exigentes necessidades dos produtos extrusados”, declara Jeferson.

A versão 2016 do secador horizontal conta com uma atualização na configuração interna, mais especificamente no sistema de troca térmica e na circulação de ar, conferindo maior eficiência no aquecimento e direcionamento do ar responsável pela secagem do produto. “Com essas modificações, melhoramos ainda mais o delta no diferencial de umidade, tendo maior eficiência energética. Outra novidade é que disponibilizamos como opcional, o sistema de coleta automática de pó no interior das câmaras laterais do secador, diminuindo assim a necessidade de paradas para a realização da limpeza manual”, esclarece o gerente comercial.

Para atender a demanda por resfriadores, a Tecnal oferece as versões verticais, também conhecidas por contrafluxo, com mesa de descarga acionada por sistema hidráulico para conferir maior precisão aos processos, reafirmando a intenção do fabricante com a robustez do equipamento e os baixos índices de manutenção.

 

Investimentos constantes para uma produção eficiente

O diretor de desenvolvimento da Manzoni Industrial, Luciano Manzoni, lembra que a operação de secagem é a grande consumidora de energia e está diretamente relacionada à qualidade do produto final, razões pelas quais os fabricantes de pet food sempre buscam secadores que entreguem um produto com baixo coeficiente de variação da umidade, consumo de energia reduzido, máxima eficiência energética e uma maximização da produção, com qualidade. No caso dos resfriadores, este processo representa de 15% a 18% do processo de fabricação de ração, porém é um dos itens mais importantes do processo. “É necessário baixar a temperatura dos alimentos antes de embalá-los, evitando a proliferação de fungos”, lembra Luciano, destacando que nos 50 anos de existência da empresa nunca foi deixado de investir em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, visando uma eficiente produção das rações, com alta qualidade.

Atualmente, a Manzoni possui secadores e resfriadores verticais de contrafluxo em sua linha de produtos e o destaque vai para a linha de 10tn/h. “Os nossos equipamentos apresentam baixo consumo de energia com o aproveitamento do ar quente do sistema, oferecem excelente uniformidade do produto na saída, têm baixo custo de manutenção e alto grau de higienização, também possuem um completo e eficiente sistema de automação, melhor aproveitamento da área útil da fábrica com o secador horizontal, além disso, incluímos um novo projeto de ventiladores, apresentando mais eficiência e menos ruídos. E, para finalizar, há novidade no sistema de descarte – fabricado em aço inox -, e a adequação dos equipamentos às normas de segurança”, cita o executivo.

 

De olho no mercado brasileiro e nas demandas locais

Presente no mercado brasileiro há 10 anos, a chinesa Famsun (Muyang Holdings)  vem continuamente investindo em P&D – Pesquisa e Desenvolvimento – visando melhorar os seus produtos e processos. “Sendo o Brasil o maior mercado consumidor de ração pet da América do Sul, há uma procura contínua por novas tecnologias de secagem e resfriamento. Os novos equipamentos precisam ser cada vez melhores e mais eficientes do que seus antecessores, e devem ser versáteis o suficiente para atender as exigências específicas de cada cliente e nós não medimos esforços para atender da melhor maneira possível às necessidades do mercado brasileiro”, afirma Merry Ortberg, gerente sênior do departamento de projetos de secadores.
 

Levando em conta que os clientes esperam de um secador, eficiência energética e uniformidade da umidade do produto final, a Famsun traz um novo modelo de secador, da série MJ. A gerente Merry explica que o equipamento apresenta um excelente sistema de vedação para que haja um melhor fluxo de ar e maior eficiência – as fontes de calor são especialmente projetadas e posicionadas de modo a atingir 100% o produto -, e assim evita- se os chamados “pontos mortos”. Com ventiladores diretamente acoplados e diversas portas de acesso, a manutenção é facilitada, proporcionando amplo acesso para limpeza, além de minimizar os pontos de acúmulo de resíduos. Há também opções para limpeza automática contínua das câmaras de secagem. O secador MJ conta com fluxo de ar “por camada” permitindo um melhor aproveitamento do ar aquecido, conferindo uma excelente eficiência. Este modelo pode ser construído em diferentes capacidades, vem em configurações de 2 ou 3 camadas (esteiras) e está disponível com opções de aquecimento a vapor ou a gás. Outra caractertística a ser destacada é que há a possibilidade totalmente aquecida ou pode ser adicionada uma seção de resfriamento integral para atender a temperatura do produto especificada pelo cliente.

Uma das principais metas é a criação de controles adaptativos para que haja cada vez menos a intervenção no processo de produção, seja corrigindo a umidade ou controlando outros parâmetros de qualidade. “Uma sequência de controles adaptativos permite monitorar a umidade que sai do secador e fazer ajustes automaticamente. Isso elimina as perdas de rendimento e contribui para economizar energia, evitando uma situação de sobresecagem. “A Famsun está dando ênfase ao avanço do sistema de controle dos secadores.

Em breve, apresentaremos o novo recurso denominado “modo econômico”, que ajustará automaticamente a taxa de vazão do secador de acordo com a carga de evaporação, mantendo a umidade correta por toda a camada de produto. Isso resultará num maior aproveitamento energético e melhora considerável da qualidade do produto final. Também apresentamos outro recurso para economia de energia, denominado “modo de repouso”. Esse recurso consiste em colocar automaticamente o secador em um estado de repouso sempre que a extrusora não estiver em uso ou quando houver longos intervalos entre os processos de produção, reduzindo consideravelmente o consumo de energia elétrica”, explica Merry, que declara: “o mercado brasileiro de ração pet está em constante crescimento e evolução, e nós da Famsun queremos fazer parte desse sucesso, sempre oferecendo o que há de melhor e mais moderno em termos de tecnologia de secagem.”

PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA REVISTA PET FOOD – EDIÇÃO AGO/SET 2017.

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