20 out, 2021
por Daniel Geraldes
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Secadores e Resfriados – As atuais versões para atender o exigente mercado pet food

Secadores e Resfriados – As atuais versões para atender o exigente mercado pet food.

Por: Lia Freire

Indispensáveis nas fábricas de rações, os secadores e resfriadores são desenvolvidos e aprimorados à medida que surgem as novas necessidades. Atualmente são prioridades o elevado grau de automação, a segurança alimentar e a economia energética. O secador é o responsável por reduzir a umidade e atividade de água do alimento, atingindo padrões que garantem a palatabilidade e o shelf life do produto. Enquanto o resfriador reduz a temperatura final do alimento antes de ser ensacado, evitando condensação e proliferação de mofo no interior da embalagem. Em entrevista com os principais fornecedores destes maquinários conhecemos o que vem sendo oferecido de mais revolucionário e eficiente.

Acompanhando as demandas do mercado mundial nos requisitos limpeza e segurança alimentar da indústria pet food, a empresa Bühler lançou a linha de secadores em aço inox SOLIS. Os equipamentos, segundo o fabricante, trazem em seus projetos as melhores técnicas de montagem e construção exigidas para a produção de alimentos. “Utilizamos também os modelos mais eficientes de motorização e sensoriamento, levando economia energética ao processo e disponibilizando a coleta de vários dados que retornam ao cliente como indicadores de produção e eficiência de processo (IoT). Além de equipamentos, entregamos também automação. Na Bühler disponibilizamos soluções completas aos clientes que passam a ter o processo literalmente na palma da mão, dado o nível de automação disponível nas máquinas”, destaca o Gerente de Vendas da Bühler, Thiago Melchiors.

Seguindo os mesmos princípios, a empresa cita o resfriador de contracorrente Coolex, que tem como propósito garantir a homogeneidade de umidade durante a secagem e um processo contínuo. De acordo com o Gerente de Vendas da Bühler, as demandas da indústria pet se aproximaram da indústria de alimento humano, o que significa que ao desenvolver um resfriador e secador é preciso que eles proporcionem uma limpeza fácil e rápida, tenham um desenho “limpo” sem pontos de ancoragem para evitar contaminação cruzada e apresentem sensores e controles automáticos, garantindo uma performance econômica e, acima de tudo, contínua.

A história da Bühler com secadores para pet food teve início nos Estados Unidos, nos anos 60, quando ainda se chamava Aeroglide Corp. Em 1963, seus engenheiros desenvolveram os primeiros modelos com duas etapas de secagem e dois Plenum de ar. “Este design, que segue como base do fluxo de ar nos equipamentos é o que nos garante uma das melhores homogeneidades de secagem dentre os equipamentos disponíveis no mercado. O percentual de umidade presente nos pellets deve ser o mais homogêneo possível para evitar a presença de mofo na embalagem do produto acabado. O desenho do equipamento também deve facilitar a sua completa limpeza e higienização, pois zonas “mortas” onde o calor não chega ou pontos de acúmulos de finos podem ser locais ideais para a geração de bactérias e microrganismos e contaminar os alimentos, ocasionando problemas de saúde no animal de estimação”, esclarece Thiago.

Soluções que visam a sustentabilidade
O Diretor Global de Vendas da Wenger, José Mauricio Bernardi lembra que atualmente, a sustentabilidade é uma questão predominante. “Em um sentido amplo, a sustentabilidade para muitos inclui práticas ambientais, culturais, econômicas e sociais. Cada um tem sua própria definição de sustentabilidade, mas por uma questão de simplicidade e por ter um lugar por onde começar, sustentabilidade para a Wenger pode significar a redução de energia, água e resíduos durante a fabricação do pet food. Por essa razão, a nossa engenharia desenvolve ferramentas para reduzir a energia consumida durante a secagem do pet food, bem como, obter o aumento da eficiência do secador”, esclarece José Mauricio.

Automação, eficácia e inovações são os principais aspectos considerados pela engenharia da Wenger. A empresa lançou o “Controle Matrix do Produto”, que auxilia o operador a ter os parâmetros ajustados automaticamente, atingindo a máxima eficiência na sua produção. Além disso, a empresa destaca a questão da personalização dos equipamentos atendendo as necessidades específicas, proporcionando eficiência a cada projeto. “Oferecemos qualidade insuperável em secagem personalizada com opções para praticamente todos os principais pontos, como uma ou várias passagens e estágios, variedade de larguras, fontes de calor e capacidades”, cita o Diretor.

Conforme a necessidade do projeto há ainda os pré-secadores – CRV – que atuam quando há kibbles com alta porcentagem de água a ser evaporada. Novas tecnologias da Wenger também auxiliam os resfriadores a realizarem seu trabalho com maior eficiência. É possível, por exemplo, realizar o controle de diferença de temperatura entre o local da produção e o local que está sendo feito o empacotamento/estoque, evitando os efeitos prejudiciais no produto quando este estiver nas gôndolas.
José Mauricio explica que nos últimos anos a importância na Segurança dos Alimentos foi um grande incentivador para o desenvolvimento e aprimoramento da conectividade entre a extrusora e o secador. “A intercomunicação entres estes equipamentos é praticamente indispensável, sendo assim, qualquer alteração de parâmetros na extrusão, pode ser corrigida automaticamente em instantes no secador, evitando o descarte indesejável de produtos fora do padrão de controle. A Wenger vem em um crescimento bem expressivo no mercado nestes últimos anos, e isto certamente se dá devido os avanços e inovações tecnológicas desenvolvidas pelo nosso departamento de engenharia e inovações. O mercado, cada dia mais exigente em sustentabilidade e eficiência, nos deixa confiantes com nossas tecnologias, permitindo que continuemos nossa trajetória de sucesso”, contabiliza José Mauricio.

De olho na eficiência
Desenvolvidos pelo Grupo Wenger, os secadores da Maverick chamados de Air Flow II chegam a ser 25% a 50% mais econômicos quando comparados a equipamentos convencionais, atendendo os mercados pet food e aquafood. Operam com zonas de alta compressão de ar vertical e diferente de outros equipamentos conseguem ser eficientes em baixas temperaturas, não agredindo a integridade dos pellets com altas temperaturas. Como padrão, toda a parte interna é em aço inox, com ventiladores de recirculação e exaustão desenvolvidos para cada cliente e a possibilidade da fonte de energia ser a gás ou vapor. “Nós desenvolvemos equipamentos para atender as demandas dos mercados, por isso atualizar as tecnologias de secagem diante de toda evolução de novos produtos é uma premissa, em outras palavras nossos avanços são constantes para atender os clientes de maneira satisfatória. A maior necessidade se chama “eficiência”, a área de secagem é realmente onde se ganha ou se perde muito dinheiro, sendo assim, uniformidade de secagem, baixo custo de manutenção e economia de energia são fundamentais para um bom processo de secagem e pontos cruciais para desenvolvermos nossos equipamentos”, afirma o Vice-Presidente de Vendas para a América-Latina da Maverick, Claudio Mathias.

Inovações e permanentes melhorias
Apresentando uma série de inovações em sua linha de secadores, a Ferraz traz em sua terceira geração de secadores horizontais uma distribuição de ar simétrica e ainda mais uniforme, com recursos tecnológicos incorporados, tais como, quebradores de grumos e um novo modelo de espalhador, que garante uma distribuição (altura da camada) mais homogênea do alimento ao longo da esteira, tendo como principal vantagem em relação aos modelos de secadores anteriores a uniformidade do teor de umidade e a atividade de água do alimento. “Temos obtido variações percentuais entre 0,5 até no máximo 1% entre o alimento localizado no lado esquerdo, direito e centro na saída da esteira do secador. Outra inovação são os secadores verticais contrafluxo, uma opção interessante para as empresas que possuem limitação em termos de espaço físico”, cita o Gestor da Ferraz Máquinas, Luiz Gomide Ferraz.

Outro produto lançado recentemente pela Ferraz é o sistema de medição do teor de umidade e a atividade de água do alimento, em tempo real, que tornam mais rápidas e precisas as medições necessárias para o controle de qualidade e, consequentemente, possibilita maior agilidade no ajuste dos parâmetros operacionais do secador, visando garantir que o alimento produzido esteja dentro dos intervalos estipulados pelo controle de qualidade, considerando que, caso o alimento apresente teor de umidade acima do estipulado, existe uma grande probabilidade de apresentar bolor e todas as consequências negativas para a marca, além de prejudicial à saúde dos pets.

Em relação aos resfriadores, o carro-chefe da Ferraz são os modelos contrafluxo, com capacidade para produzir de 1 até 12 toneladas por hora. “Ao longo do tempo, fizemos diversas alterações no equipamento, entre as quais podemos citar que atualmente o corpo é todo fabricado em aço inoxidável, visando a aumentar a sua durabilidade, assim como alteramos o modelo do espalhador, garantindo uma distribuição (altura da camada) mais homogênea do produto, com o objetivo de garantir maior homogeneidade da temperatura do alimento ao final do processo”, ressalta Luiz, acrescentando que o mercado cada vez mais busca maior nível de automação e informações, em tempo real, para facilitar e tornar mais rápida a tomada de decisões. “A partir deste novo cenário, temos atendido a tais demandas customizadas por meio do nosso departamento de automação (Autofer).

Qualidade e economia nos processos
Com expertise adquirida em seus 46 anos de mercado, a Tecnal está atenta a todas as etapas de produção do pet food e as soluções que podem ser desenvolvidas, visando agregar valor ao cliente, seja em qualidade ou economia. No quesito secagem, a empresa procura levar diferenciais no que diz respeito a consumo e eficiência. “Nossos secadores são cuidadosamente projetados para atingir os parâmetros de secagem desejados, com baixo consumo e eficiência, reunindo economia com qualidade”, declara o Gerente Comercial da Tecnal, Jeferson de Oliveira.

Além da eficiência e baixo consumo, Jeferson cita um aspecto bastante importante nos secadores que é o diferencial de umidade. Quanto menor o índice de variação de umidade em pontos específicos no alimento, maior é a precisão da secagem e isso permite que o operador utilize um set point mais próximo da meta, possibilitando que o produto tenha uma secagem homogênea, resultando em um elevado padrão de qualidade, sem retirar do produto umidade desnecessária e, permitindo que os kibbles tenham a mesma crocância, além da economia de vapor e energia no processo de secagem.

Fácil limpeza e baixa manutenção
Os secadores horizontais da PROMEP chegam até a capacidade de 15 ton/hora e, segundo o fabricante, são de fácil limpeza e pouca manutenção. “A operação de secagem ocorre sem danos à integridade das partículas extrusadas e a perda de calor para o ambiente é mínima. A fonte de calor é bastante flexível, permitindo a utilização do combustível que ofereça a maior vantagem econômica – no caso de uso de vapor, a PROMEP apresenta a opção de trocadores de calor construídos em aço inoxidável”, explica o Diretor da PROMEP, Antonio Paulo Rubega.

Na categoria de resfriadores destaca-se o sistema de contrafluxo, sem componentes móveis que possam danificar as partículas extrusadas. O sistema de descarga do material que está sendo resfriado é praticamente uniforme, proporcionando o máximo aproveitamento do volume disponível do equipamento, além da obtenção do resfriamento também uniforme ao longo do processamento. “Os equipamentos têm sido aperfeiçoados ao longo dos últimos anos, com incremento de automação nos processos de secagem e resfriamento. No resfriador pode-se, por exemplo, monitorar continuamente se a diferença entre a temperatura do produto resfriado e a do ambiente está conforme os parâmetros desejados de qualidade”, esclarece Rubega.

Excelência nas etapas de produção
Quem também está atenta a questões voltadas à otimização energética e eficiência térmica para desenvolver os seus equipamentos é a equipe de engenharia da Manzoni. Seus resfriadores e secadores verticais estão na quinta geração. “Nossos maquinários permitem trabalhar com receitas elaboradas para cada tipo de produto, têm controles eletrônicos de abertura de grelhas, de temperatura, de vazão de ar quente, monitoramento das utilidades etc. Estas informações são armazenadas no banco de dados e relatórios gerenciais de produção são emitidos automaticamente, sendo possível realizar a gestão do processo produtivo. Outras características dos nossos equipamentos são a facilidade de limpeza, reduzindo o tempo de setup e eliminando contaminação cruzada e, por serem verticais ocupam pouco espaço na fábrica”, pontua o Sócio-Diretor da Manzoni Industrial, Luciano Manzoni, acrescentando que com os dispositivos eletrônicos cada vez mais acessíveis é possível desenvolver os controles de automação, proporcionando excelência ao processo de secagem com extrema uniformidade.

A geração de secadores híbridos
O secador híbrido (gás e elétrico) é a principal novidade da Geelen Counterflow. É um conceito novo em sua linha e permite aos clientes eliminarem o uso de combustíveis fósseis em suas linhas de extrusão e reduzir significativamente os custos operacionais. “Além da economia de energia, esperamos também uma redução significativa do odor e a possibilidade de reutilizar o condensado”, acrescenta o Gerente de Vendas para a América Latina, Espanha e Portugal da Geelen Counterflow, Gustavo Rodrigues.

A empresa também lançou a quarta geração de resfriadores com desenho sanitário sem superfícies horizontais e sem conexões flangeadas, tendo as junções internas soldadas e polidas. Esta linha se junta ao modelo padrão com descarregador basculante e a versão PLUS.

Gustavo lembra que os secadores estão entre os principais consumidores de energia no processo de extrusão. Normalmente até 60% da energia consumida por uma planta de extrusão é usada para produzir o ar quente, responsável por eliminar a umidade do produto. “Geralmente após a passagem pelo produto, o ar quente, com alta umidade relativa, é desperdiçado. Faz total sentido recuperar a energia deste ar quente por meio da condensação que também reduz significativamente o número de particulados que podem causar odor indesejado.”

A Geelen Counterflow desenvolveu a Unidade de Recuperação por Contrafluxo (CRU – Counterflow Recovery Unit) com o objetivo de recuperar o máximo possível de energia e água de seus secadores de contrafluxo. Este desenvolvimento consumiu dois anos de modelagem termodinâmica e fluidodinâmica computacional (CFD – Computational Fluid Dynamics) e levou a um protótipo que foi testado em tempo integral durante 8 meses em uma linha de produção comercial. “A Unidade de Recuperação por Contrafluxo é um trocador de calor vertical top-down em aço inoxidável que recupera até 75% da energia e da água do ar de exaustão de um secador de contrafluxo, enquanto evita a entupimento excessivo por finos e gorduras que muitas vezes tornam o uso de trocadores de calor industriais tão difícil.

Junto com uma bomba de calor elétrica e trocadores de calor para o ar de secagem, a Unidade de Recuperação por Contrafluxo pode eliminar a necessidade de combustíveis fósseis para a secagem dos alimentos extrusados para animais de estimação. Durante 2021, três Unidades de Recuperação por Contrafluxo serão instaladas em fábricas na Coréia do Sul, China e Noruega por clientes que planejam eliminar suas emissões de CO² nas próximas décadas”, conta o Gerente da Geelen, lembrando que muito embora o cenário mundial em 2020 tenha sofrido com a crise sanitária, o setor de pet food apresentou um crescimento inesperadamente positivo. “Além do ótimo desempenho do segmento, tivemos o lançamento do secador híbrido, permitindo que as vendas da Geelen se mantivessem em alta no primeiro semestre de 2021 e os nossos indicadores apontam que este ano terminará tão bom quanto 2020”, conclui Gustavo.

Fonte: Revista Pet Food
PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DA REVISTA PET FOOD – PROIBIDO A REPRODUÇÃO PARCIAL OU TOTAL SEM AUTORIZAÇÃO DA EDITORA STILO

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