10 ago, 2017
por Daniel Geraldes
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Setor leiteiro tem desafio a enfrentar com entrada de produtos europeus

“Para vender é preciso comprar”, aponta especialista do agronegócio. A regra do mercado é clara: se você quer vender, você também precisa comprar. No que se refere ao comércio externo, isso é ainda mais verídico. Segundo aponta o conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), José Luiz Tejon Megido, quem quer vender muito e …

“Para vender é preciso comprar”, aponta especialista do agronegócio.

A regra do mercado é clara: se você quer vender, você também precisa comprar. No que se refere ao comércio externo, isso é ainda mais verídico. Segundo aponta o conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), José Luiz Tejon Megido, quem quer vender muito e bem, é preciso comprar do cliente antes.

Exemplo disso foi a abertura do mercado brasileiro para produtos florestais agrícolas da Europa, após viagem do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), Blairo Maggi, para cuidar dos negócios do Brasil após as notícias que estremeceram o mercado brasileiro.

No entanto, mesmo o Brasil sendo um dos maiores exportadores de carnes, grãos, açúcar, celulose, suco de laranja e café do planeta, segundo o Ministério da Fazenda, os europeus querem participar do crescente mercado consumidor brasileiro e, lógico, o reino dos lácteos deve vir forte.

“O setor leiteiro brasileiro vai encarar um poderoso desafio de qualidade, custo e obviamente de subsídios com o que os produtores europeus são privilegiados na atividade do agronegócio”, diz Tejon.

O especialista ainda relembra que Maggi disse ao comissário de Saúde da União Europeia, Vytenis Andriukaitis, que sabia que “esculacharam” o Brasil quando houve a crise da Carne Fraca, dizendo para todos que o Brasil não era confiável em uma carta, aconselhando os países a rever a lista de produtos europeus e flexibilizar as exigências para a sua entrada no País.

“Na verdade as relações comerciais e negociais do mundo são lados da mesma moeda. Não faremos negócios gigantescos com o mundo sem comprarmos do mundo”, reforça e completa: “Que se prepare a nossa indústria, que precisa de investimentos e revoluções de produtividade, bem como alívio da carga tributária reveladora da incompetência do Estado em se gerenciar com recursos que não aniquilem a livre iniciativa do Brasil”.

Mas, Tejon provoca: imagine só a pressão da China na busca por reciprocidade comercial com o Brasil. “Para vender bem, precisaremos saber e poder comprar bem. Essa é a lei e vale para o agro também”, conclui.

Fonte: José Luiz Tejon

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