8 dez, 2017
por Daniel Geraldes
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Sindirações prevê crescimento de 2% para 2017

Estimativa é de a produção de rações e sal mineral atingir 71,4 milhões de toneladas até o final do ano.

O setor de alimentação animal deve registrar crescimento na ordem de 2% em 2017, de acordo com previsões do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações). Em 2016, o setor produziu 70 milhões de toneladas de ração e sal mineral e a estimativa é encerrar este ano com 71,4 milhões de toneladas.

De acordo com Ariovaldo Zani, vice-presidente executivo do Sindirações, o segundo semestre foi o responsável pelo resultado positivo do ano. “Durante o primeiro semestre, mesmo com o alívio no custo da alimentação animal, a produção foi adequada à capacidade do consumidor comprometido pela crise política e instabilidade política, além da queda das exportações por conta da repercussão da operação carne fraca e das delações realizadas no período”, explica. “Já na segunda metade do ano, a melhora do ambiente macroeconômico (queda no índice de desemprego e da taxa de juros, inflação sob controle), permitiu às famílias consumirem mais itens alimentares de primeira necessidade (carnes, leite, ovos, etc.). Também houve recuperação da confiança do cliente internacional, gerando retomada nas exportações. Esses fatores combinados imprimiram mais dinamismo à cadeia produtiva de proteína animal que depende da indústria de alimentação animal”, completa.

**Previsão / Fonte: Sindirações
 

AVICULTURA DE CORTE

Apesar do alívio no custo da alimentação, o ritmo de produção mais afinado à demanda, culminou até setembro, na redução em torno de 4% no alojamento de pintainhos e produção de carne de frango. Concomitantemente, no mesmo período, a indústria produziu aproximadamente 24,7 milhões de toneladas de rações para avicultura de corte. A sensível melhora no preço/kg pago ao produtor, combinado com a recuperação mais vigorosa das exportações de frango no último trimestre (prejudicadas no início do ano pela atrapalhada operação “Carne Fraca”), pode culminar na produção de 32,3 milhões de toneladas de rações para avicultura de corte em 2017.

AVICULTURA DE POSTURA

A demanda de rações para galinhas de postura somou 4,6 milhões de toneladas e avançou mais de 10% de janeiro a setembro, em resposta ao alojamento crescente das poedeiras comerciais em produção, muito embora a oferta de ovos continue tímida. O avanço recorde que pode superar 99 milhões no alojamento anual inspira atenção porque deve resultar na oferta robusta de ovos no curto prazo, muito embora o aumento do consumo (alimento nutritivo e barato) sofra a pressão da crise econômica que compromete sobremaneira o orçamento familiar. Ato contínuo, a produção de rações para poedeiras pode alcançar 6,2 milhões de toneladas em 2017.

SUINOCULTURA

A quantidade de carne suína exportada recuou quase 3%, muito embora o ritmo dos abates permanecesse praticamente constante de janeiro a setembro, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Em resposta, a produção de rações para suínos somou 11,8 milhões de toneladas. O crescimento da produtividade e a intensidade tecnológica empregada na cadeia produtiva industrial, além da oferta de carne suína ajustada à demanda, devem contribuir apenas marginalmente no reforço dos abates de final de ano, e em resposta, a contabilização de, no máximo, 16,5 milhões de toneladas de rações para suínos em 2017.

BOVINOCULTURA DE CORTE

De janeiro a setembro, a demanda de rações para gado de corte sofreu retrocesso de quase 4% e alcançou pouco mais de 2 milhões de toneladas, principalmente por conta dos efeitos deletérios apurados no primeiro semestre. Ou seja, o retrocesso nos abates, redução no preço da arroba e certa redução no consumo interno e externo, em boa parte, consequência da confusão com FUNRURAL, das delações de corrupção, e da operação “Carne Fraca”, cujos equívocos cometidos por uma comunicação pesadamente temperada de suposições e fantasias, acabaram por colocar à prova a reputação da coletividade de fornecedores, sem distinção alguma. A barbeiragem catapultou a desconfiança dos consumidores domésticos, sempre satisfeitos com a qualidade do produto, e essa presunção de dúvida alcançou os tradicionais importadores, até então seguros com as auditorias realizadas nos sistemas de criação, processamento e transporte empregados na cadeia produtiva nacional. Outrossim, as expectativas de continuidade da reação iniciada em julho, por conta do recrudescimento no segundo giro do confinamento e o vigor na exportação da carne, permitem prever a produção de aproximadamente 2,54 milhões de toneladas rações para gado de corte em 2017.

BOVINOCULTURA DE LEITE

Apesar dos efeitos favoráveis do clima e do alívio no custo dos grãos utilizados na alimentação das vacas em lactação, a produção de leite caiu nas principais bacias leiteiras e determinou alguma concorrência entre os laticínios na captação do leite cru para recomposição dos estoques no varejo. É importante salientar também que a concentração da atividade em empreendimentos de grande porte tem melhorado substancialmente a produtividade por causa da qualidade da nutrição empregada. Até setembro a produção de rações para gado leiteiro somou quase 4,5 milhões de toneladas. Apesar de inoportuno, o incremento nas importações de lácteos limitou os ganhos no preço do leite durante o segundo semestre e deve estimular o consumo no final da cadeia, favorecendo assim a retomada na demanda das rações, cuja previsão de produção pode alcançar praticamente 6 milhões de toneladas.

AQUACULTURA

A demanda de rações para peixes e camarões alcançou 747 mil toneladas e cresceu 3,4% de janeiro a setembro, quando comparada ao mesmo período do ano passado, e principalmente por causa da reação da piscicultura e povoamento de reservatórios recuperados. Essa atividade cresceu substancialmente nos estados do Paraná e de Minas Gerais, além do Mato Grosso e de Rondônia. Por conta dos problemas enfrentados no Ceará, a matriz produtiva vai migrando para outras regiões nordestinas, notadamente a Bahia, o Piauí e Pernambuco. Tal combinação pode até culminar na produção de 907 mil toneladas de rações para peixes em 2017. A carcinicultura, por sua vez, continua comprometida com a enfermidade e caracteristicamente sustentada na produção com ciclos mais curtos e menor densidade. Tais fatores permitem prever que a produção de rações para camarões deve alcançar 86,7 mil toneladas em 2017. Portanto, a previsão é que a cadeia produtiva de peixes e camarões poderá demandar quase 1 milhão de toneladas de rações em 2017.

 

CÃES E GATOS

Durante o primeiro semestre, o consumidor mostrou-se profundamente desconfiado, incomodado pelo fantasma do desemprego e com a renda bastante comprometida. Mesmo assim, a demanda de alimentos para cães e gatos somou quase 2 milhões de toneladas até setembro, sustentada pela tendência de humanização dos animais de companhia que segue firme, por conta dos tutores cada vez mais atentos à qualidade de vida, saúde e bem-estar deles. A retomada do comércio varejista observada desde meados do ano, apesar de ainda tímida, parece reanimar a demanda por pet food, cuja previsão de produção pode alcançar quase 2,6 milhões de toneladas, um avanço de mais de 3% em 2017.

SOBRE O SINDIRAÇÕES – O Sindirações, Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal, foi fundado em 1953, e é hoje o principal representante da indústria brasileira de ingredientes, premix, suplementos, aditivos, rações para animais de produção e alimentos para cães e gatos. Com sede em São Paulo, no edifício da FIESP, a entidade reúne 150 associados – que representam cerca de 90% do mercado comercial de produtos destinados à alimentação animal e é filiado a FEED LATINA, Asociación de las Industrias de Alimentación Animal de America Latina y Caribe e à IFIF – International Feed Industry Federation.

Fonte:  PERSPECTIVA COMUNICAÇÃO

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