3 out, 2018
por Daniel Geraldes
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Sindirações projeta leve recuo de 0,2% para fechamento de 2018

Greve dos caminhoneiros e aumento de preço dos grãos no primeiro semestre foram principais impactos na alimentação animal.

O setor de alimentação animal deve registrar leve recuo de 0,2% na produção anual de rações em 2018, de acordo com previsões do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).  Em 2017, foram fabricadas 68,7 milhões de toneladas de rações mais 2,98 milhões de toneladas de sal mineral. De acordo com Ariovaldo Zani, vice-presidente executivo do Sindirações, o incremento no custo da alimentação pressionada pelos preços em alta dos grãos e por outros insumos importados e indexados ao dólar e a greve dos caminhoneiros realizada em maio, foram os principais fatores que impactaram nos números do setor.

“Esses fatores promoveram modulação do desempenho da cadeia produtiva que resultou na contabilização de 32,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, marca que significa um retrocesso de 1,4% em relação à quantidade produzida de janeiro a junho do ano passado. Aplicando razoável dose de otimismo a previsão é garantir estabilidade e produzir algo em torno de 71,8 milhões de toneladas de rações e sal mineral até dezembro”, comenta Zani.

De acordo com as previsões do Sindirações, a avicultura, responsável por mais da metade da demanda, deve fechar o ano com 38,2 milhões de toneladas produzidas, queda de 0,9%. Entre as subcategorias de aves, a ração para frango de corte deve representar 31,7 milhões de toneladas, redução de 2%, enquanto as galinhas poedeiras tendem a terminar 2018 com 6,5 milhões de toneladas, aumento de 5% na produção.
 

Avicultura de Corte – Nos primeiros seis meses do ano, o produtor de frangos de corte demandou 15,9 milhões de toneladas de rações, um retrocesso de 3,3%, em resposta ao alojamento de pintainhos que declinou aproximadamente 4,2%, principalmente por conta do alto custo do milho e do farelo de soja. Ato contínuo, os transtornos consequentes ao bloqueio logístico do final de maio, prejudicaram a entrega de rações e provocaram grande mortalidade de aves. O embargo europeu às exportações e a dificuldade do consumidor doméstico em adquirir o excedente continuam comprometendo a cadeia produtiva. A previsão é que a produção de ração para frangos de corte em 2018 contabilize 31,7 milhões de toneladas, um retrocesso da ordem de 2% em relação à produzida no ano passado

Avicultura de Postura –  A produção de rações para poedeiras no primeiro semestre, por sua vez, somou 3,0 milhões de toneladas e incremento de 5%, em resposta ao robusto alojamento de pintainhas de postura e produção dos ovos que no segundo trimestre quebrou recorde histórico. Frente à continuidade desse ritmo a demanda por rações para postura pode somar 6,5 milhões de toneladas em 2018

Suinocultura –  Já a demanda por rações para suínos manteve estabilidade no primeiro semestre e somou 7,7 milhões de toneladas, apesar do retrocesso nas exportações devido ao embargo russo e ao baixo preço pago ao suíno vivo que corroeu sobremaneira a rentabilidade dos produtores. A perspectiva é que durante o ano de 2018 sejam produzidas 16,7 milhões de toneladas de rações, ou seja, um avanço de 1% em relação ao contabilizado em 2017

Bovinocultura de corte – Durante o primeiro semestre a produção de rações para bovinos de corte alcançou 1,1 milhão de toneladas, ou seja, avanço de 1% quando comparado ao mesmo período do ano passado, sobretudo por conta da resiliência da cadeia produtiva também afligida pela paralisação dos caminhoneiros do final de maio, muito embora o preço do boi gordo e do bezerro continuam bastante aquém do alcançado em meados de 2016. Confiando na recuperação do segundo ciclo de confinamento, a previsão alcança produção de 2,6 milhões de toneladas de rações para bovinos de corte em 2018.

Bovinocultura de leite –  A cadeia pecuária leiteira, por sua vez, padeceu sobremaneira por conta do bloqueio logístico de maio que comprometeu a entrega dos insumos para alimentação dos rebanhos e paralisou a captação do leite produzido. A produção estimada de rações contabilizou apenas 2,39 milhões de toneladas de janeiro a junho, um recuo de 6,5% em relação ao mesmo semestre do ano passado. Em contrapartida, a escassa oferta de leite cru aos laticínios favoreceu o incremento do seu preço. Essa aparente melhora pode devolver vigor, principalmente aos produtores mais tecnificados, e minimizar o retrocesso na produção de rações para gado leiteiro durante o segundo semestre. A previsão em 2018 é produzir 5,8 milhões de toneladas ou 3% menos que em 2017.

Aquacultura –  A produção de rações para peixes e camarões durante o primeiro semestre somou pouco mais de 646 mil toneladas e retrocedeu 1,5%, por conta do desafio sanitário enfrentado pela carcinicultura, cuja atividade continua em declínio, do esvaziamento dos principais reservatórios nordestinos, e sobretudo pelo bloqueio rodoviário que prejudicou bastante a região Sul, principal polo produtor de peixes. Caso a produção nas regiões Sudeste, Norte e Centro-Oeste continue com razoável vigor é possível que a produção de rações para aquicultura alcance mais de 1,2 milhão de toneladas e avanço de mais de 4% em relação ao apurado em 2017

Cães e gatos –  Por conta da conjuntura econômica e das incertezas políticas, o consumidor brasileiro continua com orçamento bastante comprometido e pressionado a adquirir mercadorias mais baratas. Apesar da gravidade das circunstâncias contemporâneas, os tutores continuam oferecendo mais alimento industrializado, completo e balanceado aos mascotes. A estimativa é que durante o primeiro semestre a quantidade produzida alcançou 1,25 milhão de toneladas e a previsão é durante todo o ano de 2018 avançar 2,9%, contabilizando até 2,65 milhões de toneladas de alimentos para cães e gatos

SOBRE O SINDIRAÇÕES – O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações –, foi fundado em 1953, e é hoje o principal representante da indústria brasileira de ração balanceada e alimentos para animais de estimação, de concentrado, de suplemento, de aditivo, de premix, de ingredientes e de outras atividades ligadas à alimentação animal, incluindo as empresas que importam e comercializam insumos da alimentação animal, bem como aquelas que se utilizam para consumo próprio. Com sede em São Paulo, no edifício da FIESP, a entidade reúne associados que representam cerca de 90% do mercado comercial de produtos destinados à alimentação animal e é filiado a FEEDLATINA, Asociación de las Industrias de Alimentación Animal de America Latina y Caribe e à IFIF – International Feed Industry Federation.

Fonte:  RMA COMUNICAÇÃO

Leonardo Stavale – leonardo.stavale@rmacomunicacao.com.br

Tel.: (11) 2244-5959

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