11 maio, 2018
por Daniel Geraldes
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Surto de salmonella nos EUA gera alerta mundial

Centers for Disease Control and Prevention anunciou a retirada de mais de 200 milhões de ovos possivelmente contaminados de redes de supermercado estadunidenses.

No mês de maio, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) anunciou a retirada de mais de 200 milhões de ovos possivelmente contaminados de redes de supermercado estadunidenses. Os dois tipos mais comuns encontrados no país são a Salmonella enteritidis e Salmonella typhimurium, responsáveis por cerca de metade das infecções humanas, de acordo com o Departamento de Agricultura norte-americano.

O problema afeta cerca de 23 mil pessoas e mata 450 anualmente. Após o aumento repentino de casos, a Food and Drug Administration (FDA) investiga 22 tipos de infecções mais recentes da bactéria no país. Este tipo de bactéria pode levar à morte em poucas horas. Ovos e produtos lácteos são uma das fontes mais comuns de doenças transmitidas por alimentos. Mas infecções por salmonella – que causam uma doença conhecida como salmonelose – também vêm do consumo de aves e carne cruas ou mal cozidas, além de frutas, legumes, especiarias e nozes, entre outros. Algumas pessoas também ficam doentes interagindo com animais, principalmente répteis, anfíbios e pássaros.

A Dra. Melina Bonato, coordenadora de P&D da ICC Brazil, explica que quando estão presentes no intestino dos animais infectados podem contaminar, por meio das fezes ou excretas, a carne, ovos ou leite. “Nas galinhas, os ovos podem ser infectados por dois meios: pelas excretas contaminadas – pois a salmonella coloniza o ceco e depois estas sujam a casca, que é porosa -, ou por contaminação interna do ovo, uma vez que a salmonella pode ir do intestino para os ovários, contaminando a gema”, explica Melina. Além disso, a transmissão também ocorre com a falta de higiene das pessoas: quando alguém infectado não lava as mãos ou não usa luvas ao manusear alimentos.

O cuidado começa na alimentação animal

Com a retirada ou diminuição do uso de antibióticos na dieta de animais, uma das opções para controle de salmonella são os aditivos que podem ajudar a reduzir a incidência desta bactéria. Mundialmente, inúmeras pesquisas são realizadas sobre o assunto para solucionar ou reduzir o problema.

A ICC Brazil realizou, em 2016, um experimento focado nesse tema em parceira com o Southern Poultry Research Group nos Estados Unidos. A pesquisa, conduzida pelo Prof. Dr. Charles Hofacre, analisou 192 galinhas poedeiras contaminadas com Salmonella enteritidis e a eficácia do produto ImmunoWall® na redução do problema nas aves.

“Neste estudo, as frangas que foram alimentadas com uma dieta suplementada com ImmunoWall® apresentaram uma redução estatística na contaminação do ceco pela Salmonella enteritidis, em relação ao grupo controle não tratado. O resultado foi obtido com a dosagem padrão recomendada do produto. Esta importante diminuição na infecção cecal é um fator determinante em relação à segurança alimentar, pois por consequência, reduz o contágio na superfície dos ovos. Após a postura, inicia-se o arrefecimento em que as bactérias da superfície migram para o interior por meio dos poros da casca. Com isso, quanto menos contaminação da superfície por Salmonella enteritidis menor será a infecção do interior do ovo”, analisa a coordenadora de P&D.

Fonte: Agrolink

 

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