17 out, 2017
por Daniel Geraldes
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Venda da Vigor é decivisa para o Grupo J&F

Com dívida de R$ 10 bilhões, sem considerar a conta da multa prevista no acordo de leniência como o Ministério Público Federal, o grupo J&F depende da conclusão da venda da Vigor para equacionar seus débitos.

A mexicana Lala, comprometeu-se, em agosto, a comprar a empresa de lácteos, mas a operação ainda não foi concluída.

Depois de receber o dinheiro referente à Alpargatas (R$ 3,5 bilhões) e a primeira parcela da compra da Eldorado Celulose (R$ 1 bilhão), a holding J&F fia-se na entrada dos R$ 4,3 bilhões do acerto de venda de sua fatia de 73% na Vigor. Para completar a conta e “zerar” a dívida, a empresa espera se desfazer ainda de linhas de transmissão da empresa de energia Âmbar, por cerca de R$ 800 milhões, e do Canal Rural, que acredita valer cerca de R$ 80 milhões.

O negócio com a Lala, porém, se complicou nas últimas semanas, e não apenas por causa da prisão de Joesley e Wesley. A CCPR – cooperativa sócia da marca Itambé – decidiu recomprar os 50% da marca que havia vendido para a Vigor. Com isso, a Lala anunciou que recalcularia o negócio, antes acertado por R$ 4,6 bilhões, aplicando um desconto. Os mexicanos já tinham desembolsado R$ 1,1 bilhão para ficar com a fatia do negócio que pertence à JBS.

A expectativa é que, em um ano, ocorra a venda do restante da Eldorado à asiática Paper Excellence. Como a dívida da Eldorado é alta – R$ 7,8 bilhões ao fim de junho-, o valor que ainda pode entrar no caixa da J&F é de R$ 5,2 bilhões.

Restaria ao grupo a JBS, a empresa de higiene Flora, a de energia Âmbar e o Banco Original. E também o compromisso de pagar R$ 10,3 bilhões às autoridades como multa pelos crimes praticados.

Fonte: Espuminha

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